sexta-feira, 12 de setembro de 2008

triporto: Ser benfiquista...

...não...não vou aqui cantar a letra desse hino escrito por Luis Piçarra nos tempo áureos (para alguns) da ditadura de Salazar, mas sim dar um pequeno exemplo da mentalidade de alguns (ok..ok.. da maioria) dos adeptos desse clube...

O jovem central Sidnei em declarações esta semana afirmou quando questionado sobre o lance entre Rodrigues e o Nulo Gomes (intervenientes do famoso video amador vermelho), que foi e passo a citar: "(...)uma discussão normal de jogo".

Ora bem, hoje no jornal OJOGO, um dos habituais comentadores afectos a esse clube (António Pires) vem dizer o seguinte:


"Um verdadeiro tiro no... pé

Numa altura em que o Benfica está a fazer força para que a Comissão Disciplinar da Liga abra um processo sumaríssimo a Rodríguez e o castigue por um pontapé a Nuno Gomes, aquilo que menos se esperaria era que fosse um jogador do Benfica a tirar força à argumentação das águias. De facto, é difícil compreender como foi possível Sidnei dizer o que disse ontem: "Foi uma discussão normal de jogo." Ou seja, o central encarnado desvalorizou completamente o lance que ainda pode custar um castigo a Rodríguez.

Numa semana em que este foi um dos assuntos mais discutidos, esta frase de Sidnei é um autêntico tiro no pé na estratégia encarnada. Por outro lado, existindo um departamento de comunicação no Benfica, também não se percebe como foi possível os seus responsáveis não terem instruído o jogador sobre esta questão. Afinal, era de adivinhar que o tema viesse à baila. "





Ou seja, para este iluminado vermelho o jovem jogador, que certamente não é benfiquista desde pequenino, deveria ter mentido e dito que o extremo portista cometeu uma agressão bárbara sobre o avançado benfiquista.

Para esta figurinha o importante não é a verdade desportiva ou a sinceridade das pessoas (dentro e fora do campo) mas sim o facto de não se comprometer a "estratégia encarnada"...

É por isso que todos os dias me sinto orgulhoso de SER PORTISTA e não um benfiquista qualquer ...aliás, até acho que deviam mudar o refrão hino para qualquer coisa como...

Ser Benfiquista

É ter na alma a hipocrisia e pouca vergonha na cara...

...Blá...blá...blá...

1 comentário:

Anónimo disse...

Apertão ao árbitro custou 3500 euros ao Benfica
Comissão Disciplinar passou por cima da Lei que pune violência em espectáculos desportivos
00h30m
FRANCISCO J. MARQUES, E MANUEL LUÍS MENDES
A Lei 16/2004, aprovada quando Hermínio Loureiro era secretário de Estado do Desporto, implica pena de jogo à porta fechada para o Benfica, mas a Liga cita o articulado legal e não o aplica. O Sporting não reage. Para já.

A Comissão Disciplinar da Liga puniu o Benfica com uma multa de 3500 euros pelas duas agressões aos árbitros-assistentes no clássico com o F. C. Porto, passando por cima da Lei n.º 16/2004 que para os factos em causa impunha uma sanção de realização de jogo à porta fechada. Isto quando o próximo jogo em casa do Benfica é frente ao Sporting.

No acórdão em que justifica as penas impostas ao Benfica, a CD da Liga escreve que "não se verifica a prática das infracções disciplinares previstas e punidas, em especial, pelos artigos 138.º, 139.º, 143.º, n.º 2, 145, n.º 2 e 146.º, todos do Regulamento Disciplinar da Liga, que são sancionados com penas traduzidas, conforme os casos, em derrota no jogo, interdição do recinto desportivo ou realização de jogos à porta fechada (ilícitos e sanções que estão de acordo com o determinado na Lei n.º 16/2004, de 11 de Maio - Medidas preventivas e punitivas a adoptar em caso de manifestação de violência associadas ao desporto".

A verdade, no entanto, é que a Lei n.º 16/2004, aprovada em Conselho de Ministros numa altura em que o actual presidente da Liga, Hermínio Loureiro, era o secretário de Estado do Desporto, implica para actos como os verificados no último Benfica-F. C. Porto a pena de realização de jogo ou jogos à porta fechada.

O artigo 37, sanções disciplinares por actos de violência, é claro quanto a isso, quando diz, no ponto 3, que a agressão a agentes desportivos (os árbitros assistentes são agentes desportivos, naturalmente) é punida com a realização de jogos à porta fechada. Isto no caso dessa agressão ou agressões não provocarem a interrupção ou cancelamento do jogo, pois nesse caso a pena seria sempre de interdição. Foi exactamente isso que aconteceu na Luz, agressão sem interrupção do jogo.

José Manuel Meirim, advogado especializado em Direito Desportivo, não tem dúvidas. "A decisão da CD da Liga viola a Lei 16/2004, que se sobrepõe aos regulamentos da Liga", ao mesmo tempo que relembra que a Lei já deveria ter sido "plasmada nos regulamentos". Para Meirim, no limite, esta falta pode levar "à suspensão da utilidade pública desportiva".

A própria lei estabelece a época 2005/06 para todas as federações e ligas adequarem os seus regulamentos, sob pena de ficar inibidas de "realizar qualquer competição profissional". A Liga nada fez até hoje. Cunha Leal, director--executivo em 2004, recusou qualquer comentário, alegando que "não estava na posse da lei e do regulamento" para se poder pronunciar.

Manuel Brito, presidente do Conselho para a Ética e Segurança, partilha da interpretação de Meirim e acrescenta que a responsabilidade dos regulamentos da Liga não cumprirem as determinações da lei é da Federação, pois a Liga mais não é do que um órgão da Federação Portuguesa de Futebol.

José Guilherme Aguiar, advogado e ex-director-executivo da Liga, acusa a CD de "despudor sem limites", porque "invoca uma lei que não cumpre" e promete "levar o caso ao Conselho Nacional do Desporto", órgão de que é conselheiro, ao mesmo tempo que lamenta que o procurador-geral da República, "que até é um ex--presidente do Conselho de Justiça da Federação, só se interesse por casos muito mediáticos, como o da reunião do Conselho de Justiça" e deixe "estas situações em claro". Benfica e Sporting, no fundo os grandes interessados, não reagem, os encarnados porque consideram que já foram castigados, enquanto que o Sporting prefere esperar pela realização do jogo (ver peça à parte).

A realização de um jogo à porta fechada tem sempre elevados custos económicos. No caso presente, o Benfica perderia perto de um milhão de euros, consequência da receita de bilheteira, mais os direitos televisivos, pois a Lei portuguesa impede também que jogos realizados à porta fechada tenham transmissão televisiva directa.

Terá agora a palavra o Governo, a quem compete zelar pelo cumprimento das leis. O JN não consegiu obter uma reacção do secretário de Estado Laurentino Dias, que se encontra em Pequim, a acompanhar os Jogos Paralímpicos.

In "JN"