quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Aerotorto

AEROTORTO é o grande título dado ao conjunto de notícias publicadas hoje no Jornal de Negócios, cuja conclusão é a afirmação de que o "Governo [está] contra a proposta da SONAE para o Aeroporto Sá Carneiro", apoiado num "parecer que arrasa a proposta do consórcio do Norte".

Com parecer arrasador ou sem ele, a decisão é política e já estaria tomada. Talvez o "consórcio do Norte" devesse mudar para o vórtice lisboeta, se quer gerir o aeroporto. Assim, a pretensão da SONAE levará o mesmo descaminho que tiveram outras da sua autoria, como o canal de TV (entregue por Cavaco à Igreja Católica, que não o soube gerir e o vendeu a um grupo… colombiano, lembram-se?) ou a mais recente OPA sobre a PT, abortada por decisão política do Governo de Sócrates.

É o grande sugadouro lisboeta, implacável, a enriquecer à custa dos recursos do Estado que, supostamente, seríamos todos nós.


(Por Carlos Ruben no blogue A Baixa do Porto em 5-08-2008)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Grande Porto TV + Novo semanário na região

Grande Porto TV nasce on-line com canais para cada concelho

"É mais um serviço público do que um projecto para ganhar dinheiro. Mas também não queremos ter prejuízo", ressalva o coordenador

A falta de "informação de proximidade" e de contacto com as "gentes locais" fez nascer a Grande Porto TV, um projecto que está on-line desde Junho, em fase experimental, e que entrou, há um mês, em "velocidade de cruzeiro". A partir de agora, ter um canal por cada concelho do Porto passou a ser uma realidade que vem "colmatar uma falha", explicou ao PÚBLICO Rogério Gomes, mentor e coordenador do site www.grandeportotv.net.

O principal objectivo desta nova televisão é "dar a conhecer as actividades das autarquias", porque, para o responsável, há vida além da Câmara Municipal do Porto. Por isso, tem como público-alvo os "moradores" e o suporte on-line foi escolhido por ser o mais "prático e viável" e também pouco dispendioso - exige um investimento de cerca de cinco mil euros mensais, segundo Rogério Gomes.

Nesta fase inicial, a redacção do Grande Porto TV conta com dois jornalistas, número que deve ser alargado brevemente e que pode continuar a crescer. A equipa tem, ainda, a colaboração de uma empresa para a gravação dos vídeos que são, posteriormente, editados pelos jornalistas. Entretanto, ao projecto já aderiram alguns estagiários que, segundo Rogério Gomes, trouxeram bastante dinamismo à equipa.

Quanto à possibilidade de alargar o projecto, o responsável assegurou que "há estrutura montada para se criarem canais mais específicos de associações ou empresas" que estejam eventualmente interessadas, mas assegurou que esta televisão não pretende ser um grande negócio: "É mais um serviço público do que um projecto para ganhar dinheiro. Mas também não queremos ter prejuízo", ressalvou.

Por agora, os canais de Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Santo Tirso, Trofa, Valongo, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia já estão disponíveis com actualizações regulares, que em muito se devem às autarquias, segundo o coordenador do projecto Grande Porto TV.

Rogério Gomes, também secretário-geral da empresa Águas de Gaia e ex-director do jornal O Comércio do Porto, sublinhou o entusiasmo das autarquias com a nova televisão, para a qual têm enviado bastante informação. No entanto, o projecto da Grande Porto TV não se quer basear apenas na agenda política e conta que todos os visitantes ofereçam conteúdos, como vídeos, imagens e notícias, apesar de Rogério Gomes reconhecer que "o público autárquico é um dos principais destinatários".

Opinião valorizada

A secção de opinião é especialmente valorizada nesta nova televisão, prevendo-se que sejam sempre colocadas no site duas colaborações por semana.

"Esperamos o contributo de personalidades reconhecidas, desde políticos a empresários. Não vamos ter colunistas fixos, mas queremos um painel representativo e um leque alargado de pessoas", acrescentou o coordenador.

O site conta, além dos vídeos diários e das notícias, com um jornal semanal - que resume o que de mais importante se passou em todos os concelhos - e com a agenda cultural que destaca as iniciativas mais marcantes de cada concelho e que normalmente "não têm lugar nos outros meios".

A divulgação da Grande Porto TV, por agora, está a ser feita por correio electrónico mas, depois do Verão, serão colocados outdoors nas ruas e publicidade em transportes públicos. "É um projecto mais de militância do que um grande negócio. Mesmo assim, quero testar se é real o que eu acho que é verdade: que há falta de informação de proximidade", concluiu Rogério Gomes.

Rogério Gomes passou por O Primeiro de Janeiro, Expresso, PÚBLICO, O Jogo e O Comércio do Porto


Grande Porto chega no último trimestre do ano

Depois da aposta nas novas tecnologias, Rogério Gomes decidiu envolver-se num outro projecto na área da comunicação, mas em formato mais tradicional - o papel. A Sojormedia, a holding de comunicação social do grupo económico Lena, vai lançar até ao final deste ano um novo semanário focado em temáticas regionais dirigido à Região Norte. O jornal deverá chamar-se Grande Porto e ter uma tiragem inicial de 30 mil exemplares, com saída à sexta-feira, um dia antes dos Expresso e Sol.

Apesar de o nome final não estar decidido, tudo indica que fique mesmo Grande Porto, para que funcione como porta-voz da região e defensor intransigente dos seus interesses. Rogério Gomes explicou, ainda, que, apesar da vocação do novo título ser regional, também terá "informação generalizada", o que justifica a distribuição nacional.

Este semanário - que quer atingir vendas de 20 mil exemplares nos primeiros seis meses e representa um investimento de de 500 mil euros - é o reflexo da linha seguida pelo grupo de Leiria que adquiriu recentemente o diário As Beiras, de Coimbra, e o semanário O Algarve, que será relançado. Antes destas operações, a Sojormedia tinha já comprado seis jornais nos distritos de Aveiro, Viseu, Leiria e Santarém. O grupo dirige, também, duas rádios locais, em Abrantes e Viseu, e a editora Imagens & Letras.


(No Publico em 3-08-2008)

triporto: off-topic

Álcool no sangue ou sangue no álcool??!!


Condutor búlgaro apanhado com 8,15 gramas de álcool no sangue

Um condutor búlgaro surpreendeu a polícia ao apresentar uma taxa de alcoolemia de 8,15 gramas por litro, quando era detido por ter causado um ligeiro acidente perto de Batak, no Sudoeste do país, noticiou segunda-feira a televisão bTV.

O automobilista de 25 anos, que foi preso no domingo, reconheceu ter bebido duas caixas de cerveja, ou seja, 20 litros em 24 horas. Pouco depois do controlo policial, desmaiou, acrescentou a bTV.

A taxa de alcoolemia autorizada na Bulgária é de 0,5 gramas por litro.

A polícia multiplicou as operações policiais neste Verão na sequência de vários acidentes graves. Os desastres rodoviários fizeram mais de mil mortos em 2007, num país com 7,7 milhões de habitantes.


(Na TSF em 5-08-2008)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

triporto: Aqui está o pagamento pelo servicinho ó menina...

"Encarnados" Luís Filipe e Nuno Assis a caminho de Guimarães

O director de comunicação do Vitória de Guimarães, José Marinho, admitiu a possibilidade de os jogadores do Benfica Nuno Assis e Luís Filipe deverão vestir a camisola vitoriana na época que se avizinha.

Segundo o mesmo responsável, as negociações entre os dois clubes estão bem encaminhadas, "há interesse dos jogadores" e, uma vez que o Benfica é um dos clubes que participa no Troféu Cidade de Guimarães, que hoje se inicia, é muito provável que os jogadores já não regressem a Lisboa ou sejam apresentados como reforços do Vitória no decurso do torneio.

À Lusa, o presidente do Vitória de Guimarães, Macedo da Silva, foi mais cauteloso e preferiu esconder o "jogo": "podem ser esses dois como não serem, vamos esperar pelos próximos dias", disse.

(No Jornal OJogo em 1-08-2008)

triporto: Figurinhas tristes

UEFA repreende advogado do Guimarães

A UEFA notificou, ontem, Gonçalo Gama Lobo, advogado do Vitória de Guimarães, no sentido de o causídico não enviar mais documentos sobre o processo no qual os vimaranenses reclamam a entrada directa na Liga dos Campeões, em detrimento do F. C. Porto.

A missiva dá conta da mesma mensagem já ter sido expressa, em comunicado interno, a 16 de Julho, no entanto, o advogado do clube minhoto continuou a mandar mais documentação, negando ter recebido qualquer comunicação no sentido contrário. "Desconheço essa carta de 16 de Julho", explica, ao JN

Por isso, desde essa data, o advogado enviou à UEFA partes do parecer jurídico de Freitas do Amaral sobre as deliberações do Conselho de Justiça, o comunicado de Gilberto Madail, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, assim como o próprio comunicado do órgão federativo, dando conta da suspensão do presidente Pinto da Costa por um período de dois anos. Mas a UEFA pediu ao causídico para não dirigir mais elementos sobre o processo, pois o organismo que tutela o futebol europeu não vai tomar nenhuma acção disciplinar até o TAS (Tribunal Arbitral do Desporto) enviar as suas deliberações à UEFA. Neste capítulo, a mais alta instância jurídico-desportiva já tinha confirmado a decisão do Comité de Apelo, no sentido de manter o F. C. Porto na próxima edição da Liga dos Campeões, mantendo-se o actual quadro competitivo com o Vitória de Guimarães a disputar a pré-eliminatória da prova - o sorteio está agendado para hoje - e o Benfica, que também reivindicava a Champions, irá disputar a Taça UEFA

Documentos de nada valem

Na notificação da UEFA enviada ontem, com o conhecimento do F. C. Porto e do Benfica, o organismo também explica que "a correspondência enviada" pelos vimaranenses, "sem qualquer pedido do Comité de Controlo e Disciplina", como foi o caso, "não terá qualquer efeito" no processo

O organismo só irá ouvir as tomadas de posição do Vitória de Guimarães quando convocar o advogado Gonçalo Gama Lobo, naquilo que pode ser interpretado como um conselho ao causídico: "Convidámo-lo a guardar para si as opiniões legais sobre a resolução do processo, enquanto não for chamado para isso".


(No Jornal de Notícias em 1-08-2008)

triporto: Acho muito bem!

Rio Douro: Câmara de Gaia propõe três novas pontes em parceria com autarquia do Porto


Porto, 01 Ago (Lusa) - O vice-presidente da Câmara de Gaia, Marco António Costa, defendeu hoje a construção de três novas pontes sobre o rio Douro e propôs a criação de um equipa técnica comum aos dois municípios (Porto e Gaia).

"Existem propostas de ambos os lados, é fundamental para a região e para o país que se chegue a uma solução conjunta", sustentou Marco António Costa.

O autarca considerou que este é o "momento adequado" para avançar com os projectos porque existem "instrumentos de financiamento" que "não podem ser desperdiçados".

Numa conferência de imprensa, onde foram recuperados projectos de três pontes sobre o Douro - uma pedonal, outra rodoviária e para metro ligeiro e uma terceira destinada à ferrovia de alta velocidade - o autarca anunciou que no decorrer da próxima semana será apresentada "uma proposta de trabalho conjunto, a nível técnico" na Câmara do Porto.

"Os dois municípios não podem ficar numa situação de impasse. Seria imperdoável que não se entendessem, seria um sinal de miserabilismo não aproveitar a oportunidade do QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional)", frisou.

Marco António sublinhou ainda que o encontro de hoje com os jornalistas destinou-se a fazer o ponto da situação do trabalho já realizado pela Câmara de Gaia nesta área, referindo que "o ideal seria que até final de 2008, as duas autarquias estivessem em condições de apresentar uma proposta técnica ao QREN".

As três pontes - cujos projectos foram desenvolvidos na sequência de um protocolo celebrado em Dezembro de 2001 entre as duas câmaras, a RAVE, o Metro e a Universidade do Porto - estão orçadas em cerca de 60 milhões de euros.

Segundo o professor catedrático de pontes na Faculdade de Engenharia do Porto, a Ponte de Gólgota (rodoviária e metro ligeiro) tem um custo estimado em 32 milhões de euros, a ponte de Santo António (ferrovia de alta velocidade) 16,8 milhões e a ponte pedonal deverá custar cerca de 11 milhões.

"No total, representam um décimo do que vai custar a ponte Chelas/Barreiro", frisou Adão da Fonseca.

O catedrático salientou que os orçamentos apontados foram já objecto de actualização.

(Na Lusa em 1-08-2008)

triporto: blogues de interesse publico

Sendo a blogosfera uma das fontes prioritárias deste espaço, tentarei sempre que for possível acrescentar à minha lista de fontes vários endereços de blogues que, na minha opinião, comunguem dos ideais (ou parte) que defendo aqui.

Posto isto, aqui vão mais alguns:

Desporto Político

Reflexão Portista

Região Norte é a única solução para o país

"Uma região que assegura mais de 40% das exportações de um país não está em declínio. E o Governo já percebeu que a aposta no Norte é a única solução para o país", afirmou, ontem, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), Carlos Lage.

De acordo com dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE), a economia da região Norte, cresceu, em 2006, acima da média nacional. O mesmo havia acontecido em 2005 (0,6%) e, citando Carlos Lage, "agora temos a confirmação de que aquele bruxulear trazia uma luz".

Comentando os dados do INE, o presidente da CCDRN constatou a sua correlação com o aumento das exportações portuguesas. "Quando as exportações aumentam o Norte cresce mais. E, se for assim a região poderá ter crescido, no ano passado, acima dos 1,9%. Por isso, temos de reflectir sobre o actual modelo económico do país. É necessário saber se Lisboa é o motor da economia ou se beneficia apenas dos gastos públicos e dos centros financeiros que lá estão instalados, e dos salários superiores", considerou Carlos Lage.


(No Jornal de Notícias em 1-08-2008)

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Assimetrias no Investimento Público

"Nova" Frente Tejo vai custar 165 milhões de euros

O Governo já fez publicar, em Diário da República, a Resolução do Conselho de Ministros que estabelece os objectivos e as linhas de orientação da requalificação e reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa, inscritos no Plano Estratégico da Frente Tejo, bem como o diploma que institui a sociedade Frente Tejo SA como a responsável pela gestão das intervenções a implementar e que designa José Miguel Júdice como seu presidente até Dezembro de 2010.Os trabalhos deverão estar concluídas até 5 de Outubro de 2010, dia das comemorações do centenário da implantação da República em Portugal.


2100 milhões para o Oeste

Para compensar a decisão do Governo de abdicar da Ota para a construção do futuro aeroporto de Lisboa, os 17 municípios do Oeste e da Lezíria do Tejo viram ontem o ministro das Obras Públicas anunciar um plano de investimentos na ordem dos 2100 milhões de euros até 2017.

"Mais de uma centena de projectos importantes e estruturantes", sublinhou o ministro Mário Lino, nas Caldas da Rainha, após a aprovação do documento final, que esteve a ser negociado nos últimos seis meses.

O ministro explicou que este plano surge devido às expectativas que foram criadas pela hipótese do aeroporto se localizar na região. "O Governo considerou que era justo dar um apoio especial a esta região para encontrar um novo modelo de desenvolvimento sem ter esta infra-estrutura, não houve aqui um comércio", disse Lino, rejeitando a expressão "compensações".

O autarca de Santarém, Moita Flores, acredita que com estes investimentos o município "vai poder sair do pesadelo da recessão e entrar numa atmosfera de optimismo".

Entre os projectos estão a remodelação e construção de dois hospitais, a reestruturação da Linha do Oeste e eixos rodoviários com ligação ao aeroporto em Alcochete e a variante entre Malveira e Lisboa. O plano é aprovado pelo Governo em Agosto.


Porto: Obras da segunda fase do metro congeladas

O presidente da Junta Metropolitana do Porto (JMP), Rui Rio, considerou ontem "extremamente grave" o "incumprimento" por parte do Governo da expansão do metro do Porto.

Em causa, está o memorando de entendimento, assinado a 21 de Maio de 2007, que, além de definir a nova composição do Conselho de Administração da Metro do Porto, prevê as obras que incluem a segunda fase do metro portuense.


(Por António Almeida Felizes no blogue "Regionalização" em 26-07-2008)

"o Norte afirmou-se na ultíma década como a região mais pobre do País"

Norte cada vez mais longe de Lisboa e do resto do País

Uma década não foi suficiente para Portugal se aproximar da média europeia em termos de rendimento por habitante, mas chegou para se acentuarem as disparidades regionais dentro do País, com o Norte a ficar para trás na corrida por um melhor padrão de vida. Este é um retrato da evolução regional revelado ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).


Em dez anos, a região Norte foi a única que perdeu quando comparada com a média da riqueza por habitante a nível nacional: em 1996, o PIB 'per capita' da região era de 85% da média, tendo caído para 80% dez anos depois.

Apesar da ligeira melhoria de um ponto entre 2005 e 2006, o Norte afirmou-se na última década como a região mais pobre do País. No mesmo período, o Centro manteve-se nos 85% da média e as restantes regiões melhoraram, com a Madeira a registar um crescimento fulgurante, saltando de 90% para 128%. Lisboa manteve-se na dianteira das regiões mais ricas, passando de 138% para 140% da média nacional.

(No Jornal de Negócios em 29-07-2008 - via blogue "Regionalização")

" O nosso problema é sermos do Porto."

Porto Canal "está para ficar"

Bruno Carvalho, director do Porto Canal, lamenta que grandes grupos não invistam no projecto e crê que,se fosse uma iniciativa de Lisboa, tudo seria diferente

Bruno Carvalho, de 39 anos, director do Porto Canal, que completa o segundo aniversário a 29 de Setembro, falou, ao JN, da solidez do projecto que lidera, avançou a nova programação, mas deixou um recado: "A dificuldade de consolidar um projecto a Norte é brutal".

O Porto Canal faz dois anos em Setembro. Que balanço é que faz?

Houve quem dissesse que o Porto Canal não duraria mais do que dois ou três meses. Estamos cá. Estamos para ficar. Vamos fazer dois anos no próximo dia 29 de Setembro. Estamos de boa saúde.

Quem é que vê o Porto Canal?

Não hostilizamos públicos. Mas este é um canal para o Norte, ou melhor, para o Grande Porto. E somos um canal com peso na sociedade portuense. Tudo o que se passa no grande Porto, é reflectido no Porto Canal.

Diz que têm peso na sociedade portuense, mas as medições não indicam grande audiência...

Acredito que somos francamente mal medidos. Não se compreende que em certas alturas as linhas telefónicas estejam todas entupidas, porque as pessoas querem participar nos programas, e que depois as medições indiquem uma baixa audiência.

Que consequências?

Isso serve de desculpa para que grandes empresas não invistam um cêntimo no canal. Estamos a falar de uma Galp, de uma EDP, PT ou Caixa Geral de Depósitos, por exemplo.

Serve de desculpa, porquê? Há outros motivos pelos quais essas empresas não investem no canal?

Acredito que se se tratasse de um canal com as mesmas características mas em Lisboa, a história seria diferente. O nosso problema é sermos do Porto.

Como é que conseguem os dois milhões de euros anuais de que precisam para manter o canal?

As nossas receitas são de 1,3 milhões de euros. Conseguimo-las através de anunciantes como o Modelo, o Continente, a Superbock, a Unicer, o Corte Inglês, etc. O restante é a Media Luso [produtora espanhola] que financia.

O Porto Canal é um projecto em risco?

Não, de maneira nenhuma. E temos muitas novidades para a nova temporada.

Vamos falar delas?

A nível da informação, teremos uma grande reportagem semanal, com a duração de 25 minutos, sobre uma qualquer realidade do Grande Porto. O programa contempla um debate. Vamos ainda ter um diário que visa premiar cidadãos anónimos. É um programa com 25 categorias, como, por exemplo, o melhor restaurante ou o melhor sapateiro. Depois, para cada categoria existem dez nomeados que vão a votos. Será o público a votar. Não é a elite a premiar a elite. É andar na rua, no Grande Porto. Teremos ainda um programa novo de humor e um outro, do Joel Cleto, com histórias da cidade do Porto.


(No Jornal de Notícias em 31-07-2008)

Norte reclama unido gestão do aeroporto

Um apelo a cinco vozes irá, hoje, partir do Norte para o Governo. Em causa está a carta enviada por autarcas e associações a José Sócrates para que seja debatido um modelo de gestão autónoma do aeroporto de Sá Carneiro.

Há duas semanas, Rui Rio, presidente da Junta Metropolitana do Porto (JMP), anunciou o envio de uma missiva conjunta ao primeiro-ministro. O objectivo foi, segundo anunciou, responder positivamente ao desafio lançado por José Sócrates para que a região mostrasse que tem capacidade para uma gestão autónoma daquele equipamento. O que o Norte reclama é uma gestão privada e descentralizada, e não secundarizada no âmbito de um processo de privatização da ANA.

Agora, a mensagem será reforçada numa conferência de imprensa, esta tarde, com os signatários: Associação Empresarial de Portugal (AEP), Associação Comercial do Porto (ACP), Associação Industrial do Minho (AIMinho) e Associação Industrial do Distrito de Aveiro (AIDA).
O lançamento da frente institucional e a carta a José Sócrates foram, no passado dia 9, anunciados pela voz de Rui Rio, após uma reunião da JMP com as diferentes associações envolvidas, bem como a Sonae e Soares da Costa, que integram o consórcio interessado na concessão, que já remeteu uma proposta ao Governo.

Porém, o autarca do Porto separou as águas entre o consórcio e a tomada de posição política da Junta e associações . Rui Rio destacou que o consórcio é fundamental para demonstrar ao Executivo que a região tem capacidade para assumir o desafio, mas explicou que os signatários da carta "não apoiam em concreto a proposta do grupo económico mas um objectivo". Até porque, sublinhou aos jornalistas, "por mais simpatia que haja pela proposta" do consórcio, "não é correcto" definir agora que será o mesmo a ficar com a gestão. "Pode ser negociação directa com este ou um concurso", exemplificou.

Na mesma linha de pensamento, Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, disse, ontem, ao JN, que a tomada de posição "não é a favor" de qualquer empresa. "Somos neutros em relação a grupos económicos", declarou. Mas estes provam, a seu ver, que há capacidade suficiente.


(No Jornal de Notícias em 31-07-2008)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

triporto: Monteirização

Monteirização - Fenónemo recente que consiste em ter um Procurador Geral da Republica que tem como objectivo primordial, não o combate às verdadeiras fraudes (ou às escutas ilegais), mas sim a descredibilização dos membros de investigação sediados no Porto levando-os à sua saída, permitindo assim introduzir nesse organismo lacaios que obedeçam sem levantar muitas ondas...Afinal de contas estamos a falar de um Procurador que forma equipas especiais, que lhes dá poderes para tudo e mais alguma coisa e que depois de ver os responsáveis por essas equipas serem derrotados em tribunal devido à sua incompetência, obriga a que se recorram de todas as decisões...(ahhh...e continuamos sem saber quem anda a incendiar autocarros na capital do Império)...



Responsável do DIAP-Porto bate com a porta

Conflitos ao longo de dois anos com PGR e carreira ditampedido de saída da chefe dos investigadores do MP

Hortênsia Calçada pediu para sair do DIAP do Porto. A procuradora invoca razões de carreira, mas a decisão terá sobretudo a ver com o clima de mal-estar com a PGR. Para a substituir, Pinto Monteiro deverá escolher alguém da sua confiança.

A transferência da procuradora-geral adjunta para o Tribunal da Relação do Porto deverá ficar confirmada amanhã, numa reunião do Conselho Superior do Ministério Público (MP), que deverá confirmar um anteprojecto de movimento anual de magistrados. E é pouco provável que Hortênsia Calçada conclua a comissão de serviço à frente do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do MP do Porto, que só terminaria no próximo ano.

Isto porque a Procuradoria Geral da República (PGR) terá o entendimento de que não pode requisitar a procuradora à Relação do Porto para continuar a dirigir o departamento com quem o procurador-geral, Pinto Monteiro, tem tido piores relações.

De acordo com informações recolhidas pelo JN junto de fontes que lhe são próximas, Hortênsia Calçada, ao pedir a transferência, pretende evitar a hipótese de, no final da comissão de serviço em 2009, ter de ir para a Relação de Évora ou outro tribunal distante, por entretanto ter sido preenchida a vaga ainda existente no MP junto da Relação do Porto.

Só que, na base da decisão, estarão também vários conflitos com a PGR. Começaram em Dezembro de 2006, com o livro de Carolina Salgado e criação da equipa do Apito Dourado, liderada por Maria José Morgado, prosseguiram com a instauração pela PGR de um processo que abrange procuradores do Porto e terminaram com a criação de uma equipa, em Lisboa, para investigar crimes na noite do Porto (ver ficha).

Também com intenção de saída está o procurador conhecido como "número dois" do DIAP do Porto. Almeida Pereira - indigitado há meses para director da PJ-Porto, mas que viria a renunciar ao convite ao perceber que não era do agrado de Pinto Monteiro - pediu a promoção a procurador-geral adjunto e transferência para a Relação de Évora. Porém, como há um ano renunciou à promoção, não é líquido que o CSMP lhe permita a saída do DIAP-Porto.

Com estas saídas no horizonte, Pinto Monteiro fica com o caminho aberto para tentar colocar um nome da sua confiança pessoal à frente do segundo maior DIAP do país, ao qual já por várias vezes impôs a sua vontade por via da autoridade, dando origem a uma "guerra" Lisboa-Porto no MP.

Ao que o JN apurou, vários são os nomes que se perfilaram para suceder a Hortênsia Calçada. O candidato terá de ser aprovado pelo CSMP, mas a votação ainda não está formalmente agendada.

(Por Nuno Maia no "Jornal de Notícias" em 14-07-2008)

domingo, 13 de julho de 2008

triporto: hipócritas + vermes = escumalha...

...futebolisticamente falando...


Conveniência

Há, infelizmente, um limite para a afirmação de convicções no futebol. Válidas apenas enquanto não ameaçam comprometer o equilíbrio de interesses de quem as veicula. Ao longo da última temporada, uma das guerras mais acesas entre dirigentes de clubes teve como antagonistas os presidentes do Benfica e do Vitória de Guimarães, agudizando-se logo após o jogo entre os dois emblemas na Cidade-Berço. Na altura, apesar do triunfo merecido e incontestado dos encarnados, Luís Filipe Vieira insurgiu-se contra a arbitragem de João Ferreira, afirmou existir viciação de resultados e acabaria por envolver o Vitória de Guimarães - apontando o percurso do irmão do líder vimaranense na Comissão de Arbitragem.

O Benfica discutia então, com o rival minhoto, um dos lugares de acesso à Liga dos Campeões, pelo que a argumentação visava denunciar, uma vez mais, a teia de interesses, o tráfico de influências, nos bastidores do futebol.

Ironia do destino: o Guimarães e o Benfica vêem surgir a oportunidade de acederem (um de forma directa, o outro através da pré-eliminatória) à Liga dos Campeões. Abriu-se o espaço e a conveniência de uma defesa conjunta. O clube da Luz, que veiculara a convicção de um benefício desportivo à margem dos regulamentos, preferiu prescindir dessa estratégia (chamemos-lhe assim) e aliar-se ao clube que acusou para tornar mais consistentes e homogéneas as exposições jurídicas na UEFA com vista ao afastamento do FC Porto da Liga dos Campeões.

"O que hoje é verdade, amanhã é mentira." É a demonstração da validade da expressão de Pimenta Machado. Uma vez que o Campeonato chegara ao fim, o Vitória de Guimarães é mais útil como aliado do que como inimigo, pelo que a peleja deixou de interessar, e a convicção não poderia ser tão sólida assim.

A boa relação entre os dois clubes promete, aliás, frutificar. Está iminente a transferência (regresso) de Nuno Assis para a Cidade-Berço. Mas cristaliza-se a ideia da falta de decência dos dirigentes. Haveria que esclarecer se o presidente do Benfica se equivocou, ou se o líder vimaranense admitiu o seu erro. Sucede que isso deixou de ter qualquer importância. É apenas mais uma mancha.


(Por Carlos Alberto Fernandes no jornal "OJogo" em 13-07-2008)



Benfica e Vitória em conluio na UEFA contra o F.C. Porto

Advogados dos dois clubes transmitem ao tribunal decisões do CJ em documentos iguaizinhos...

Benfica e Vitória de Guimarães, ou os advogados que os representam, não disfarçam a aliança contra o F.C. Porto na UEFA. Os clubes comunicaram ao TAS as decisões do CJ em documentos iguaizinhos, "fac-similados"...

Houvesse necessidade de comprovar a concertação do Benfica e do Vitória de Guimarães na batalha jurídica que travam para expulsarem o F.C. Porto da Liga dos Campeões, a transmissão das decisões do Conselho de Justiça da Federação ao Tribunal Arbitral de Desporto demonstrá-la-ia à evidência. Advogados diferentes, separados por milhares de quilómetros - o do clube da luz em Zurique, na Suíça, e outro, dos minhotos, em Atenas, na Grécia - conseguiram esse feito de telepatia que foi transmitir ao TAS, em documentos diferentes, textos, redigidos em Inglês, iguaizinhos do princípio ao fim, como se fossem "cópia" e "cola".

Gianpaolo Monteneri, advogado do Benfica, e Konstantinos Zemberis, jurista que representa o Vitória de Guimarães, transmitiram a Lucas Ferrer, conselheiro do Tribunal Arbitral de Desporto, as decisões tomadas pelo Conselho de Justiça (CJ), ou pelo que sobrou dele. E sendo que as deliberações tomadas nessa polémica reunião da madrugada do passado dia 5 foram promulgadas (mesmo que o Boavista e Jorge Nuno Pinto da Costa terem interposto recurso para o Tribunal Administrativo e de o próprio presidente do órgão deliberativo as contestar), a Federação também tratou de as fazer chegar às partes interessadas, incluindo a UEFA.

Notificados dessas decisões, que contestam, Pinto da Costa e o F.C. Porto não tiveram, contudo, conhecimento oficial do envio das deliberações do CJ à UEFA. "Pelas informações que temos em nossa posse, a Federação Portuguesa de Futebol já notificou, oficialmente, a UEFA sobre a conclusão desses processos", lê-se nas comunicações ao TAS por parte advogados Monteneri e Zemberis, que não especificam a fonte das informações recolhidas. Daqui também se depreende que estes advogados só têm conhecimento oficioso da polémica "segunda acta", enviada à UEFA pelos serviços jurídicos da FPF.

Seja como for, alegando e "considerando as excepcionais circuntâncias", os advogados do Benfica e do Vitória de Guimarães solicitaram ao TAS que admita as decisões do CJ como novo elemento de prova de trânsito em julgado do processo movido ao presidente do F.C. Porto no âmbito do "Apito Final".

Benfica e Vitória reclamam ao TAS que anule a decisão do Comité de Apelo da UEFA de reintegrar o F. C. Porto na Liga dos Campeões. A audiência no tribunal sediado em Lausanne está marcada para depois de amanhã e também terá a presença dos advogados que patrocinam a defesa do F. C. Porto. A sentença é na terça-feira.

Contactado pelo JN, Antonio Rigozzi, causídico suíço que defendeu o F.C. Porto na primeira instância da UEFA, estará nessa audiência, convicto de que os dragões sairão a sorrir. "A razão está do lado do F. C. Porto. Acredito que a decisão do TAS será favorável ao F. C. Porto".


(Por Almiro Ferreira no "Jornal de Notícias" em 12-07-2008)



triporto:Para mais esclarecimentos sobre esta nojenta aliança, por favor visitar o excelente blogue Renovar o Porto com excelentes e reveladoras informações sobre o assunto...

terça-feira, 24 de junho de 2008

triporto: Descentralizações musicais

Pensei que com o sucesso que foi o concerto dos Stones no Dragão (esgotado e bem sucedido), os empresários do mundo da música abrissem mais os seus horizontes mas infelizmente isso não sucedeu...

Se um dos argumentos mais batidos era o de não haver mercado para tal, agora é pelo facto de não haver uma estrutura como o pavilhão atlântico, que já agora diga-se em abono da verdade foi pago por todos os portugueses mas na maioria das vezes só beneficia os da zona onde se insere...

Quando houver uma EXPO2998 aqui em Portugal, (depois de mais 10 realizadas no mesmo sítio), espero que construam um "bicho" desses aqui pelo Porto, Aveiro ou Minho e assim o argumento desses empresários musicais terá que ser alterado...talvez comecem a argumentar que os coitados dos lisboetas não tem condições para se deslocar ao Norte para ver concertos musicais devido ao alto preço das portagens e da gasolina...

É por isso com muito orgulho e satisfação que cinco anos depois vejo a cerveja da minha terra descentralizar um dos melhores festivais de musica existentes...Eu nunca condenei a SuperBock nas suas estratégias de marketing (realização de festivais em lisboa) pois apesar de ter como objectivo a conquista do mercado da sua rival nunca se deslocalizou mantendo-se sempre a laborar na sua principal fábrica e sede em Leça do Balio e isso para mim é importante...

E temos que ser justos...se temos que beber cerveja neste país (fora do Norte) que seja uma super fresquinha em vez de uma sagres qualquer...



domingo, 22 de junho de 2008

triporto: O regresso à luta...


Ó meu São João Bonito, bem bonito que ele é
Bem bonito que ele é
Com os seus caracóis de oiro, e seu cordeirinho ao pé
E seu cordeirinho ao pé
Não há nenhum assim, pelo menos para mim
Nem mesmo São José

Santo António já se acabou
O São Pedro está-se acabar
São João, São João
Dá cá um balão
Para eu brincar

Santo António já se acabou
O São Pedro está-se acabar
São João, São João
Dá cá um balão
Para eu brincar

Ó meu São João bonito, dos milagres sem igual
Dos milagres sem igual
Vem trazer santa alegria, às gentes de Portugal
Às gentes de Portugal
Ouve a nossa canção, e livrai de todo o mal
Meu rico São João

Santo António já se acabou
O São Pedro está-se acabar
São João, São João
Dá cá um balão
Para eu brincar

Santo António já se acabou
O São Pedro está-se acabar
São João, São João
Dá cá um balão
Para eu brincar


OBRIGADO IRLANDA
...pela tua constituição, pois obriga a que seja o povo a decidir em questões que interferem na soberania nacional e porque assim não temos que aturar o regozijo de aguns pacóvios pelo Tratado se denominar de lisboa...

OBRIGADO CHELSEA
...por levares daqui esta espécie de treinador ao qual lhe desejo o pior a nível desportivo pois ao contrário de muitos eu não me esqueço das provocações deste individuo ao meu clube...

OBRIGADO UEFA
...mais concretamente à Comissão de Apelo por repôr a justiça e por ao mesmo tempo deixar de rastos essa escumalha que a todo custo e permanentemente nos quer aniquilar...

OBRIGADO AOS BLOGUES E AOS SEUS INTERVENIENTES LISTADOS NESTE MEU ESPAÇO
...por continuarem a lutar por aquilo que me é mais importante neste país...A defesa do Porto, do FC Porto e do Norte em geral...

quinta-feira, 29 de maio de 2008

O clube do Império visto do estrangeiro...

"O que já conhecia da história do Benfica?"

"As imagens que tenho são quase todas a preto e branco. Relacionadas com o Mundial'66 ou com Eusébio. O Benfica moderno não tem grandes troféus a nível europeu."


Excerto de uma entrevista do Jornal "OJogo" ao novo treinador benfiquista Quique Flores...

terça-feira, 27 de maio de 2008

Os lambe-botas...

...ou a forma como mais uma vez se constata que infelizmente na minha cidade e em todo o Norte em geral ainda subsiste muita gente que mereciam que lhes fosse dado um bilhete de ida (sem volta) para a capital do Império, leia-se, um valente pontapé no traseiro...(para não dizer no cú)!!!!

Seis dos oito presidentes de junta do PSD no Porto apoiam Ferreira Leite

Sérgio Martins (Cedofeita), Pinto Ferreira (Foz do Douro), José Carlos Gonçalves (Massarelos), João Luís Roseira (Nevogilde), Luís Miguel Seabra (Paranhos) e Wilson Faria (Santo Ildefonso), que nas anteriores eleições internas se dividiram entre as candidaturas em confronto na altura, entendem agora que Ferreira Leite «é a melhor candidata para recuperar a credibilidade do partido e enfrentar José Sócrates nas legislativas de 2009», referiu a fonte.

Segundo a mesma fonte, também seis dos oito núcleos social-democratas da cidade apoiam a ex-ministra: Bonfim, Cedofeita/Vitória, Núcleo Litoral, Núcleo Ocidental, Paranhos e Santo Ildefonso.

O ex-presidente da concelhia Francisco Ramos, que foi responsável pelo último processo eleitoral autárquico no concelho do Porto, em 2005, é o mandatário concelhio de Manuela Ferreira Leite, enquanto o líder da JSD/Porto, Alberto Machado, é o mandatário concelhio para a Juventude no Porto.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, apoia Manuela Ferreira Leite enquanto os líderes da Concelhia e da Distrital social-democrata apoiam Pedro Passos Coelho.

Fonte: Lusa/Sol


Já agora relembro que esta gente vai apoiar alguém que afirmou o seguinte:

"Pessoalmente sou absolutamente contra a regionalização"...

...reafirmando que "que não será sob a sua liderança que o partido seria conduzido nessa aventura".

Note-se que ela se afirma "contra" e nem sequer admite outro cenário!!!

Caso a "Dama da Sucata" (versão rasca da "Dama de Ferro") vença as eleições, o que para o Porto e Norte seria uma desgraça, iremos ver estes e outros "engraxadores" de serviço em bicos de pés para cobrarem da sua nova "patroa" o apoio prestado pois para eles certamente o desenvolvimento local é coisa pouca quando comparado com os tachos que podem alcançar...enfim...a hipocrisia em todo o seu esplendor...Uma tristeza...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Procuram-se, procuradores sérios

Questionar, questionar, questionar. Mais do que nunca, é o que nós cidadãos, temos de nos habituar a fazer com as decisões dos governantes sempre que elas nos suscitem dúvidas. Depois, devemos por todos os meios legais, debatê-las, contestá-las e, em última análise e se for caso disso, aceitá-las ou refutá-las.

Precisamos de ter cada vez mais cuidado com os "opinion maker" que, ao invés do que pensamos concebem e difundem linhas de conduta muitas vezes imponderadas e completamente contrárias ao interesse público.

Uma dessas linhas, há alguns anos em vigôr, diz-nos que devemos reprimir toda e qualquer contestação, substituíndo-a tão rápido quanto possível, por soluções concretas capazes de resolver o que a origina. Por outras palavras, sugere-nos o "faz", em vez do "contesta". Óptimo. Mas apetece perguntar: o comum cidadão terá assim tanto poder económico (money) e político para executar, em vez de contestar? Bem, se assim fosse, eu já teria despedido sem bilhete de retôrno muitos governantes, mas não posso. Este "fantástico" regime democrático obriga-me a aguentá-los, no mínimo, de 4 em 4 anos.

Como é que então posso fazer valer os meus direitos quando não acredito no desempenho dos orgãos do poder? Da justiça, por exemplo? Como posso eu - dando de barato que as suspeitas contra Pinto da Costa são fundamentadas - acreditar no senhor Procurador Geral e respectiva adjunta quando revelam ter dois pêsos e duas medidas? Quem, efectivamente, pode controlar a seriedade destas duas importantes figuras? Se o governo não pode ou não quer controlá-los quem o pode fazer?

Temos todo o direito para duvidar, tanto da seriedade da Dr. Maria José Morgado e do advogado Ricardo Costa, como eles têm de duvidar da de Pinto da Costa. E quem se atreve a mover-lhes um processo por tráfico de influências que as sua condutas arbitrárias fazem supor e já justificam há muito? Eu? Se alguém souber que mo diga, porque se não custar muito dinheiro faço-o imediatamente? Caso contrário, esqueçam a história do "em vez de reclamares, faz", porque não passa mesmo de mais uma das demagogias correntes neste paradisíaco regime. Não será este o cerne do futeboleiro "sistema"?

Todo o país ouviu o presidente do Benfica ao telefone com Valentim Loureiro a escolher um árbitro para um determinado jogo como se estivesse no supermercado a escolher maçãs. Quando lhe era sugerido um nome, o homem dizia, esse não, porque é muito nortista, esse também não porque é gordo, esse não porque não gosto... O que é isto? Como terá afinal interpretado o senhor Procurador & Companhia Ilimitada esta conversa? Como um hino aos bons costumes e à transparência? Por que está tão calado? O auto-endeusamento já terá alcançado uma escala tão grande que se julgam acima de qualquer suspeita?

Pois eu aqui declaro, que enquanto não for explicada pública e racionalmente esta manifesta dualidade de critérios, tenho toda a legitimidade para lançar as piores suspeitas sobre a ética e a honra destas pessoas.


(Por Rui Valente no blogue "Renovar o Porto" em 16-05-2008)

O Governo de Petrogal

Manuel Pinho pediu à Autoridade de Concorrência (AdC) para investigar a existência de cartelização nos preços de combustíveis. Mas o problema, a existir, não é de cartelização, é de concentração: existe uma empresa com 50% do mercado (a Galp) e cujo preço funciona como referência para todos os concorrentes. Logo, estes não têm necessidade de combinar aumentos de preços entre si.

Neste cenário, os apelos à AdC para que encontre um cartel não são mais do que uma "manobra de diversão" por parte de um governo que é conivente com a concentração no mercado. É este governo que, sendo accionista da Galp, permitiu a aquisição por esta de mais de 40 postos de abastecimento da Esso em Portugal. E é este governo que continua a não acatar a mais importante recomendação da AdC, que vai no sentido de liberalizar o licenciamento de postos de abastecimento nos hipermercados (são os postos que actualmente praticam os preços mais baixos no mercado).

Não se pode amar dois corações ao mesmo tempo. E o governo que apela à AdC para que esta proteja o consumidor, é o mesmo governo que, como legislador e accionista da Galp, tudo faz para proteger o negócio desta empresa.


(Por Pedro Menezes Simoes no blogue "http://norteamos.blogspot.com/" em 20-05-2008)


triporto: Para o titulo deste excelente comentário também não ficava mal um do tipo:

"Mais uma vez a hipocrisia deste governo em todo o seu esplendor"