Espaço de defesa de vários interesses do autor do blogue: Porto, FC Porto, Grande Porto, Região Norte de Portugal e denúncias constantes de um tema que afecta gravemente o país a todos os níveis, o eterno “centralismo da capital do Império”… Todos os "copy-paste" que aqui fizer reflectem as opiniões que tenho sobre os variados assuntos e quaisquer contribuições serão bem-vindas. Criticas, reclamações e insultos também são permitidos, desde que escritos em caracteres chineses...
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Assimetrias no Investimento Público
"Nova" Frente Tejo vai custar 165 milhões de euros
O Governo já fez publicar, em Diário da República, a Resolução do Conselho de Ministros que estabelece os objectivos e as linhas de orientação da requalificação e reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa, inscritos no Plano Estratégico da Frente Tejo, bem como o diploma que institui a sociedade Frente Tejo SA como a responsável pela gestão das intervenções a implementar e que designa José Miguel Júdice como seu presidente até Dezembro de 2010.Os trabalhos deverão estar concluídas até 5 de Outubro de 2010, dia das comemorações do centenário da implantação da República em Portugal.
2100 milhões para o Oeste
Para compensar a decisão do Governo de abdicar da Ota para a construção do futuro aeroporto de Lisboa, os 17 municípios do Oeste e da Lezíria do Tejo viram ontem o ministro das Obras Públicas anunciar um plano de investimentos na ordem dos 2100 milhões de euros até 2017.
"Mais de uma centena de projectos importantes e estruturantes", sublinhou o ministro Mário Lino, nas Caldas da Rainha, após a aprovação do documento final, que esteve a ser negociado nos últimos seis meses.
O ministro explicou que este plano surge devido às expectativas que foram criadas pela hipótese do aeroporto se localizar na região. "O Governo considerou que era justo dar um apoio especial a esta região para encontrar um novo modelo de desenvolvimento sem ter esta infra-estrutura, não houve aqui um comércio", disse Lino, rejeitando a expressão "compensações".
O autarca de Santarém, Moita Flores, acredita que com estes investimentos o município "vai poder sair do pesadelo da recessão e entrar numa atmosfera de optimismo".
Entre os projectos estão a remodelação e construção de dois hospitais, a reestruturação da Linha do Oeste e eixos rodoviários com ligação ao aeroporto em Alcochete e a variante entre Malveira e Lisboa. O plano é aprovado pelo Governo em Agosto.
Porto: Obras da segunda fase do metro congeladas
O presidente da Junta Metropolitana do Porto (JMP), Rui Rio, considerou ontem "extremamente grave" o "incumprimento" por parte do Governo da expansão do metro do Porto.
Em causa, está o memorando de entendimento, assinado a 21 de Maio de 2007, que, além de definir a nova composição do Conselho de Administração da Metro do Porto, prevê as obras que incluem a segunda fase do metro portuense.
(Por António Almeida Felizes no blogue "Regionalização" em 26-07-2008)
O Governo já fez publicar, em Diário da República, a Resolução do Conselho de Ministros que estabelece os objectivos e as linhas de orientação da requalificação e reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa, inscritos no Plano Estratégico da Frente Tejo, bem como o diploma que institui a sociedade Frente Tejo SA como a responsável pela gestão das intervenções a implementar e que designa José Miguel Júdice como seu presidente até Dezembro de 2010.Os trabalhos deverão estar concluídas até 5 de Outubro de 2010, dia das comemorações do centenário da implantação da República em Portugal.
2100 milhões para o Oeste
Para compensar a decisão do Governo de abdicar da Ota para a construção do futuro aeroporto de Lisboa, os 17 municípios do Oeste e da Lezíria do Tejo viram ontem o ministro das Obras Públicas anunciar um plano de investimentos na ordem dos 2100 milhões de euros até 2017.
"Mais de uma centena de projectos importantes e estruturantes", sublinhou o ministro Mário Lino, nas Caldas da Rainha, após a aprovação do documento final, que esteve a ser negociado nos últimos seis meses.
O ministro explicou que este plano surge devido às expectativas que foram criadas pela hipótese do aeroporto se localizar na região. "O Governo considerou que era justo dar um apoio especial a esta região para encontrar um novo modelo de desenvolvimento sem ter esta infra-estrutura, não houve aqui um comércio", disse Lino, rejeitando a expressão "compensações".
O autarca de Santarém, Moita Flores, acredita que com estes investimentos o município "vai poder sair do pesadelo da recessão e entrar numa atmosfera de optimismo".
Entre os projectos estão a remodelação e construção de dois hospitais, a reestruturação da Linha do Oeste e eixos rodoviários com ligação ao aeroporto em Alcochete e a variante entre Malveira e Lisboa. O plano é aprovado pelo Governo em Agosto.
Porto: Obras da segunda fase do metro congeladas
O presidente da Junta Metropolitana do Porto (JMP), Rui Rio, considerou ontem "extremamente grave" o "incumprimento" por parte do Governo da expansão do metro do Porto.
Em causa, está o memorando de entendimento, assinado a 21 de Maio de 2007, que, além de definir a nova composição do Conselho de Administração da Metro do Porto, prevê as obras que incluem a segunda fase do metro portuense.
(Por António Almeida Felizes no blogue "Regionalização" em 26-07-2008)
"o Norte afirmou-se na ultíma década como a região mais pobre do País"
Norte cada vez mais longe de Lisboa e do resto do País
Uma década não foi suficiente para Portugal se aproximar da média europeia em termos de rendimento por habitante, mas chegou para se acentuarem as disparidades regionais dentro do País, com o Norte a ficar para trás na corrida por um melhor padrão de vida. Este é um retrato da evolução regional revelado ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Em dez anos, a região Norte foi a única que perdeu quando comparada com a média da riqueza por habitante a nível nacional: em 1996, o PIB 'per capita' da região era de 85% da média, tendo caído para 80% dez anos depois.
Apesar da ligeira melhoria de um ponto entre 2005 e 2006, o Norte afirmou-se na última década como a região mais pobre do País. No mesmo período, o Centro manteve-se nos 85% da média e as restantes regiões melhoraram, com a Madeira a registar um crescimento fulgurante, saltando de 90% para 128%. Lisboa manteve-se na dianteira das regiões mais ricas, passando de 138% para 140% da média nacional.
(No Jornal de Negócios em 29-07-2008 - via blogue "Regionalização")
Uma década não foi suficiente para Portugal se aproximar da média europeia em termos de rendimento por habitante, mas chegou para se acentuarem as disparidades regionais dentro do País, com o Norte a ficar para trás na corrida por um melhor padrão de vida. Este é um retrato da evolução regional revelado ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Em dez anos, a região Norte foi a única que perdeu quando comparada com a média da riqueza por habitante a nível nacional: em 1996, o PIB 'per capita' da região era de 85% da média, tendo caído para 80% dez anos depois.
Apesar da ligeira melhoria de um ponto entre 2005 e 2006, o Norte afirmou-se na última década como a região mais pobre do País. No mesmo período, o Centro manteve-se nos 85% da média e as restantes regiões melhoraram, com a Madeira a registar um crescimento fulgurante, saltando de 90% para 128%. Lisboa manteve-se na dianteira das regiões mais ricas, passando de 138% para 140% da média nacional.
(No Jornal de Negócios em 29-07-2008 - via blogue "Regionalização")
" O nosso problema é sermos do Porto."
Porto Canal "está para ficar"
Bruno Carvalho, director do Porto Canal, lamenta que grandes grupos não invistam no projecto e crê que,se fosse uma iniciativa de Lisboa, tudo seria diferente
Bruno Carvalho, de 39 anos, director do Porto Canal, que completa o segundo aniversário a 29 de Setembro, falou, ao JN, da solidez do projecto que lidera, avançou a nova programação, mas deixou um recado: "A dificuldade de consolidar um projecto a Norte é brutal".
O Porto Canal faz dois anos em Setembro. Que balanço é que faz?
Houve quem dissesse que o Porto Canal não duraria mais do que dois ou três meses. Estamos cá. Estamos para ficar. Vamos fazer dois anos no próximo dia 29 de Setembro. Estamos de boa saúde.
Quem é que vê o Porto Canal?
Não hostilizamos públicos. Mas este é um canal para o Norte, ou melhor, para o Grande Porto. E somos um canal com peso na sociedade portuense. Tudo o que se passa no grande Porto, é reflectido no Porto Canal.
Diz que têm peso na sociedade portuense, mas as medições não indicam grande audiência...
Acredito que somos francamente mal medidos. Não se compreende que em certas alturas as linhas telefónicas estejam todas entupidas, porque as pessoas querem participar nos programas, e que depois as medições indiquem uma baixa audiência.
Que consequências?
Isso serve de desculpa para que grandes empresas não invistam um cêntimo no canal. Estamos a falar de uma Galp, de uma EDP, PT ou Caixa Geral de Depósitos, por exemplo.
Serve de desculpa, porquê? Há outros motivos pelos quais essas empresas não investem no canal?
Acredito que se se tratasse de um canal com as mesmas características mas em Lisboa, a história seria diferente. O nosso problema é sermos do Porto.
Como é que conseguem os dois milhões de euros anuais de que precisam para manter o canal?
As nossas receitas são de 1,3 milhões de euros. Conseguimo-las através de anunciantes como o Modelo, o Continente, a Superbock, a Unicer, o Corte Inglês, etc. O restante é a Media Luso [produtora espanhola] que financia.
O Porto Canal é um projecto em risco?
Não, de maneira nenhuma. E temos muitas novidades para a nova temporada.
Vamos falar delas?
A nível da informação, teremos uma grande reportagem semanal, com a duração de 25 minutos, sobre uma qualquer realidade do Grande Porto. O programa contempla um debate. Vamos ainda ter um diário que visa premiar cidadãos anónimos. É um programa com 25 categorias, como, por exemplo, o melhor restaurante ou o melhor sapateiro. Depois, para cada categoria existem dez nomeados que vão a votos. Será o público a votar. Não é a elite a premiar a elite. É andar na rua, no Grande Porto. Teremos ainda um programa novo de humor e um outro, do Joel Cleto, com histórias da cidade do Porto.
(No Jornal de Notícias em 31-07-2008)
Bruno Carvalho, director do Porto Canal, lamenta que grandes grupos não invistam no projecto e crê que,se fosse uma iniciativa de Lisboa, tudo seria diferente
Bruno Carvalho, de 39 anos, director do Porto Canal, que completa o segundo aniversário a 29 de Setembro, falou, ao JN, da solidez do projecto que lidera, avançou a nova programação, mas deixou um recado: "A dificuldade de consolidar um projecto a Norte é brutal".
O Porto Canal faz dois anos em Setembro. Que balanço é que faz?
Houve quem dissesse que o Porto Canal não duraria mais do que dois ou três meses. Estamos cá. Estamos para ficar. Vamos fazer dois anos no próximo dia 29 de Setembro. Estamos de boa saúde.
Quem é que vê o Porto Canal?
Não hostilizamos públicos. Mas este é um canal para o Norte, ou melhor, para o Grande Porto. E somos um canal com peso na sociedade portuense. Tudo o que se passa no grande Porto, é reflectido no Porto Canal.
Diz que têm peso na sociedade portuense, mas as medições não indicam grande audiência...
Acredito que somos francamente mal medidos. Não se compreende que em certas alturas as linhas telefónicas estejam todas entupidas, porque as pessoas querem participar nos programas, e que depois as medições indiquem uma baixa audiência.
Que consequências?
Isso serve de desculpa para que grandes empresas não invistam um cêntimo no canal. Estamos a falar de uma Galp, de uma EDP, PT ou Caixa Geral de Depósitos, por exemplo.
Serve de desculpa, porquê? Há outros motivos pelos quais essas empresas não investem no canal?
Acredito que se se tratasse de um canal com as mesmas características mas em Lisboa, a história seria diferente. O nosso problema é sermos do Porto.
Como é que conseguem os dois milhões de euros anuais de que precisam para manter o canal?
As nossas receitas são de 1,3 milhões de euros. Conseguimo-las através de anunciantes como o Modelo, o Continente, a Superbock, a Unicer, o Corte Inglês, etc. O restante é a Media Luso [produtora espanhola] que financia.
O Porto Canal é um projecto em risco?
Não, de maneira nenhuma. E temos muitas novidades para a nova temporada.
Vamos falar delas?
A nível da informação, teremos uma grande reportagem semanal, com a duração de 25 minutos, sobre uma qualquer realidade do Grande Porto. O programa contempla um debate. Vamos ainda ter um diário que visa premiar cidadãos anónimos. É um programa com 25 categorias, como, por exemplo, o melhor restaurante ou o melhor sapateiro. Depois, para cada categoria existem dez nomeados que vão a votos. Será o público a votar. Não é a elite a premiar a elite. É andar na rua, no Grande Porto. Teremos ainda um programa novo de humor e um outro, do Joel Cleto, com histórias da cidade do Porto.
(No Jornal de Notícias em 31-07-2008)
Norte reclama unido gestão do aeroporto
Um apelo a cinco vozes irá, hoje, partir do Norte para o Governo. Em causa está a carta enviada por autarcas e associações a José Sócrates para que seja debatido um modelo de gestão autónoma do aeroporto de Sá Carneiro.
Há duas semanas, Rui Rio, presidente da Junta Metropolitana do Porto (JMP), anunciou o envio de uma missiva conjunta ao primeiro-ministro. O objectivo foi, segundo anunciou, responder positivamente ao desafio lançado por José Sócrates para que a região mostrasse que tem capacidade para uma gestão autónoma daquele equipamento. O que o Norte reclama é uma gestão privada e descentralizada, e não secundarizada no âmbito de um processo de privatização da ANA.
Agora, a mensagem será reforçada numa conferência de imprensa, esta tarde, com os signatários: Associação Empresarial de Portugal (AEP), Associação Comercial do Porto (ACP), Associação Industrial do Minho (AIMinho) e Associação Industrial do Distrito de Aveiro (AIDA).
O lançamento da frente institucional e a carta a José Sócrates foram, no passado dia 9, anunciados pela voz de Rui Rio, após uma reunião da JMP com as diferentes associações envolvidas, bem como a Sonae e Soares da Costa, que integram o consórcio interessado na concessão, que já remeteu uma proposta ao Governo.
Porém, o autarca do Porto separou as águas entre o consórcio e a tomada de posição política da Junta e associações . Rui Rio destacou que o consórcio é fundamental para demonstrar ao Executivo que a região tem capacidade para assumir o desafio, mas explicou que os signatários da carta "não apoiam em concreto a proposta do grupo económico mas um objectivo". Até porque, sublinhou aos jornalistas, "por mais simpatia que haja pela proposta" do consórcio, "não é correcto" definir agora que será o mesmo a ficar com a gestão. "Pode ser negociação directa com este ou um concurso", exemplificou.
Na mesma linha de pensamento, Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, disse, ontem, ao JN, que a tomada de posição "não é a favor" de qualquer empresa. "Somos neutros em relação a grupos económicos", declarou. Mas estes provam, a seu ver, que há capacidade suficiente.
(No Jornal de Notícias em 31-07-2008)
Há duas semanas, Rui Rio, presidente da Junta Metropolitana do Porto (JMP), anunciou o envio de uma missiva conjunta ao primeiro-ministro. O objectivo foi, segundo anunciou, responder positivamente ao desafio lançado por José Sócrates para que a região mostrasse que tem capacidade para uma gestão autónoma daquele equipamento. O que o Norte reclama é uma gestão privada e descentralizada, e não secundarizada no âmbito de um processo de privatização da ANA.
Agora, a mensagem será reforçada numa conferência de imprensa, esta tarde, com os signatários: Associação Empresarial de Portugal (AEP), Associação Comercial do Porto (ACP), Associação Industrial do Minho (AIMinho) e Associação Industrial do Distrito de Aveiro (AIDA).
O lançamento da frente institucional e a carta a José Sócrates foram, no passado dia 9, anunciados pela voz de Rui Rio, após uma reunião da JMP com as diferentes associações envolvidas, bem como a Sonae e Soares da Costa, que integram o consórcio interessado na concessão, que já remeteu uma proposta ao Governo.
Porém, o autarca do Porto separou as águas entre o consórcio e a tomada de posição política da Junta e associações . Rui Rio destacou que o consórcio é fundamental para demonstrar ao Executivo que a região tem capacidade para assumir o desafio, mas explicou que os signatários da carta "não apoiam em concreto a proposta do grupo económico mas um objectivo". Até porque, sublinhou aos jornalistas, "por mais simpatia que haja pela proposta" do consórcio, "não é correcto" definir agora que será o mesmo a ficar com a gestão. "Pode ser negociação directa com este ou um concurso", exemplificou.
Na mesma linha de pensamento, Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, disse, ontem, ao JN, que a tomada de posição "não é a favor" de qualquer empresa. "Somos neutros em relação a grupos económicos", declarou. Mas estes provam, a seu ver, que há capacidade suficiente.
(No Jornal de Notícias em 31-07-2008)
segunda-feira, 14 de julho de 2008
triporto: Monteirização
Monteirização - Fenónemo recente que consiste em ter um Procurador Geral da Republica que tem como objectivo primordial, não o combate às verdadeiras fraudes (ou às escutas ilegais), mas sim a descredibilização dos membros de investigação sediados no Porto levando-os à sua saída, permitindo assim introduzir nesse organismo lacaios que obedeçam sem levantar muitas ondas...Afinal de contas estamos a falar de um Procurador que forma equipas especiais, que lhes dá poderes para tudo e mais alguma coisa e que depois de ver os responsáveis por essas equipas serem derrotados em tribunal devido à sua incompetência, obriga a que se recorram de todas as decisões...(ahhh...e continuamos sem saber quem anda a incendiar autocarros na capital do Império)...
Responsável do DIAP-Porto bate com a porta
Conflitos ao longo de dois anos com PGR e carreira ditampedido de saída da chefe dos investigadores do MP
Hortênsia Calçada pediu para sair do DIAP do Porto. A procuradora invoca razões de carreira, mas a decisão terá sobretudo a ver com o clima de mal-estar com a PGR. Para a substituir, Pinto Monteiro deverá escolher alguém da sua confiança.
A transferência da procuradora-geral adjunta para o Tribunal da Relação do Porto deverá ficar confirmada amanhã, numa reunião do Conselho Superior do Ministério Público (MP), que deverá confirmar um anteprojecto de movimento anual de magistrados. E é pouco provável que Hortênsia Calçada conclua a comissão de serviço à frente do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do MP do Porto, que só terminaria no próximo ano.
Isto porque a Procuradoria Geral da República (PGR) terá o entendimento de que não pode requisitar a procuradora à Relação do Porto para continuar a dirigir o departamento com quem o procurador-geral, Pinto Monteiro, tem tido piores relações.
De acordo com informações recolhidas pelo JN junto de fontes que lhe são próximas, Hortênsia Calçada, ao pedir a transferência, pretende evitar a hipótese de, no final da comissão de serviço em 2009, ter de ir para a Relação de Évora ou outro tribunal distante, por entretanto ter sido preenchida a vaga ainda existente no MP junto da Relação do Porto.
Só que, na base da decisão, estarão também vários conflitos com a PGR. Começaram em Dezembro de 2006, com o livro de Carolina Salgado e criação da equipa do Apito Dourado, liderada por Maria José Morgado, prosseguiram com a instauração pela PGR de um processo que abrange procuradores do Porto e terminaram com a criação de uma equipa, em Lisboa, para investigar crimes na noite do Porto (ver ficha).
Também com intenção de saída está o procurador conhecido como "número dois" do DIAP do Porto. Almeida Pereira - indigitado há meses para director da PJ-Porto, mas que viria a renunciar ao convite ao perceber que não era do agrado de Pinto Monteiro - pediu a promoção a procurador-geral adjunto e transferência para a Relação de Évora. Porém, como há um ano renunciou à promoção, não é líquido que o CSMP lhe permita a saída do DIAP-Porto.
Com estas saídas no horizonte, Pinto Monteiro fica com o caminho aberto para tentar colocar um nome da sua confiança pessoal à frente do segundo maior DIAP do país, ao qual já por várias vezes impôs a sua vontade por via da autoridade, dando origem a uma "guerra" Lisboa-Porto no MP.
Ao que o JN apurou, vários são os nomes que se perfilaram para suceder a Hortênsia Calçada. O candidato terá de ser aprovado pelo CSMP, mas a votação ainda não está formalmente agendada.
(Por Nuno Maia no "Jornal de Notícias" em 14-07-2008)
Responsável do DIAP-Porto bate com a porta
Conflitos ao longo de dois anos com PGR e carreira ditampedido de saída da chefe dos investigadores do MP
Hortênsia Calçada pediu para sair do DIAP do Porto. A procuradora invoca razões de carreira, mas a decisão terá sobretudo a ver com o clima de mal-estar com a PGR. Para a substituir, Pinto Monteiro deverá escolher alguém da sua confiança.
A transferência da procuradora-geral adjunta para o Tribunal da Relação do Porto deverá ficar confirmada amanhã, numa reunião do Conselho Superior do Ministério Público (MP), que deverá confirmar um anteprojecto de movimento anual de magistrados. E é pouco provável que Hortênsia Calçada conclua a comissão de serviço à frente do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do MP do Porto, que só terminaria no próximo ano.
Isto porque a Procuradoria Geral da República (PGR) terá o entendimento de que não pode requisitar a procuradora à Relação do Porto para continuar a dirigir o departamento com quem o procurador-geral, Pinto Monteiro, tem tido piores relações.
De acordo com informações recolhidas pelo JN junto de fontes que lhe são próximas, Hortênsia Calçada, ao pedir a transferência, pretende evitar a hipótese de, no final da comissão de serviço em 2009, ter de ir para a Relação de Évora ou outro tribunal distante, por entretanto ter sido preenchida a vaga ainda existente no MP junto da Relação do Porto.
Só que, na base da decisão, estarão também vários conflitos com a PGR. Começaram em Dezembro de 2006, com o livro de Carolina Salgado e criação da equipa do Apito Dourado, liderada por Maria José Morgado, prosseguiram com a instauração pela PGR de um processo que abrange procuradores do Porto e terminaram com a criação de uma equipa, em Lisboa, para investigar crimes na noite do Porto (ver ficha).
Também com intenção de saída está o procurador conhecido como "número dois" do DIAP do Porto. Almeida Pereira - indigitado há meses para director da PJ-Porto, mas que viria a renunciar ao convite ao perceber que não era do agrado de Pinto Monteiro - pediu a promoção a procurador-geral adjunto e transferência para a Relação de Évora. Porém, como há um ano renunciou à promoção, não é líquido que o CSMP lhe permita a saída do DIAP-Porto.
Com estas saídas no horizonte, Pinto Monteiro fica com o caminho aberto para tentar colocar um nome da sua confiança pessoal à frente do segundo maior DIAP do país, ao qual já por várias vezes impôs a sua vontade por via da autoridade, dando origem a uma "guerra" Lisboa-Porto no MP.
Ao que o JN apurou, vários são os nomes que se perfilaram para suceder a Hortênsia Calçada. O candidato terá de ser aprovado pelo CSMP, mas a votação ainda não está formalmente agendada.
(Por Nuno Maia no "Jornal de Notícias" em 14-07-2008)
domingo, 13 de julho de 2008
triporto: hipócritas + vermes = escumalha...
...futebolisticamente falando...
Conveniência
Há, infelizmente, um limite para a afirmação de convicções no futebol. Válidas apenas enquanto não ameaçam comprometer o equilíbrio de interesses de quem as veicula. Ao longo da última temporada, uma das guerras mais acesas entre dirigentes de clubes teve como antagonistas os presidentes do Benfica e do Vitória de Guimarães, agudizando-se logo após o jogo entre os dois emblemas na Cidade-Berço. Na altura, apesar do triunfo merecido e incontestado dos encarnados, Luís Filipe Vieira insurgiu-se contra a arbitragem de João Ferreira, afirmou existir viciação de resultados e acabaria por envolver o Vitória de Guimarães - apontando o percurso do irmão do líder vimaranense na Comissão de Arbitragem.
O Benfica discutia então, com o rival minhoto, um dos lugares de acesso à Liga dos Campeões, pelo que a argumentação visava denunciar, uma vez mais, a teia de interesses, o tráfico de influências, nos bastidores do futebol.
Ironia do destino: o Guimarães e o Benfica vêem surgir a oportunidade de acederem (um de forma directa, o outro através da pré-eliminatória) à Liga dos Campeões. Abriu-se o espaço e a conveniência de uma defesa conjunta. O clube da Luz, que veiculara a convicção de um benefício desportivo à margem dos regulamentos, preferiu prescindir dessa estratégia (chamemos-lhe assim) e aliar-se ao clube que acusou para tornar mais consistentes e homogéneas as exposições jurídicas na UEFA com vista ao afastamento do FC Porto da Liga dos Campeões.
"O que hoje é verdade, amanhã é mentira." É a demonstração da validade da expressão de Pimenta Machado. Uma vez que o Campeonato chegara ao fim, o Vitória de Guimarães é mais útil como aliado do que como inimigo, pelo que a peleja deixou de interessar, e a convicção não poderia ser tão sólida assim.
A boa relação entre os dois clubes promete, aliás, frutificar. Está iminente a transferência (regresso) de Nuno Assis para a Cidade-Berço. Mas cristaliza-se a ideia da falta de decência dos dirigentes. Haveria que esclarecer se o presidente do Benfica se equivocou, ou se o líder vimaranense admitiu o seu erro. Sucede que isso deixou de ter qualquer importância. É apenas mais uma mancha.
(Por Carlos Alberto Fernandes no jornal "OJogo" em 13-07-2008)
Benfica e Vitória em conluio na UEFA contra o F.C. Porto
Advogados dos dois clubes transmitem ao tribunal decisões do CJ em documentos iguaizinhos...
Benfica e Vitória de Guimarães, ou os advogados que os representam, não disfarçam a aliança contra o F.C. Porto na UEFA. Os clubes comunicaram ao TAS as decisões do CJ em documentos iguaizinhos, "fac-similados"...
Houvesse necessidade de comprovar a concertação do Benfica e do Vitória de Guimarães na batalha jurídica que travam para expulsarem o F.C. Porto da Liga dos Campeões, a transmissão das decisões do Conselho de Justiça da Federação ao Tribunal Arbitral de Desporto demonstrá-la-ia à evidência. Advogados diferentes, separados por milhares de quilómetros - o do clube da luz em Zurique, na Suíça, e outro, dos minhotos, em Atenas, na Grécia - conseguiram esse feito de telepatia que foi transmitir ao TAS, em documentos diferentes, textos, redigidos em Inglês, iguaizinhos do princípio ao fim, como se fossem "cópia" e "cola".
Gianpaolo Monteneri, advogado do Benfica, e Konstantinos Zemberis, jurista que representa o Vitória de Guimarães, transmitiram a Lucas Ferrer, conselheiro do Tribunal Arbitral de Desporto, as decisões tomadas pelo Conselho de Justiça (CJ), ou pelo que sobrou dele. E sendo que as deliberações tomadas nessa polémica reunião da madrugada do passado dia 5 foram promulgadas (mesmo que o Boavista e Jorge Nuno Pinto da Costa terem interposto recurso para o Tribunal Administrativo e de o próprio presidente do órgão deliberativo as contestar), a Federação também tratou de as fazer chegar às partes interessadas, incluindo a UEFA.
Notificados dessas decisões, que contestam, Pinto da Costa e o F.C. Porto não tiveram, contudo, conhecimento oficial do envio das deliberações do CJ à UEFA. "Pelas informações que temos em nossa posse, a Federação Portuguesa de Futebol já notificou, oficialmente, a UEFA sobre a conclusão desses processos", lê-se nas comunicações ao TAS por parte advogados Monteneri e Zemberis, que não especificam a fonte das informações recolhidas. Daqui também se depreende que estes advogados só têm conhecimento oficioso da polémica "segunda acta", enviada à UEFA pelos serviços jurídicos da FPF.
Seja como for, alegando e "considerando as excepcionais circuntâncias", os advogados do Benfica e do Vitória de Guimarães solicitaram ao TAS que admita as decisões do CJ como novo elemento de prova de trânsito em julgado do processo movido ao presidente do F.C. Porto no âmbito do "Apito Final".
Benfica e Vitória reclamam ao TAS que anule a decisão do Comité de Apelo da UEFA de reintegrar o F. C. Porto na Liga dos Campeões. A audiência no tribunal sediado em Lausanne está marcada para depois de amanhã e também terá a presença dos advogados que patrocinam a defesa do F. C. Porto. A sentença é na terça-feira.
Contactado pelo JN, Antonio Rigozzi, causídico suíço que defendeu o F.C. Porto na primeira instância da UEFA, estará nessa audiência, convicto de que os dragões sairão a sorrir. "A razão está do lado do F. C. Porto. Acredito que a decisão do TAS será favorável ao F. C. Porto".
(Por Almiro Ferreira no "Jornal de Notícias" em 12-07-2008)
triporto:Para mais esclarecimentos sobre esta nojenta aliança, por favor visitar o excelente blogue Renovar o Porto com excelentes e reveladoras informações sobre o assunto...
Conveniência
Há, infelizmente, um limite para a afirmação de convicções no futebol. Válidas apenas enquanto não ameaçam comprometer o equilíbrio de interesses de quem as veicula. Ao longo da última temporada, uma das guerras mais acesas entre dirigentes de clubes teve como antagonistas os presidentes do Benfica e do Vitória de Guimarães, agudizando-se logo após o jogo entre os dois emblemas na Cidade-Berço. Na altura, apesar do triunfo merecido e incontestado dos encarnados, Luís Filipe Vieira insurgiu-se contra a arbitragem de João Ferreira, afirmou existir viciação de resultados e acabaria por envolver o Vitória de Guimarães - apontando o percurso do irmão do líder vimaranense na Comissão de Arbitragem.
O Benfica discutia então, com o rival minhoto, um dos lugares de acesso à Liga dos Campeões, pelo que a argumentação visava denunciar, uma vez mais, a teia de interesses, o tráfico de influências, nos bastidores do futebol.
Ironia do destino: o Guimarães e o Benfica vêem surgir a oportunidade de acederem (um de forma directa, o outro através da pré-eliminatória) à Liga dos Campeões. Abriu-se o espaço e a conveniência de uma defesa conjunta. O clube da Luz, que veiculara a convicção de um benefício desportivo à margem dos regulamentos, preferiu prescindir dessa estratégia (chamemos-lhe assim) e aliar-se ao clube que acusou para tornar mais consistentes e homogéneas as exposições jurídicas na UEFA com vista ao afastamento do FC Porto da Liga dos Campeões.
"O que hoje é verdade, amanhã é mentira." É a demonstração da validade da expressão de Pimenta Machado. Uma vez que o Campeonato chegara ao fim, o Vitória de Guimarães é mais útil como aliado do que como inimigo, pelo que a peleja deixou de interessar, e a convicção não poderia ser tão sólida assim.
A boa relação entre os dois clubes promete, aliás, frutificar. Está iminente a transferência (regresso) de Nuno Assis para a Cidade-Berço. Mas cristaliza-se a ideia da falta de decência dos dirigentes. Haveria que esclarecer se o presidente do Benfica se equivocou, ou se o líder vimaranense admitiu o seu erro. Sucede que isso deixou de ter qualquer importância. É apenas mais uma mancha.
(Por Carlos Alberto Fernandes no jornal "OJogo" em 13-07-2008)
Benfica e Vitória em conluio na UEFA contra o F.C. Porto
Advogados dos dois clubes transmitem ao tribunal decisões do CJ em documentos iguaizinhos...
Benfica e Vitória de Guimarães, ou os advogados que os representam, não disfarçam a aliança contra o F.C. Porto na UEFA. Os clubes comunicaram ao TAS as decisões do CJ em documentos iguaizinhos, "fac-similados"...
Houvesse necessidade de comprovar a concertação do Benfica e do Vitória de Guimarães na batalha jurídica que travam para expulsarem o F.C. Porto da Liga dos Campeões, a transmissão das decisões do Conselho de Justiça da Federação ao Tribunal Arbitral de Desporto demonstrá-la-ia à evidência. Advogados diferentes, separados por milhares de quilómetros - o do clube da luz em Zurique, na Suíça, e outro, dos minhotos, em Atenas, na Grécia - conseguiram esse feito de telepatia que foi transmitir ao TAS, em documentos diferentes, textos, redigidos em Inglês, iguaizinhos do princípio ao fim, como se fossem "cópia" e "cola".
Gianpaolo Monteneri, advogado do Benfica, e Konstantinos Zemberis, jurista que representa o Vitória de Guimarães, transmitiram a Lucas Ferrer, conselheiro do Tribunal Arbitral de Desporto, as decisões tomadas pelo Conselho de Justiça (CJ), ou pelo que sobrou dele. E sendo que as deliberações tomadas nessa polémica reunião da madrugada do passado dia 5 foram promulgadas (mesmo que o Boavista e Jorge Nuno Pinto da Costa terem interposto recurso para o Tribunal Administrativo e de o próprio presidente do órgão deliberativo as contestar), a Federação também tratou de as fazer chegar às partes interessadas, incluindo a UEFA.
Notificados dessas decisões, que contestam, Pinto da Costa e o F.C. Porto não tiveram, contudo, conhecimento oficial do envio das deliberações do CJ à UEFA. "Pelas informações que temos em nossa posse, a Federação Portuguesa de Futebol já notificou, oficialmente, a UEFA sobre a conclusão desses processos", lê-se nas comunicações ao TAS por parte advogados Monteneri e Zemberis, que não especificam a fonte das informações recolhidas. Daqui também se depreende que estes advogados só têm conhecimento oficioso da polémica "segunda acta", enviada à UEFA pelos serviços jurídicos da FPF.
Seja como for, alegando e "considerando as excepcionais circuntâncias", os advogados do Benfica e do Vitória de Guimarães solicitaram ao TAS que admita as decisões do CJ como novo elemento de prova de trânsito em julgado do processo movido ao presidente do F.C. Porto no âmbito do "Apito Final".
Benfica e Vitória reclamam ao TAS que anule a decisão do Comité de Apelo da UEFA de reintegrar o F. C. Porto na Liga dos Campeões. A audiência no tribunal sediado em Lausanne está marcada para depois de amanhã e também terá a presença dos advogados que patrocinam a defesa do F. C. Porto. A sentença é na terça-feira.
Contactado pelo JN, Antonio Rigozzi, causídico suíço que defendeu o F.C. Porto na primeira instância da UEFA, estará nessa audiência, convicto de que os dragões sairão a sorrir. "A razão está do lado do F. C. Porto. Acredito que a decisão do TAS será favorável ao F. C. Porto".
(Por Almiro Ferreira no "Jornal de Notícias" em 12-07-2008)
triporto:Para mais esclarecimentos sobre esta nojenta aliança, por favor visitar o excelente blogue Renovar o Porto com excelentes e reveladoras informações sobre o assunto...
terça-feira, 24 de junho de 2008
triporto: Descentralizações musicais
Pensei que com o sucesso que foi o concerto dos Stones no Dragão (esgotado e bem sucedido), os empresários do mundo da música abrissem mais os seus horizontes mas infelizmente isso não sucedeu...
Se um dos argumentos mais batidos era o de não haver mercado para tal, agora é pelo facto de não haver uma estrutura como o pavilhão atlântico, que já agora diga-se em abono da verdade foi pago por todos os portugueses mas na maioria das vezes só beneficia os da zona onde se insere...
Quando houver uma EXPO2998 aqui em Portugal, (depois de mais 10 realizadas no mesmo sítio), espero que construam um "bicho" desses aqui pelo Porto, Aveiro ou Minho e assim o argumento desses empresários musicais terá que ser alterado...talvez comecem a argumentar que os coitados dos lisboetas não tem condições para se deslocar ao Norte para ver concertos musicais devido ao alto preço das portagens e da gasolina...
É por isso com muito orgulho e satisfação que cinco anos depois vejo a cerveja da minha terra descentralizar um dos melhores festivais de musica existentes...Eu nunca condenei a SuperBock nas suas estratégias de marketing (realização de festivais em lisboa) pois apesar de ter como objectivo a conquista do mercado da sua rival nunca se deslocalizou mantendo-se sempre a laborar na sua principal fábrica e sede em Leça do Balio e isso para mim é importante...
E temos que ser justos...se temos que beber cerveja neste país (fora do Norte) que seja uma super fresquinha em vez de uma sagres qualquer...
Se um dos argumentos mais batidos era o de não haver mercado para tal, agora é pelo facto de não haver uma estrutura como o pavilhão atlântico, que já agora diga-se em abono da verdade foi pago por todos os portugueses mas na maioria das vezes só beneficia os da zona onde se insere...
Quando houver uma EXPO2998 aqui em Portugal, (depois de mais 10 realizadas no mesmo sítio), espero que construam um "bicho" desses aqui pelo Porto, Aveiro ou Minho e assim o argumento desses empresários musicais terá que ser alterado...talvez comecem a argumentar que os coitados dos lisboetas não tem condições para se deslocar ao Norte para ver concertos musicais devido ao alto preço das portagens e da gasolina...
É por isso com muito orgulho e satisfação que cinco anos depois vejo a cerveja da minha terra descentralizar um dos melhores festivais de musica existentes...Eu nunca condenei a SuperBock nas suas estratégias de marketing (realização de festivais em lisboa) pois apesar de ter como objectivo a conquista do mercado da sua rival nunca se deslocalizou mantendo-se sempre a laborar na sua principal fábrica e sede em Leça do Balio e isso para mim é importante...
E temos que ser justos...se temos que beber cerveja neste país (fora do Norte) que seja uma super fresquinha em vez de uma sagres qualquer...
domingo, 22 de junho de 2008
triporto: O regresso à luta...
Ó meu São João Bonito, bem bonito que ele é
Bem bonito que ele é
Com os seus caracóis de oiro, e seu cordeirinho ao pé
E seu cordeirinho ao pé
Não há nenhum assim, pelo menos para mim
Nem mesmo São José
Santo António já se acabou
O São Pedro está-se acabar
São João, São João
Dá cá um balão
Para eu brincar
Santo António já se acabou
O São Pedro está-se acabar
São João, São João
Dá cá um balão
Para eu brincar
Ó meu São João bonito, dos milagres sem igual
Dos milagres sem igual
Vem trazer santa alegria, às gentes de Portugal
Às gentes de Portugal
Ouve a nossa canção, e livrai de todo o mal
Meu rico São João
Santo António já se acabou
O São Pedro está-se acabar
São João, São João
Dá cá um balão
Para eu brincar
Santo António já se acabou
O São Pedro está-se acabar
São João, São João
Dá cá um balão
Para eu brincar
OBRIGADO IRLANDA
...pela tua constituição, pois obriga a que seja o povo a decidir em questões que interferem na soberania nacional e porque assim não temos que aturar o regozijo de aguns pacóvios pelo Tratado se denominar de lisboa...
OBRIGADO CHELSEA
...por levares daqui esta espécie de treinador ao qual lhe desejo o pior a nível desportivo pois ao contrário de muitos eu não me esqueço das provocações deste individuo ao meu clube...
OBRIGADO UEFA
...mais concretamente à Comissão de Apelo por repôr a justiça e por ao mesmo tempo deixar de rastos essa escumalha que a todo custo e permanentemente nos quer aniquilar...
OBRIGADO AOS BLOGUES E AOS SEUS INTERVENIENTES LISTADOS NESTE MEU ESPAÇO
...por continuarem a lutar por aquilo que me é mais importante neste país...A defesa do Porto, do FC Porto e do Norte em geral...
quinta-feira, 29 de maio de 2008
O clube do Império visto do estrangeiro...
"O que já conhecia da história do Benfica?"
"As imagens que tenho são quase todas a preto e branco. Relacionadas com o Mundial'66 ou com Eusébio. O Benfica moderno não tem grandes troféus a nível europeu."
Excerto de uma entrevista do Jornal "OJogo" ao novo treinador benfiquista Quique Flores...
"As imagens que tenho são quase todas a preto e branco. Relacionadas com o Mundial'66 ou com Eusébio. O Benfica moderno não tem grandes troféus a nível europeu."
Excerto de uma entrevista do Jornal "OJogo" ao novo treinador benfiquista Quique Flores...
terça-feira, 27 de maio de 2008
Os lambe-botas...
...ou a forma como mais uma vez se constata que infelizmente na minha cidade e em todo o Norte em geral ainda subsiste muita gente que mereciam que lhes fosse dado um bilhete de ida (sem volta) para a capital do Império, leia-se, um valente pontapé no traseiro...(para não dizer no cú)!!!!
Seis dos oito presidentes de junta do PSD no Porto apoiam Ferreira Leite
Sérgio Martins (Cedofeita), Pinto Ferreira (Foz do Douro), José Carlos Gonçalves (Massarelos), João Luís Roseira (Nevogilde), Luís Miguel Seabra (Paranhos) e Wilson Faria (Santo Ildefonso), que nas anteriores eleições internas se dividiram entre as candidaturas em confronto na altura, entendem agora que Ferreira Leite «é a melhor candidata para recuperar a credibilidade do partido e enfrentar José Sócrates nas legislativas de 2009», referiu a fonte.
Segundo a mesma fonte, também seis dos oito núcleos social-democratas da cidade apoiam a ex-ministra: Bonfim, Cedofeita/Vitória, Núcleo Litoral, Núcleo Ocidental, Paranhos e Santo Ildefonso.
O ex-presidente da concelhia Francisco Ramos, que foi responsável pelo último processo eleitoral autárquico no concelho do Porto, em 2005, é o mandatário concelhio de Manuela Ferreira Leite, enquanto o líder da JSD/Porto, Alberto Machado, é o mandatário concelhio para a Juventude no Porto.
O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, apoia Manuela Ferreira Leite enquanto os líderes da Concelhia e da Distrital social-democrata apoiam Pedro Passos Coelho.
Fonte: Lusa/Sol
Já agora relembro que esta gente vai apoiar alguém que afirmou o seguinte:
"Pessoalmente sou absolutamente contra a regionalização"...
...reafirmando que "que não será sob a sua liderança que o partido seria conduzido nessa aventura".
Note-se que ela se afirma "contra" e nem sequer admite outro cenário!!!
Caso a "Dama da Sucata" (versão rasca da "Dama de Ferro") vença as eleições, o que para o Porto e Norte seria uma desgraça, iremos ver estes e outros "engraxadores" de serviço em bicos de pés para cobrarem da sua nova "patroa" o apoio prestado pois para eles certamente o desenvolvimento local é coisa pouca quando comparado com os tachos que podem alcançar...enfim...a hipocrisia em todo o seu esplendor...Uma tristeza...
Seis dos oito presidentes de junta do PSD no Porto apoiam Ferreira Leite
Sérgio Martins (Cedofeita), Pinto Ferreira (Foz do Douro), José Carlos Gonçalves (Massarelos), João Luís Roseira (Nevogilde), Luís Miguel Seabra (Paranhos) e Wilson Faria (Santo Ildefonso), que nas anteriores eleições internas se dividiram entre as candidaturas em confronto na altura, entendem agora que Ferreira Leite «é a melhor candidata para recuperar a credibilidade do partido e enfrentar José Sócrates nas legislativas de 2009», referiu a fonte.
Segundo a mesma fonte, também seis dos oito núcleos social-democratas da cidade apoiam a ex-ministra: Bonfim, Cedofeita/Vitória, Núcleo Litoral, Núcleo Ocidental, Paranhos e Santo Ildefonso.
O ex-presidente da concelhia Francisco Ramos, que foi responsável pelo último processo eleitoral autárquico no concelho do Porto, em 2005, é o mandatário concelhio de Manuela Ferreira Leite, enquanto o líder da JSD/Porto, Alberto Machado, é o mandatário concelhio para a Juventude no Porto.
O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, apoia Manuela Ferreira Leite enquanto os líderes da Concelhia e da Distrital social-democrata apoiam Pedro Passos Coelho.
Fonte: Lusa/Sol
Já agora relembro que esta gente vai apoiar alguém que afirmou o seguinte:
"Pessoalmente sou absolutamente contra a regionalização"...
...reafirmando que "que não será sob a sua liderança que o partido seria conduzido nessa aventura".
Note-se que ela se afirma "contra" e nem sequer admite outro cenário!!!
Caso a "Dama da Sucata" (versão rasca da "Dama de Ferro") vença as eleições, o que para o Porto e Norte seria uma desgraça, iremos ver estes e outros "engraxadores" de serviço em bicos de pés para cobrarem da sua nova "patroa" o apoio prestado pois para eles certamente o desenvolvimento local é coisa pouca quando comparado com os tachos que podem alcançar...enfim...a hipocrisia em todo o seu esplendor...Uma tristeza...
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Procuram-se, procuradores sérios
Questionar, questionar, questionar. Mais do que nunca, é o que nós cidadãos, temos de nos habituar a fazer com as decisões dos governantes sempre que elas nos suscitem dúvidas. Depois, devemos por todos os meios legais, debatê-las, contestá-las e, em última análise e se for caso disso, aceitá-las ou refutá-las.
Precisamos de ter cada vez mais cuidado com os "opinion maker" que, ao invés do que pensamos concebem e difundem linhas de conduta muitas vezes imponderadas e completamente contrárias ao interesse público.
Uma dessas linhas, há alguns anos em vigôr, diz-nos que devemos reprimir toda e qualquer contestação, substituíndo-a tão rápido quanto possível, por soluções concretas capazes de resolver o que a origina. Por outras palavras, sugere-nos o "faz", em vez do "contesta". Óptimo. Mas apetece perguntar: o comum cidadão terá assim tanto poder económico (money) e político para executar, em vez de contestar? Bem, se assim fosse, eu já teria despedido sem bilhete de retôrno muitos governantes, mas não posso. Este "fantástico" regime democrático obriga-me a aguentá-los, no mínimo, de 4 em 4 anos.
Como é que então posso fazer valer os meus direitos quando não acredito no desempenho dos orgãos do poder? Da justiça, por exemplo? Como posso eu - dando de barato que as suspeitas contra Pinto da Costa são fundamentadas - acreditar no senhor Procurador Geral e respectiva adjunta quando revelam ter dois pêsos e duas medidas? Quem, efectivamente, pode controlar a seriedade destas duas importantes figuras? Se o governo não pode ou não quer controlá-los quem o pode fazer?
Temos todo o direito para duvidar, tanto da seriedade da Dr. Maria José Morgado e do advogado Ricardo Costa, como eles têm de duvidar da de Pinto da Costa. E quem se atreve a mover-lhes um processo por tráfico de influências que as sua condutas arbitrárias fazem supor e já justificam há muito? Eu? Se alguém souber que mo diga, porque se não custar muito dinheiro faço-o imediatamente? Caso contrário, esqueçam a história do "em vez de reclamares, faz", porque não passa mesmo de mais uma das demagogias correntes neste paradisíaco regime. Não será este o cerne do futeboleiro "sistema"?
Todo o país ouviu o presidente do Benfica ao telefone com Valentim Loureiro a escolher um árbitro para um determinado jogo como se estivesse no supermercado a escolher maçãs. Quando lhe era sugerido um nome, o homem dizia, esse não, porque é muito nortista, esse também não porque é gordo, esse não porque não gosto... O que é isto? Como terá afinal interpretado o senhor Procurador & Companhia Ilimitada esta conversa? Como um hino aos bons costumes e à transparência? Por que está tão calado? O auto-endeusamento já terá alcançado uma escala tão grande que se julgam acima de qualquer suspeita?
Pois eu aqui declaro, que enquanto não for explicada pública e racionalmente esta manifesta dualidade de critérios, tenho toda a legitimidade para lançar as piores suspeitas sobre a ética e a honra destas pessoas.
(Por Rui Valente no blogue "Renovar o Porto" em 16-05-2008)
Precisamos de ter cada vez mais cuidado com os "opinion maker" que, ao invés do que pensamos concebem e difundem linhas de conduta muitas vezes imponderadas e completamente contrárias ao interesse público.
Uma dessas linhas, há alguns anos em vigôr, diz-nos que devemos reprimir toda e qualquer contestação, substituíndo-a tão rápido quanto possível, por soluções concretas capazes de resolver o que a origina. Por outras palavras, sugere-nos o "faz", em vez do "contesta". Óptimo. Mas apetece perguntar: o comum cidadão terá assim tanto poder económico (money) e político para executar, em vez de contestar? Bem, se assim fosse, eu já teria despedido sem bilhete de retôrno muitos governantes, mas não posso. Este "fantástico" regime democrático obriga-me a aguentá-los, no mínimo, de 4 em 4 anos.
Como é que então posso fazer valer os meus direitos quando não acredito no desempenho dos orgãos do poder? Da justiça, por exemplo? Como posso eu - dando de barato que as suspeitas contra Pinto da Costa são fundamentadas - acreditar no senhor Procurador Geral e respectiva adjunta quando revelam ter dois pêsos e duas medidas? Quem, efectivamente, pode controlar a seriedade destas duas importantes figuras? Se o governo não pode ou não quer controlá-los quem o pode fazer?
Temos todo o direito para duvidar, tanto da seriedade da Dr. Maria José Morgado e do advogado Ricardo Costa, como eles têm de duvidar da de Pinto da Costa. E quem se atreve a mover-lhes um processo por tráfico de influências que as sua condutas arbitrárias fazem supor e já justificam há muito? Eu? Se alguém souber que mo diga, porque se não custar muito dinheiro faço-o imediatamente? Caso contrário, esqueçam a história do "em vez de reclamares, faz", porque não passa mesmo de mais uma das demagogias correntes neste paradisíaco regime. Não será este o cerne do futeboleiro "sistema"?
Todo o país ouviu o presidente do Benfica ao telefone com Valentim Loureiro a escolher um árbitro para um determinado jogo como se estivesse no supermercado a escolher maçãs. Quando lhe era sugerido um nome, o homem dizia, esse não, porque é muito nortista, esse também não porque é gordo, esse não porque não gosto... O que é isto? Como terá afinal interpretado o senhor Procurador & Companhia Ilimitada esta conversa? Como um hino aos bons costumes e à transparência? Por que está tão calado? O auto-endeusamento já terá alcançado uma escala tão grande que se julgam acima de qualquer suspeita?
Pois eu aqui declaro, que enquanto não for explicada pública e racionalmente esta manifesta dualidade de critérios, tenho toda a legitimidade para lançar as piores suspeitas sobre a ética e a honra destas pessoas.
(Por Rui Valente no blogue "Renovar o Porto" em 16-05-2008)
O Governo de Petrogal
Manuel Pinho pediu à Autoridade de Concorrência (AdC) para investigar a existência de cartelização nos preços de combustíveis. Mas o problema, a existir, não é de cartelização, é de concentração: existe uma empresa com 50% do mercado (a Galp) e cujo preço funciona como referência para todos os concorrentes. Logo, estes não têm necessidade de combinar aumentos de preços entre si.
Neste cenário, os apelos à AdC para que encontre um cartel não são mais do que uma "manobra de diversão" por parte de um governo que é conivente com a concentração no mercado. É este governo que, sendo accionista da Galp, permitiu a aquisição por esta de mais de 40 postos de abastecimento da Esso em Portugal. E é este governo que continua a não acatar a mais importante recomendação da AdC, que vai no sentido de liberalizar o licenciamento de postos de abastecimento nos hipermercados (são os postos que actualmente praticam os preços mais baixos no mercado).
Não se pode amar dois corações ao mesmo tempo. E o governo que apela à AdC para que esta proteja o consumidor, é o mesmo governo que, como legislador e accionista da Galp, tudo faz para proteger o negócio desta empresa.
(Por Pedro Menezes Simoes no blogue "http://norteamos.blogspot.com/" em 20-05-2008)
triporto: Para o titulo deste excelente comentário também não ficava mal um do tipo:
"Mais uma vez a hipocrisia deste governo em todo o seu esplendor"
Neste cenário, os apelos à AdC para que encontre um cartel não são mais do que uma "manobra de diversão" por parte de um governo que é conivente com a concentração no mercado. É este governo que, sendo accionista da Galp, permitiu a aquisição por esta de mais de 40 postos de abastecimento da Esso em Portugal. E é este governo que continua a não acatar a mais importante recomendação da AdC, que vai no sentido de liberalizar o licenciamento de postos de abastecimento nos hipermercados (são os postos que actualmente praticam os preços mais baixos no mercado).
Não se pode amar dois corações ao mesmo tempo. E o governo que apela à AdC para que esta proteja o consumidor, é o mesmo governo que, como legislador e accionista da Galp, tudo faz para proteger o negócio desta empresa.
(Por Pedro Menezes Simoes no blogue "http://norteamos.blogspot.com/" em 20-05-2008)
triporto: Para o titulo deste excelente comentário também não ficava mal um do tipo:
"Mais uma vez a hipocrisia deste governo em todo o seu esplendor"
Bloco de Esquerda contra misturas entre Política e Clubes de Futebol...mas só se forem do Porto
O Bloco de Esquerda que critica um almoço entre deputados e Pinto da Costa para aqueles homenagearem o FC Porto pela vitória no campeonato, é o mesmo Bloco de Esquerda que não se pronuncia quando o Presidente da Câmara de Lisboa, em cuja governação estão envolvidos via vereação, abre os Paços do Concelho num Domingo para receber o Sporting a propósito da vitória na Taça.
Ou criticam também António Costa, ou se retratam publicamente. Mas não farão nenhum dos dois. Afinal, a "promiscuidade" só é problemática se envolver clubes de fora de Lisboa. Se for o Sporting, já está tudo bem.
Adenda: Recomendo reler este texto do Bússola: "Os exemplos dados destes «racismo» foram vários, designadamente a revolta escrita de Fernando Rosas quando da decisão de instalar no Porto o Centro Português de Fotografia («E como é agora? Temos de ir ao Porto quando precisarmos de consultar os arquivos?!!», indignou-se o bloquista)"
(Por Pedro Menezes Simoes no blogue "http://norteamos.blogspot.com/" em 19-05-2008)
Ou criticam também António Costa, ou se retratam publicamente. Mas não farão nenhum dos dois. Afinal, a "promiscuidade" só é problemática se envolver clubes de fora de Lisboa. Se for o Sporting, já está tudo bem.
Adenda: Recomendo reler este texto do Bússola: "Os exemplos dados destes «racismo» foram vários, designadamente a revolta escrita de Fernando Rosas quando da decisão de instalar no Porto o Centro Português de Fotografia («E como é agora? Temos de ir ao Porto quando precisarmos de consultar os arquivos?!!», indignou-se o bloquista)"
(Por Pedro Menezes Simoes no blogue "http://norteamos.blogspot.com/" em 19-05-2008)
Já não espanta!
Mais uma vez Lisboa é vítima de descriminação positiva! Neste caso é Aveiro que mostra como o estado é sério e que não esbanja impostos!
(Por sguna no blogue "http://norteamos.blogspot.com/" em 17-05-2008)
triporto: Sem livrinho não há dinheirinho...
...para os grupos editoriais:
- Leya (com sede na capital do Império e filial em V.N. Gaia mas infelizmente composta por algumas editoras tripeiras)
- Bertrand (com sede na capital acima referida e com várias lojas no Porto com preços em média superiores às outras livrarias)
- Girassol Edições (com sede em Sintra)
Motivo: Decidiram não participar na Feira do Livro do Porto 2008 (embora participem na de Lisboa)...
Não vou aqui apelar a boicotes nem a medidas para retirar satisfações deste tipo de decisões mas a realidade é que cada vez mais temos que investir e dar valor àqueles que o merecem e fazem por isso, logo nestas editoras eu não gasto certamente os meus precisosos e sempre escassos euros pois aparentemente também eles acham que não vale a pena o esforço...
É preciso dizer mais alguma coisa?
- Leya (com sede na capital do Império e filial em V.N. Gaia mas infelizmente composta por algumas editoras tripeiras)
- Bertrand (com sede na capital acima referida e com várias lojas no Porto com preços em média superiores às outras livrarias)
- Girassol Edições (com sede em Sintra)
Motivo: Decidiram não participar na Feira do Livro do Porto 2008 (embora participem na de Lisboa)...
Não vou aqui apelar a boicotes nem a medidas para retirar satisfações deste tipo de decisões mas a realidade é que cada vez mais temos que investir e dar valor àqueles que o merecem e fazem por isso, logo nestas editoras eu não gasto certamente os meus precisosos e sempre escassos euros pois aparentemente também eles acham que não vale a pena o esforço...
É preciso dizer mais alguma coisa?
Falinhas mansas
O presidente da Câmara do Porto acha que o Governo não trata com o devido cuidado o dossiê "metro do Porto". Acha bem. Os exemplos abundam. E as comparações com projectos de igual, ou mesmo menor, importância que o Executivo acarinha em Lisboa são igualmente reveladoras de como, quando se trata do metro do Porto, tudo é visto "ao milímetro", para citar Rui Rio na entrevista que concedeu ao JN.
Rio lembra os milhões que o novo aeroporto há-de consumir. Recorda que, quando se discute a próxima travessia sobre o Tejo, não se fala em números, apenas na localização. E relembra o novo amor de Sócrates - a frente ribeira de Lisboa, onde serão gastos 400 milhões de euros, mesmo que o projecto levante dúvidas à autarquia lisboeta.
A estes exemplos poderiam somar-se muitos outros. Como o do Metropolitano de Lisboa, que, apesar de ser mais caro e pior gerido, recebeu uma indemnização compensatória dez vezes superior à entregue à Metro do Porto.
Lições a tirar daqui? O Governo continua a olhar para o Porto e para o Norte com a distância que o centralismo impõe e favorece. E o Porto e o Norte continuam a usar falinhas mansas, quando se trata de explicar o óbvio o desprezo está a empurrar a região para o abismo.
Elisa Ferreira lembrava ontem no JN um facto que ajuda a explicar este estado de coisas. A propósito da comparação que fazia entre o Norte e a Galiza (o rendimento médio de um nortenho é 65% do de um galego), a eurodeputada tocou no ponto na Galiza, feito o diagnóstico do problema, avança-se para a decisão. No Norte, enviam-se relatórios muito competentes para Lisboa. E aguarda-se que, num dia de sol, algum ministro mais bem disposto os leia.
É trágico. Mas é verdade.
(Por Paulo Ferreira no "Jornal de Notícias" em 5-05-2008)
Rio lembra os milhões que o novo aeroporto há-de consumir. Recorda que, quando se discute a próxima travessia sobre o Tejo, não se fala em números, apenas na localização. E relembra o novo amor de Sócrates - a frente ribeira de Lisboa, onde serão gastos 400 milhões de euros, mesmo que o projecto levante dúvidas à autarquia lisboeta.
A estes exemplos poderiam somar-se muitos outros. Como o do Metropolitano de Lisboa, que, apesar de ser mais caro e pior gerido, recebeu uma indemnização compensatória dez vezes superior à entregue à Metro do Porto.
Lições a tirar daqui? O Governo continua a olhar para o Porto e para o Norte com a distância que o centralismo impõe e favorece. E o Porto e o Norte continuam a usar falinhas mansas, quando se trata de explicar o óbvio o desprezo está a empurrar a região para o abismo.
Elisa Ferreira lembrava ontem no JN um facto que ajuda a explicar este estado de coisas. A propósito da comparação que fazia entre o Norte e a Galiza (o rendimento médio de um nortenho é 65% do de um galego), a eurodeputada tocou no ponto na Galiza, feito o diagnóstico do problema, avança-se para a decisão. No Norte, enviam-se relatórios muito competentes para Lisboa. E aguarda-se que, num dia de sol, algum ministro mais bem disposto os leia.
É trágico. Mas é verdade.
(Por Paulo Ferreira no "Jornal de Notícias" em 5-05-2008)
Estranha-se e depois repugna
1 - A Coca Cola teve em tempos uma publicidade em que se dizia mais ou menos isto "Primeiro estranha-se, depois entranha-se"- uma bela frase da autoria de Fernando Pessoa. Lembrei-me disto quando ontem lia duas notícias de capa de jornais de Lisboa. Numa delas, na linha do que vem sendo hábito, o Benfica atirava o F.C. Porto para fora da Europa do futebol. Na outra notícia, avançavam-se mais uns pormenores do chamado Apito Dourado.
Ao princípio estranha-se. Estranha-se que alguém ache possível passar consecutivamente a mensagem de que a corrupção atingiu todos os passos dados pelo F.C. Porto. Estranha-se ainda mais quando vem um jurista defender a possibilidade de uma justiça retroactiva, impossível à luz de qualquer princípio do Direito. Estranha-se que coisas destas sejam utilizadas para intoxicar, para torcer a realidade, para criar um clima. Nem a maioria dos seis milhões de benfiquistas acreditará serem possíveis tais coisas. É por isso que, depois se estranhar, não se entranha. Repugna.
No outro caso, o que se estranha é uma colagem notícias com origem na mesma pessoa são preferencialmente publicadas no mesmo jornal. Não se estranha que as coisas vão sempre no mesmo sentido, pois o objectivo é consolidar a acusação. O que se estranha é que já nem a fonte sinta a necessidade de diversificar os meios que utiliza para a divulgação. Começa-se por estranhar e acaba por também repugnar tamanho à vontade.
Quem julgar que tudo isto é apenas futebol, desengane-se. É bem mais do que isso.
2 - O primeiro-ministro fumar num avião é mau. Haver quem denuncie a situação é pior. O primeiro-ministro alegar que não sabia que não podia fumar é pior ainda, uma vez que foi o seu Governo que instituiu a proibição. O pior de tudo é que, se voltar a fumar, alguém dirá que ele é mentiroso, pois, no meio de tanto disparate, José Sócrates fugiu para a frente e prometeu deixar de fumar.
(Por José Pereira no "Jornal de Notícias" em 17-05-2008)
Ao princípio estranha-se. Estranha-se que alguém ache possível passar consecutivamente a mensagem de que a corrupção atingiu todos os passos dados pelo F.C. Porto. Estranha-se ainda mais quando vem um jurista defender a possibilidade de uma justiça retroactiva, impossível à luz de qualquer princípio do Direito. Estranha-se que coisas destas sejam utilizadas para intoxicar, para torcer a realidade, para criar um clima. Nem a maioria dos seis milhões de benfiquistas acreditará serem possíveis tais coisas. É por isso que, depois se estranhar, não se entranha. Repugna.
No outro caso, o que se estranha é uma colagem notícias com origem na mesma pessoa são preferencialmente publicadas no mesmo jornal. Não se estranha que as coisas vão sempre no mesmo sentido, pois o objectivo é consolidar a acusação. O que se estranha é que já nem a fonte sinta a necessidade de diversificar os meios que utiliza para a divulgação. Começa-se por estranhar e acaba por também repugnar tamanho à vontade.
Quem julgar que tudo isto é apenas futebol, desengane-se. É bem mais do que isso.
2 - O primeiro-ministro fumar num avião é mau. Haver quem denuncie a situação é pior. O primeiro-ministro alegar que não sabia que não podia fumar é pior ainda, uma vez que foi o seu Governo que instituiu a proibição. O pior de tudo é que, se voltar a fumar, alguém dirá que ele é mentiroso, pois, no meio de tanto disparate, José Sócrates fugiu para a frente e prometeu deixar de fumar.
(Por José Pereira no "Jornal de Notícias" em 17-05-2008)
Promiscuidades: Sócrates e António Costa
Não é uma notícia de última hora mas não posso deixar de comentar. Sócrates anunciou mais uma obra, alicerçada com 407 milhões de euros de fundos públicos e denominada "Nova Alcântara", sendo esta ao que parece de capital importância para o desenvolvimento da economia da nação lisboeta.
Convém desde já relembrar que António Costa é um dos elementos fundamentais do Partido Socialista e presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o que poderá ser uma das explicações para esta relação promíscua entre o governo e as competências do município. Estas notícias são desenvolvidas aqui e aqui.
Na sequência deste novo elefante branco, parece que Rui Rio começa finalmente (talvez com receio de ser "linchado" por alguns indignados) a manifestar-se(muito baixinho) em relação aos atentados que o país sofre para favorecimento da região de Lisboa, como se pode constatar no seguinte artigo do público:
O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, criticou hoje o "excessivo" investimento estatal na zona de Lisboa, considerando que se atingiu um "patamar de exagero" que "só não vê quem não quer ver".
"Acho que isto atingiu um patamar muito para lá do que seria razoável", afirmou o autarca social-democrata, em declarações aos jornalistas à margem de uma cerimónia de homenagem ao general Humberto Delgado.
Rui Rio recordou que "ao longo da história tem havido um excessivo investimento em torno da capital do país", com o consequente "esquecimento" da restante parte do território nacional.
"Recentemente, exagerou-se um bocado", frisou, considerando que o limite terá sido ultrapassado com a verba de 400 milhões de euros destinados à reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa.
"Tivemos o país a discutir durante largos meses o novo Aeroporto de Lisboa, depois discutiu-se o trajecto do TGV, designadamente a ligação entre Lisboa e Madrid, e a seguir a nova travessia do Tejo e depois inventou-se mais uma coisa que foram os 400 milhões de euros para a frente ribeirinha de Lisboa", recordou o autarca.
Rui Rio admitiu que se "calaria" se estes investimentos fossem feitos no interior do país e em zonas mais carenciadas, mas considerou que "quando tudo está concentrado no mesmo sítio, atingiu-se um patamar de exagero". "Parece-me claro, é uma evidência para 10 milhões de pessoas, só não vê quem não quer ver", frisou.
Aqui a norte, em que as taxas fiscais são iguais às de Lisboa, as linhas ferroviárias do Tua e do Douro estão ao abandono, continua a existir analfabetismo e quem passe fome, a zona ribeirinha do Porto(património da humanidade) está degradada, é a zona mais pobre da Europa, a linha Porto-Braga-Vigo não avança, o aeroporto Sá Carneiro continua refém da ANA, as SCUTS vão ser portajadas, as pessoas fogem e emigram à procura de uma vida melhor, as nossas empresas continuam a sediar-se em Lisboa para facilitar a comunicação e os processos burocráticos...
Até quando vamos aguentar isto?
(Por Asdrúbal Costa no blogue "Gentes do Norte em 15-05-2008)
Convém desde já relembrar que António Costa é um dos elementos fundamentais do Partido Socialista e presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o que poderá ser uma das explicações para esta relação promíscua entre o governo e as competências do município. Estas notícias são desenvolvidas aqui e aqui.
Na sequência deste novo elefante branco, parece que Rui Rio começa finalmente (talvez com receio de ser "linchado" por alguns indignados) a manifestar-se(muito baixinho) em relação aos atentados que o país sofre para favorecimento da região de Lisboa, como se pode constatar no seguinte artigo do público:
O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, criticou hoje o "excessivo" investimento estatal na zona de Lisboa, considerando que se atingiu um "patamar de exagero" que "só não vê quem não quer ver".
"Acho que isto atingiu um patamar muito para lá do que seria razoável", afirmou o autarca social-democrata, em declarações aos jornalistas à margem de uma cerimónia de homenagem ao general Humberto Delgado.
Rui Rio recordou que "ao longo da história tem havido um excessivo investimento em torno da capital do país", com o consequente "esquecimento" da restante parte do território nacional.
"Recentemente, exagerou-se um bocado", frisou, considerando que o limite terá sido ultrapassado com a verba de 400 milhões de euros destinados à reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa.
"Tivemos o país a discutir durante largos meses o novo Aeroporto de Lisboa, depois discutiu-se o trajecto do TGV, designadamente a ligação entre Lisboa e Madrid, e a seguir a nova travessia do Tejo e depois inventou-se mais uma coisa que foram os 400 milhões de euros para a frente ribeirinha de Lisboa", recordou o autarca.
Rui Rio admitiu que se "calaria" se estes investimentos fossem feitos no interior do país e em zonas mais carenciadas, mas considerou que "quando tudo está concentrado no mesmo sítio, atingiu-se um patamar de exagero". "Parece-me claro, é uma evidência para 10 milhões de pessoas, só não vê quem não quer ver", frisou.
Aqui a norte, em que as taxas fiscais são iguais às de Lisboa, as linhas ferroviárias do Tua e do Douro estão ao abandono, continua a existir analfabetismo e quem passe fome, a zona ribeirinha do Porto(património da humanidade) está degradada, é a zona mais pobre da Europa, a linha Porto-Braga-Vigo não avança, o aeroporto Sá Carneiro continua refém da ANA, as SCUTS vão ser portajadas, as pessoas fogem e emigram à procura de uma vida melhor, as nossas empresas continuam a sediar-se em Lisboa para facilitar a comunicação e os processos burocráticos...
Até quando vamos aguentar isto?
(Por Asdrúbal Costa no blogue "Gentes do Norte em 15-05-2008)
Mais um grande investimento em Lisboa
Para quem pensava que o esbanjar de dinheiros na zona de Lisboa é em demasia e que ultrapassou o limite de tudo o que é razoável, descanse, pois saiu mais um anúncio de um grande investimento que vem reforçar e validar o sentimento de revolta que todos temos vindo a sentir relativamente a este centralismo vergonhoso.
Neste artigo do público, do qual destaco o seguinte parágrafo, é anunciado mais um plano para a "revitalização" da cidade de Lisboa:
O plano para revitalização da Baixa-Chiado, aprovado pelo executivo camarário em Abril, tem intervenções previstas no valor de 702,9 milhões de euros até 2020
Aqui a norte, a baixa do Porto(património da humanidade) está despovoada e degradada e a linha do Tua vai ser submersa pela EDP com o aval do governo. Dr. Rui Rio, o que mais é preciso para se dignar a fazer o que lhe compete e deixar de atacar as instituições e marcos culturais da cidade?
(Por Asdrúbal Costa no blogue "Gentes do Norte em 21-05-2008)
Neste artigo do público, do qual destaco o seguinte parágrafo, é anunciado mais um plano para a "revitalização" da cidade de Lisboa:
O plano para revitalização da Baixa-Chiado, aprovado pelo executivo camarário em Abril, tem intervenções previstas no valor de 702,9 milhões de euros até 2020
Aqui a norte, a baixa do Porto(património da humanidade) está despovoada e degradada e a linha do Tua vai ser submersa pela EDP com o aval do governo. Dr. Rui Rio, o que mais é preciso para se dignar a fazer o que lhe compete e deixar de atacar as instituições e marcos culturais da cidade?
(Por Asdrúbal Costa no blogue "Gentes do Norte em 21-05-2008)
O despertar tardio de Rui Rio
Apesar de não ter passado a usar óculos, nem ter sido operado às cataratas, Rui Rio passou, de repente, a ver melhor. Descobriu que o Governo Sócrates concentra os grandes investimentos públicos na região de Lisboa e faz vista grossa ao Norte.
“O país discutiu o novo aeroporto, depois começou a discutir-se a nova travessia sobre o Tejo, antes tínhamos discutido o TGV e em particular a ligação Lisboa-Madrid, e agora temos a frente ribeirinha com mais 400 milhões de euros”, declarou o presidente da Câmara do Porto.
Foi a frente ribeirinha, que Sócrates quer que seja a obra emblemática do seu consulado, que fez acordar Rio, que não leva bem que o Turismo de Portugal contribua com 70 milhões de euros para esta empreitada.
“Quantos anos são necessários para o Turismo de Portugal dar 70 milhões ao Porto? Se calhar 70 anos”, ironizou.
Rio acordou tarde, Mas, como diz o povo, mais vale tarde do que nunca. Qualquer ainda o apanhamos a fumar (não num local proibido, como o outro, porque o autarca é um cidadão cumpridor da lei), a defender a Regionalização e a frequentar o Estádio do Dragão.
Para o ano há eleições autárquicas.
(Por Jorge Fiel no blogue "Bússola" em 21-05-2008)
“O país discutiu o novo aeroporto, depois começou a discutir-se a nova travessia sobre o Tejo, antes tínhamos discutido o TGV e em particular a ligação Lisboa-Madrid, e agora temos a frente ribeirinha com mais 400 milhões de euros”, declarou o presidente da Câmara do Porto.
Foi a frente ribeirinha, que Sócrates quer que seja a obra emblemática do seu consulado, que fez acordar Rio, que não leva bem que o Turismo de Portugal contribua com 70 milhões de euros para esta empreitada.
“Quantos anos são necessários para o Turismo de Portugal dar 70 milhões ao Porto? Se calhar 70 anos”, ironizou.
Rio acordou tarde, Mas, como diz o povo, mais vale tarde do que nunca. Qualquer ainda o apanhamos a fumar (não num local proibido, como o outro, porque o autarca é um cidadão cumpridor da lei), a defender a Regionalização e a frequentar o Estádio do Dragão.
Para o ano há eleições autárquicas.
(Por Jorge Fiel no blogue "Bússola" em 21-05-2008)
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