Espaço de defesa de vários interesses do autor do blogue: Porto, FC Porto, Grande Porto, Região Norte de Portugal e denúncias constantes de um tema que afecta gravemente o país a todos os níveis, o eterno “centralismo da capital do Império”… Todos os "copy-paste" que aqui fizer reflectem as opiniões que tenho sobre os variados assuntos e quaisquer contribuições serão bem-vindas. Criticas, reclamações e insultos também são permitidos, desde que escritos em caracteres chineses...
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Bloco de Esquerda contra misturas entre Política e Clubes de Futebol...mas só se forem do Porto
Ou criticam também António Costa, ou se retratam publicamente. Mas não farão nenhum dos dois. Afinal, a "promiscuidade" só é problemática se envolver clubes de fora de Lisboa. Se for o Sporting, já está tudo bem.
Adenda: Recomendo reler este texto do Bússola: "Os exemplos dados destes «racismo» foram vários, designadamente a revolta escrita de Fernando Rosas quando da decisão de instalar no Porto o Centro Português de Fotografia («E como é agora? Temos de ir ao Porto quando precisarmos de consultar os arquivos?!!», indignou-se o bloquista)"
(Por Pedro Menezes Simoes no blogue "http://norteamos.blogspot.com/" em 19-05-2008)
Já não espanta!
Mais uma vez Lisboa é vítima de descriminação positiva! Neste caso é Aveiro que mostra como o estado é sério e que não esbanja impostos!
(Por sguna no blogue "http://norteamos.blogspot.com/" em 17-05-2008)
triporto: Sem livrinho não há dinheirinho...
- Leya (com sede na capital do Império e filial em V.N. Gaia mas infelizmente composta por algumas editoras tripeiras)
- Bertrand (com sede na capital acima referida e com várias lojas no Porto com preços em média superiores às outras livrarias)
- Girassol Edições (com sede em Sintra)
Motivo: Decidiram não participar na Feira do Livro do Porto 2008 (embora participem na de Lisboa)...
Não vou aqui apelar a boicotes nem a medidas para retirar satisfações deste tipo de decisões mas a realidade é que cada vez mais temos que investir e dar valor àqueles que o merecem e fazem por isso, logo nestas editoras eu não gasto certamente os meus precisosos e sempre escassos euros pois aparentemente também eles acham que não vale a pena o esforço...
É preciso dizer mais alguma coisa?
Falinhas mansas
Rio lembra os milhões que o novo aeroporto há-de consumir. Recorda que, quando se discute a próxima travessia sobre o Tejo, não se fala em números, apenas na localização. E relembra o novo amor de Sócrates - a frente ribeira de Lisboa, onde serão gastos 400 milhões de euros, mesmo que o projecto levante dúvidas à autarquia lisboeta.
A estes exemplos poderiam somar-se muitos outros. Como o do Metropolitano de Lisboa, que, apesar de ser mais caro e pior gerido, recebeu uma indemnização compensatória dez vezes superior à entregue à Metro do Porto.
Lições a tirar daqui? O Governo continua a olhar para o Porto e para o Norte com a distância que o centralismo impõe e favorece. E o Porto e o Norte continuam a usar falinhas mansas, quando se trata de explicar o óbvio o desprezo está a empurrar a região para o abismo.
Elisa Ferreira lembrava ontem no JN um facto que ajuda a explicar este estado de coisas. A propósito da comparação que fazia entre o Norte e a Galiza (o rendimento médio de um nortenho é 65% do de um galego), a eurodeputada tocou no ponto na Galiza, feito o diagnóstico do problema, avança-se para a decisão. No Norte, enviam-se relatórios muito competentes para Lisboa. E aguarda-se que, num dia de sol, algum ministro mais bem disposto os leia.
É trágico. Mas é verdade.
(Por Paulo Ferreira no "Jornal de Notícias" em 5-05-2008)
Estranha-se e depois repugna
Ao princípio estranha-se. Estranha-se que alguém ache possível passar consecutivamente a mensagem de que a corrupção atingiu todos os passos dados pelo F.C. Porto. Estranha-se ainda mais quando vem um jurista defender a possibilidade de uma justiça retroactiva, impossível à luz de qualquer princípio do Direito. Estranha-se que coisas destas sejam utilizadas para intoxicar, para torcer a realidade, para criar um clima. Nem a maioria dos seis milhões de benfiquistas acreditará serem possíveis tais coisas. É por isso que, depois se estranhar, não se entranha. Repugna.
No outro caso, o que se estranha é uma colagem notícias com origem na mesma pessoa são preferencialmente publicadas no mesmo jornal. Não se estranha que as coisas vão sempre no mesmo sentido, pois o objectivo é consolidar a acusação. O que se estranha é que já nem a fonte sinta a necessidade de diversificar os meios que utiliza para a divulgação. Começa-se por estranhar e acaba por também repugnar tamanho à vontade.
Quem julgar que tudo isto é apenas futebol, desengane-se. É bem mais do que isso.
2 - O primeiro-ministro fumar num avião é mau. Haver quem denuncie a situação é pior. O primeiro-ministro alegar que não sabia que não podia fumar é pior ainda, uma vez que foi o seu Governo que instituiu a proibição. O pior de tudo é que, se voltar a fumar, alguém dirá que ele é mentiroso, pois, no meio de tanto disparate, José Sócrates fugiu para a frente e prometeu deixar de fumar.
(Por José Pereira no "Jornal de Notícias" em 17-05-2008)
Promiscuidades: Sócrates e António Costa
Convém desde já relembrar que António Costa é um dos elementos fundamentais do Partido Socialista e presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o que poderá ser uma das explicações para esta relação promíscua entre o governo e as competências do município. Estas notícias são desenvolvidas aqui e aqui.
Na sequência deste novo elefante branco, parece que Rui Rio começa finalmente (talvez com receio de ser "linchado" por alguns indignados) a manifestar-se(muito baixinho) em relação aos atentados que o país sofre para favorecimento da região de Lisboa, como se pode constatar no seguinte artigo do público:
O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, criticou hoje o "excessivo" investimento estatal na zona de Lisboa, considerando que se atingiu um "patamar de exagero" que "só não vê quem não quer ver".
"Acho que isto atingiu um patamar muito para lá do que seria razoável", afirmou o autarca social-democrata, em declarações aos jornalistas à margem de uma cerimónia de homenagem ao general Humberto Delgado.
Rui Rio recordou que "ao longo da história tem havido um excessivo investimento em torno da capital do país", com o consequente "esquecimento" da restante parte do território nacional.
"Recentemente, exagerou-se um bocado", frisou, considerando que o limite terá sido ultrapassado com a verba de 400 milhões de euros destinados à reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa.
"Tivemos o país a discutir durante largos meses o novo Aeroporto de Lisboa, depois discutiu-se o trajecto do TGV, designadamente a ligação entre Lisboa e Madrid, e a seguir a nova travessia do Tejo e depois inventou-se mais uma coisa que foram os 400 milhões de euros para a frente ribeirinha de Lisboa", recordou o autarca.
Rui Rio admitiu que se "calaria" se estes investimentos fossem feitos no interior do país e em zonas mais carenciadas, mas considerou que "quando tudo está concentrado no mesmo sítio, atingiu-se um patamar de exagero". "Parece-me claro, é uma evidência para 10 milhões de pessoas, só não vê quem não quer ver", frisou.
Aqui a norte, em que as taxas fiscais são iguais às de Lisboa, as linhas ferroviárias do Tua e do Douro estão ao abandono, continua a existir analfabetismo e quem passe fome, a zona ribeirinha do Porto(património da humanidade) está degradada, é a zona mais pobre da Europa, a linha Porto-Braga-Vigo não avança, o aeroporto Sá Carneiro continua refém da ANA, as SCUTS vão ser portajadas, as pessoas fogem e emigram à procura de uma vida melhor, as nossas empresas continuam a sediar-se em Lisboa para facilitar a comunicação e os processos burocráticos...
Até quando vamos aguentar isto?
(Por Asdrúbal Costa no blogue "Gentes do Norte em 15-05-2008)
Mais um grande investimento em Lisboa
Neste artigo do público, do qual destaco o seguinte parágrafo, é anunciado mais um plano para a "revitalização" da cidade de Lisboa:
O plano para revitalização da Baixa-Chiado, aprovado pelo executivo camarário em Abril, tem intervenções previstas no valor de 702,9 milhões de euros até 2020
Aqui a norte, a baixa do Porto(património da humanidade) está despovoada e degradada e a linha do Tua vai ser submersa pela EDP com o aval do governo. Dr. Rui Rio, o que mais é preciso para se dignar a fazer o que lhe compete e deixar de atacar as instituições e marcos culturais da cidade?
(Por Asdrúbal Costa no blogue "Gentes do Norte em 21-05-2008)
O despertar tardio de Rui Rio
“O país discutiu o novo aeroporto, depois começou a discutir-se a nova travessia sobre o Tejo, antes tínhamos discutido o TGV e em particular a ligação Lisboa-Madrid, e agora temos a frente ribeirinha com mais 400 milhões de euros”, declarou o presidente da Câmara do Porto.
Foi a frente ribeirinha, que Sócrates quer que seja a obra emblemática do seu consulado, que fez acordar Rio, que não leva bem que o Turismo de Portugal contribua com 70 milhões de euros para esta empreitada.
“Quantos anos são necessários para o Turismo de Portugal dar 70 milhões ao Porto? Se calhar 70 anos”, ironizou.
Rio acordou tarde, Mas, como diz o povo, mais vale tarde do que nunca. Qualquer ainda o apanhamos a fumar (não num local proibido, como o outro, porque o autarca é um cidadão cumpridor da lei), a defender a Regionalização e a frequentar o Estádio do Dragão.
Para o ano há eleições autárquicas.
(Por Jorge Fiel no blogue "Bússola" em 21-05-2008)
A única regionalização
Portugal é centralista, tem um funil onde tudo vai desaguar; há em Portugal uma região que se destaca por ser central a quase todos os níveis. Essa região é o Porto, desde há muitos anos na história. O Porto é a cidade portuguesa que centraliza a cultura, a arte, a cultura da arte e a produção artística, é a região onde se criaram condições para se desenvolverem os maiores e mais fortes grupos empresariais do país, é a região do investimento privado, da arquitectura. Aqui, na cidade, reside a maior e melhor universidade do país, tem história bem enraizada noutros níveis de ensino, sendo, portanto, centralizadora nessa disciplina também. Desde o século XIX que o Porto é a capital empreendedora, do trabalho, da inovação, da arte e cultura, da educação, do comércio, da relação com a Europa, desde sempre que o Porto deu lições ao mundo do que é ser cidade pelo seu funcionamento, postura e identidade.
Não entendo – no meu comum direito de não querer entender – porque será que o nosso futuro, o nosso justo investimento, as decisões fulcrais para o rumo da nossa cidade são tomadas por algumas pessoas sentadas a uma secretária em Lisboa a uns 300km. Realmente apenas não somos a capital política; o que pelos vistos faz toda a diferença.
Perdoem-me o fundamentalismo.
Cumprimentos.
Pedro Bragança
(Por Pedro Bragança no blogue "a Baixa do Porto em 17-05-2008)
Anúncio aos gentios
Resolução do Conselho de Ministros n.º 78/2008
Aprova os objectivos e as principais linhas de orientação da requalificação e reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa inscritos no documento estratégico Frente Tejo
No quadro das medidas de requalificação e reabilitação de áreas urbanas e em conjugação com as comemorações do primeiro centenário da implantação da República, o Governo irá promover a execução de um conjunto de operações destinadas à valorização da frente ribeirinha de Lisboa, visando a modernização, reorganização e renovação daquele espaço urbano.
Dando seguimento à intervenção urbanística mais relevante operada na cidade de Lisboa na viragem do século - Parque das Nações - a estratégia de intervenção projectada visa igualmente criar uma nova visão para a cidade e para a sua frente ribeirinha, possibilitando a reconciliação da cidade e dos seus habitantes com o rio Tejo e a zona ribeirinha, enquanto espaço cultural e de lazer, mas também permitindo a recuperação da sua centralidade em função dos novos usos que lhe vão ser dados e das infra-estruturas a implantar.
Estão previstas intervenções urbanísticas, a executar num horizonte temporal reduzido, na zona da Baixa Pombalina, na área compreendida entre o Cais do Sodré, Ribeira das Naus e Santa Apolónia, incluindo a reocupação parcial de edifícios da Praça do Comércio e a reabilitação dos quarteirões da Avenida do Infante D. Henrique, situados entre o Campo das Cebolas e Santa Apolónia, bem como no espaço público da zona da Ajuda-Belém, compreendendo a construção de um novo edifício para o Museu dos Coches e o remate do Palácio Nacional da Ajuda.
Considerando as acções previstas, resulta inequívoco o interesse público que as mesmas revestem não só para a cidade de Lisboa mas também para o País, uma vez que a requalificação e a reconversão a empreender incidem sobre zonas históricas cujo significado e relevo nacional motivam o reconhecimento do interesse público nacional das acções a realizar.
A dimensão e a complexidade destas operações e a sua associação às comemorações do primeiro centenário da implantação da República, que se cumpre a 5 de Outubro de 2010, justificam a constituição de uma estrutura própria para o efeito, dotada de poderes de utilização, fruição e administração de bens do domínio público afectos ao exercício das suas actividades e de um regime especial de contratação pública, imprescindíveis ao êxito da realização das acções previstas para a frente ribeirinha de Lisboa.
Assim:
Nos termos da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1 - Aprovar os objectivos e as principais linhas de orientação da requalificação e reabilitação urbana da frente ribeirinha de Lisboa, bem como as respectivas zonas de intervenção, inscritos no documento estratégico Frente Tejo anexo à presente resolução e da qual faz parte integrante, levando ainda em consideração a vontade manifestada pela Câmara Municipal de Lisboa, por deliberação de 16 de Abril de 2008, de um possível alargamento do âmbito da intervenção.
2 - Determinar que as operações de requalificação e reabilitação urbana da frente ribeirinha de Lisboa sejam executadas por uma empresa pública a constituir sob a forma de sociedade de capitais exclusivamente públicos, a qual disporá de poderes excepcionais, designadamente em matéria de contratação pública e de utilização, fruição e administração de bens do domínio público.
3 - Reconhecer o interesse público nacional das operações de requalificação e reabilitação urbana da frente ribeirinha de Lisboa a realizar pela sociedade referida no número anterior. (...)
---x---
Por cá, na colónia administrada pelo senhor administrador doutor Rui Rio, ouviu-se algum protesto por parte deste. Mas baixinho, sem levantar muitas ondas, porque o senhor doutor, apesar de ser da oposição, ainda acalenta a esperança de um dia também governar Lisboa. Os representantes coloniais do partido que governa Lisboa recomendaram ao senhor administrador da colónia do Porto que se comporte como um pedinte à porta dos Congregados e peça também uns troquitos para recuperar, por exemplo, os quarteirões entre a Alfândega e o Cais das Pedras, mesmo que, obviamente, não tenham estes o "interesse público" - nem para lá caminham - dos que vão do Campo das Cebolas a Santa Apolónia.
(Por António Alves no blogue "a Baixa do Porto" em 16-05-2008)
domingo, 18 de maio de 2008
A luta continua...(apesar da falta de tempo)...

...e não sei porquê, lembrei-me deste dois...

...e só depois me apercebi que em relação a uns e a outros sempre achei muito mais piada às "palhaçadas" destes últimos...
Já agora, espero que hoje o meu clube ganhe o jogo de Oeiras e dedique mais um troféu a uma pessoa que para mim é e será sempre um exemplo de vida: Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa!
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Falinhas mansas
Rio lembra os milhões que o novo aeroporto há-de consumir. Recorda que, quando se discute a próxima travessia sobre o Tejo, não se fala em números, apenas na localização. E relembra o novo amor de Sócrates - a frente ribeira de Lisboa, onde serão gastos 400 milhões de euros, mesmo que o projecto levante dúvidas à autarquia lisboeta.
A estes exemplos poderiam somar-se muitos outros. Como o do Metropolitano de Lisboa, que, apesar de ser mais caro e pior gerido, recebeu uma indemnização compensatória dez vezes superior à entregue à Metro do Porto.
Lições a tirar daqui? O Governo continua a olhar para o Porto e para o Norte com a distância que o centralismo impõe e favorece. E o Porto e o Norte continuam a usar falinhas mansas, quando se trata de explicar o óbvio o desprezo está a empurrar a região para o abismo.
Elisa Ferreira lembrava ontem no JN um facto que ajuda a explicar este estado de coisas. A propósito da comparação que fazia entre o Norte e a Galiza (o rendimento médio de um nortenho é 65% do de um galego), a eurodeputada tocou no ponto na Galiza, feito o diagnóstico do problema, avança-se para a decisão. No Norte, enviam-se relatórios muito competentes para Lisboa. E aguarda-se que, num dia de sol, algum ministro mais bem disposto os leia.
É trágico. Mas é verdade.
(Por Paulo Ferreira no " Jornal de Notícias" em 5-05-2008)
segunda-feira, 28 de abril de 2008
triporto: Tristes figuras ou figuras tristes...
Já não bastava as politicas centralistas que prejudicam o resto do país a favor da região mais rica, vulgo lisboa, ainda temos que aturar as conferências de imprensa destes tristes nas apresentações dos megalómanos projectos da capital do Império como se estivessem a falar de umas quaisquer obras que beneficiassem os restantes portugueses!!!
Irrita-me profundamente aquele tom de bairrismo com que explicam as profundas alterações e vantagens com que os lisboetas (quem mais?)se irão deparar...Mas o que mais impressiona é o conhecimento de causa que têm dos projectos e o orgulho desmedido com que falam neles...
Sinceramente já estou por tudo...esta gente perdeu a vergonha na cara e gozam o resto país com uma cara de pau sem memória!
Resta-me lutar com os parcos meios que disponho actualmente (este é um deles) e continuar a fazer ver aos mais distraídos as injustiças de que o resto do país é alvo em detrimento da capital...
Temos que convencer o resto país que isto não é uma luta futebolistica mas sim uma luta por melhores condições de vida, por mais retorno financeiro para as nossas industrias e consequentemente para aqueles que subsistem delas, ou seja aqueles que trabalham nelas, há que explicar ás pessoas que com mais dinheiro há mais qualidade de vida,etc, etc, etc...são argumentos que parecem banais mas que aos poucos começam a marcar e a fazer sentido...
Estas "máfias do centralismo" como já alguém as apelidou e muito bem têm que ser banidas dê por onde der!!!
Há que convencer as pessoas que estamos a ser prejudicados. Ponto final.Seja por que meios for!
Se ainda existe alguém que não faz a mínima do que estou a falar leiam os blogues colocados aqui ao lado ou pesquisem pelas noticias das ultimas semanas relacionadas com a frente ribeirinha de lisboa, com os 80 e tal milhões da gare do oriente em lisboa; dos 400 milhões da zona de alcantara ou até com o apoio do governo, que é pago por todos os portugueses, à remodelação da praceta principal lá da capital do Império...Isto para não falar em pontes, aeroportos, etc...
Sempre os mesmos a "mamar da teta" do governo também já chateia...
quinta-feira, 24 de abril de 2008
triporto: No poupar é que está o ganho...

Convém não esquecer que do Porto a Vigo são 150 km, isto sem contar que não se paga tanto de portagens nem de combustível, temos possibilidade de abastecer o nosso deposito com menos euros; temos possibilidade de usufruir das belas paisagens da Galiza e mais importante do que isso não investimos um tostão em mais um evento, que claro, neste país só se poderia realizar na nossa muy querida capitalzinha...aliás, enquanto não levaram a exposição da Exponor para lisboa não andaram descansados...admitia-se lá que uma exposição de automóveis tivesse a sua realização em Matosinhos...nem pensar nisso...(sim..para aqueles que não se lembram este evento realizava-se na Exponor)...
Posto isto e para os interessados deixo mais alguns endereços relativos a esta magnifica exposição automóvel:
http://www.ifevi.com/index.php?id_noticia=65
http://www.racingshowcaixanova.com/
http://www.eventosmotor.com/index.php
sexta-feira, 11 de abril de 2008
triporto: Carolina ao volante...perigo constante...

...e depois de reproduzir a notícia que saiu no JN colocarei um copy-paste de alguns dos comentários feitos por alguns utilizadores no fórum O Portal dos Dragões os quais me elucidaram sobre o que de facto pode ter sucedido naquela fatídica noite...
Já agora, será que alguém me poderia indicar a percentagem dos meus imposto que servem para pagar "os agentes do Corpo de Protecção Policial da PSP que a acompanham habitualmente" ???!!!
Carolina Salgado sofre despiste aparatoso na ponte da Arrábida
Uma mancha de óleo e a chuva que caiu na madruga de ontem podem ter estado na origem do despiste que Carolina Salgado sofreu, na ponte da Arrábida, no Porto, e que a levou a embater nos rails de separação das vias, após vários piões. O acidente ocorreu perto da uma e meia da manhã.
A principal testemunha do processo "Apito Dourado" vinha de Braga, onde tinha estado a jantar com os seus advogados. Atrás do jipe BMW X5, cinzento, de Carolina vinham, num outro veículo, os agentes do Corpo de Protecção Policial da PSP que a acompanham habitualmente. Aliás, foram eles que evitaram mais acidentes no local.
Por se queixar de dores cervicais, Carolina foi conduzida ao hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia. Ali, foi submetida a vários exames e só teve alta já de manhã. O pai, Joaquim Salgado, foi o único familiar a acompanhar a situação.
A PSP esteve no local e a ex- -companheira de Pinto da Costa foi submetida ao teste de alcoolemia, mas nada acusou.
O JN tentou falar com Carolina Salgado. Numa primeira tentativa, pediu para ligarmos mais tarde, mas depois manteve o telemóvel desligado.
Agora os comentários que retirei do Portal dos Dragões:
Não caiu ao Douro a v*c*.
Era uma manchete linda. - "Carolina engolida pelo Douro"
Se calhar ia a prestar serviços ao condutor. É pena, desperdiçou-se algum tempo dos paramédicos para nada.
Viu que o ENVELOPE estava vazio, passou-se!
PORTO SEMPRE!!!
foi o pinto da costa que mandou 1 peido e o carro despistou-se
Só é pena não estar junto o orelhas...assim a merd...via-se bem ,tenho uma pena ... ainda se fosse um cãozinho a atravessar a rua teria pena sim senhor
Espero que a tenham mandado soprar...no balão. Muito estranho este despiste para quem tem todos os requisitos para ser um exemplo de cidadã.
Que pena não ter ido tomar banho nas águas do Douro!!!!
Vim ler depressa esta notícia com tanta ilusão e sofri uma grande desilusão...
há dias que nada corre bem.
um momento pensava que ela tinha morrido. mas infelizmente só gente boa é que morre cedo. os camelos e as putas ficam na terra tempo demais...
Mas as que me parecem mais crediveis, a mim triporto, são:
Visto quem é, provavelmente estava a meter as mudanças com a boca!
Ou então quis snifar uma linha contínua...
Pior de tudo é que ela têm protecção policial e somos nós que pagamos essa porra!!!
Aquela hora?... Ia para o trabalho...
segunda-feira, 7 de abril de 2008
triporto: "Porreiro pá!"...
"Na boa pá! Porreiro pá! Que grande idéia...acho que posso sacar algum àqueles tipos do Norte...ou do Centro...ou do Algarve!...Vais ver pá que não haver crise..."...responde Sócrates...
Eu, triporto, até posso ter uma imaginação muito fértil mas após ler esta notícia foi este tipo de conversa que me veio à cabeça...
Lisboa: Sócrates garante apoio do Governo para "revitalizar" Terreiro do Paço
Lisboa, 07 Abr (Lusa) - O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu hoje ao presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, que o Governo tudo fará para "revitalizar" o Terreiro do Paço e a Baixa Pombalina.
A breve declaração de José Sócrates foi feita num jantar integrado no festival de gastronomia intitulado "Peixe e Sabores em Lisboa", no Terreiro do Paço e que se prolonga até domingo.
"Com a minha presença quero dar um sinal de que acompanho o objectivo do presidente da Câmara de Lisboa de animar o Terreiro do Paço e a Baixa. O Governo fará tudo o que estiver ao seu alcance", declarou Sócrates.
Por sua vez, António Costa vincou que a ideia da autarquia da capital "é não só fazer do Terreiro do Paço uma das praças mais bonitas do mundo mas também uma das praças mais concorridas".
No jantar, estiveram também presentes os ministros da Agricultura (Jaime Silva), da Justiça (Alberto Costa), da Administração Interna (Rui Pereira), vários secretários de Estado e o presidente da Agência Portuguesa de Investimentos (API).
Antes, José Sócrates fez uma visita guiada ao festival gastronómico, ouvindo as explicações de um dos organizadores do evento, o jornalista do Diário de Notícias Duarte Calvão, conceituado crítico gastronómico.
O jantar que foi servido a Sócrates e restantes comitiva teve como ementa: ostras do Sado ao natural; sushi e sashimi com peixe nacional; tártaro de gambas com ouriço do mar; bola de Berlim recheada com santola; degustação de conservas portuguesas; garoupa sobre esmagada de caldeirada; naco de espadarte; mousse de chocolate com framboesa.
PMF.
Lusa/fim
domingo, 6 de abril de 2008
triporto...
quinta-feira, 3 de abril de 2008
triporto: Drenagens centralistas...
De seguida reproduzo um comentário inserido no blog A Baixa do Porto em 2-04-2008:
De: Zé Locomotiva - "Drenagens"

Modernas oficinas dos pendulares em Contumil
Segundo notícias vindas a público em alguns órgãos de informação, como o jornal Sol de 21 de Março ou no Telejornal de hoje da RTP1, o governo pretende construir no Barreiro uma espécie de ‘Cidade Ferroviária’. Esta infra-estrutura, segundo os citados órgãos de informação, está incluída no projecto de alta velocidade ferroviária, mas também pretende concentrar toda a manutenção dos actuais pendulares e comboios das linhas suburbanas. Diz-se que esta ‘cidade’ criará mais de 200 novos postos de trabalho. Não se diz que extinguirá pelo menos 60 postos de trabalho altamente qualificados no Porto. Porque os mais distraídos sobre estas coisas da ferrovia talvez não saibam, mas a manutenção dos pendulares é feita, desde o início da sua introdução em Portugal, no complexo ferroviário de Contumil. Ainda hoje muita gente no mundo ferroviário se espanta com o facto de ter sido instalada a manutenção dos pendulares no Porto e não na zona de Lisboa. Enquanto uns se espantam, outros nunca tal coisa aceitaram de bom grado e tudo têm feito para tentar ‘transferir’ esta valência para o sul. Pelos vistos o governo vai fazer-lhes a vontade. Diga-se a propósito que toda a equipa de manutenção dos comboios pendulares em Contumil é de excelente qualidade profissional e tem feito um trabalho notório, pela sua dedicação e proficiência técnica, desde os engenheiros que coordenam as equipas até ao mais jovem operário-estagiário, muitas vezes com enormes carências tanto de tempo, stock de sobresselentes e a eterna falta de meios financeiros. Sendo o destino mais do que provável dos comboios pendulares, depois de construída a alta velocidade entre Lisboa e Porto, a Linha Porto-Vigo, cujas características serão justamente as indicadas para comboios desse tipo, não se vislumbra qualquer lógica para que a sua manutenção seja ‘drenada’ para o Barreiro.
Zé Locomotiva
quarta-feira, 2 de abril de 2008
triporto: Capital da corrupção e agora também do alcatrão! Viva a nossa capital! Viva!
Amigo de ouvido atento alerta-me para o seguinte facto, relatado por estes dias no Rádio Clube Português Lisboa é a região europeia com a maior densidade de auto-estradas e vias rápidas. Vale a pena repetir: Lisboa é, no conjunto dos 27 países da União Europeia (UE), a região com a maior densidade de auto-estradas e vias rápidas. Que orgulho para Lisboa! Que orgulho para o país!
este singelo dado, que por si só mostra à saciedade o tipo de modelo económico seguido por Portugal nas últimas décadas, podem juntar-se outros, fornecidos pelo Eurostat, o gabinete que trata as estatísticas da UE. A Finlândia - país que, como se sabe, qualquer governante gosta de citar como bom exemplo - tem apenas 176 quilómetros de auto-estradas e vias rápidas. A Noruega conta com 173 quilómetros. Portugal já leva pouco mais de dois mil quilómetros. Finlândia e Noruega são, respectivamente, o segundo e terceiro países com o maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita (contributo de cada cidadão para a riqueza do país) do Mundo. Mas nós, que ocupamos o 34.º posto mundial neste importante indicador, é que devemos estar certos.
Verdade que Portugal tinha, há poucas décadas, rodovias miseráveis. Verdade que as estradas ajudaram a encurtar o país. Verdade que obras como estas criam emprego (a maioria sazonal) e puxam pela economia, pelo menos durante algum tempo. Mas verdade também que a construção de estradas atafulha o país quando se esquece, como se esqueceu, a aposta na ferrovia e nos transportes públicos. Mas verdade também que muitas destas obras públicas serviram - e servem - para manter uma certa clientela. E verdade também que muitos dos milhões gastos em certos luxos asiáticos seriam mais bem empregues noutros sectores. Como aqueles em que apostaram a Finlândia e a Noruega.
A obsessão pelo alcatrão tem, contudo, correspondência nos gostos dos portugueses. Quando um país tem mais de 500 automóveis por cada mil habitantes e quando os habitantes desse país usam o automóvel para percorrer 87,5 quilómetros em cada cem, não há razão para os desiludir construam-se mais estradas.
(Por Paulo Ferreira no "Jornal de Notícias" em 2-04-2008)
triporto: Centralismos futebolisticos...
Estou a falar naturalmente das notícias que tanto tem excitado mentalmente muita gente deste nosso paísinho que tanto clama por justiça desportiva (quando lhes convém) mas raramente o faz quando os assuntos envolvem crianças vitimas de abusos sexuais ou autênticos roubos perpretados em autarquias de uma qualquer capital...
Convém recordar alguns factos importantes que para alguns não passam de teorias de conspiração mas para mim explicam muita coisa:
- Existem escutas publicas que provam as pressões exercidas pelo presidente do benfica (mais conhecido por glorioso) sobre um dos arguidos no processo (Valentim Loureiro) relativamente a escolhas de árbitros;
- Mesmo com essas escutas nunca foram abertos quaisquer inquéritos relativamente a isso o mesmo não sucedendo com as restantes;
- O PGR, Sr. Pinto Monteiro (famoso por "gostar" dos policias do Porto) decide criar uma equipa especial gerida por Maria José Morgado (Mizé para os amigos ou simplesmente "Morgadinho Justiceira");
- O mesmo PGR informa que até ao final do ano tem que haver resultados (leia-se levar Pinto da Costa a tribunal a bem ou a mal);
- São reabertos processos já arquivados com base num livro escrito por uma "Santa" que uns meses antes afirma perante as câmaras de televisão que tinha mandatado certos indivíduos para executarem um "serviço", leia-se agressões a Ricardo Bexiga;
- Apesar disso a "santa" continua por aí nas suas plásticas e festas do jet-xunga lisboeta como se nada se tivesse passado, e isto porque a D. Mizé decide que não existem indícios suficientes para uma acusação (?!), logo arquiva o processo;
- Durante todo o período de investigação por parte da "super-equipa-especial" liderada pela D.Mizé existem semanalmente fugas de informação para a comunicação social, mas por estranho que pareça é quase sempre a mesma jornalista, Tânia Laranjo, a publicar as mesmas...
- Já agora, e isto em jeito de revista cor-de-rosa, sabiam que...D. Mizé é casada com Saldanha Sanches, o conhecido fiscalista, adepto benfiquista, amigo pessoal do presidente luisinho do benfica e conhecido anti-portista? E que a D. Mizé é grande amiga de (advinhem...)...da Tânia laranjo...sim..essa mesma...a que falei há pouco....E já que estamos numa de casais também completamos o ramalhete e dizemos que a Tânia Laranjo é casada com Eugénio Queirós, conhecido pelas suas diarreias orais quando o assunto envolve Pinto da Costa...que por sua vez é amigo de Leonor Pinhão, conhecida benfiquista e anti-portista que por sua vez é casada com João Botelho, o famoso realizador do "esgoto" de filme intitulado "Corrupção"...
- Não sei se repararam mas existe algo em comum nesta gente toda que referi em cima: benfica... e naturalmente uma vontade de destruir aquele que nas ultimas décadas os tem deixado com uma azia permanente...
- Bem, continuando...entretanto aparece em cena a irmã da "Santa" que acusa um dos inspectores da equipa liderada pela D. Mizé, de ter "auxiliado" a "Santa" na elaboração do best-seller...actualmente pouco se sabe sobre o decorrer dessa investigação, o que não deixa de ser estranho pois foi com base no livro que foram reabertos os processos...mas enfim...
- Para terminar pois isto já cansa, convém referir que se ficou a saber que o luisinho do benfica deu 20 000 euros para a publicação do livro e que Fernanda Freitas, que colaborou na execução do mesmo, veio mais tarde denunciar alterações ao texto original...
Estes são algumas curiosidades e factos relacionados com este caso que como disse podem explicar o ataque cerrado e a celeridade em condenar as pessoas que atacam os nossos interesses...
De seguida irei reproduzir um comentário efectuado no blogue "http://portistasdebancada.blogspot.com/" a 31 de Março de 2008, que relata de forma sucinta um dos maiores escândalos dos últimos anos no futebol português e que ao contrário de outras situações já do conhecimento publico, nunca foram alvo de inquéritos por parte da "máfia" centralista afecta ao clube da capital do Império...
Encarnado e amarelo - as cores da honestidade desportiva
Estamos perto de garantir o tri-campeonato mas se tivesse existido verdade desportiva estaríamos seguramente a um pequeno passo de festejar o hexa.
No ano horribilis de 2005 aconteceu aquele que foi o maior roubo da história do futebol português e curiosamente ou não o produto desse assalto foi mais uma vez para os bolsos do mesmo clube de sempre. Mas já lá vamos.
Decorria o ano de 1999 quando Luís Filipe Vieira, à época Presidente do Alverca pensou na melhor forma de entrar no Sport Lisboa e Benfica e com isso atingir o grau de notoriedade financeiro e pessoal que essa função trás. Para conseguir esses objectivos e como estava associado a uma “amizade” com Pinto da Costa tratou de inventar um testa de ferro de seu nome Manuel Vilarinho. Mas para isso teria primeiro de arredar João Vale e Azevedo da presidência do clube encarnado. O advogado que tinha granjeado grande apoio da massa associativa muito por força do seu discurso populista anti-porto, era um empecilho, uma pedra no sapato. Roubar o Benfica nunca foi problema para ninguém a não ser quando alguém quer tomar o lugar que proporciona em Portugal mais vantagens do que ser Presidente da República. Começam então as manobras de bastidores que levaram à prisão de Vale e Azevedo por alegados e mais tarde provados (?) desvios de dinheiro. Mas deixemos essa vertente da conspiração para os outros – o que nos interessa aqui é apurar outras jogadas extra-desportivas. Afastado Vale e Azevedo era altura de colocar na presidência o seu testa de ferro – nada mais fácil depois de uma autêntica guerra na imprensa onde começaram a aparecer as mais variadas provas contra o advogado. A opinião pública e o universo benfiquista estava assegurado - Vale era um ladrão… Manuel Vilarinho é eleito em 2000 com o apoio de Luís Filipe Vieira, presidente do Alverca – clube satélite do Benfica, cargo que acumulou com o de director do SLB até meados de 2003 ainda que com funções um pouco nebulosas. Durante esses três anos de mandato de Vilarinho foi notório que quem mandava de facto era LFV e já se sabia de antemão que era uma questão de tempo até este subir ao poder.
Entretanto, e como presidente do Alverca, LFV foi fazendo jogadas de charme para com os associados benfiquistas de forma a que o seu passado com o cachecol azul e branco fosse rapidamente esquecido. Atacou o FC Porto, o seu presidente, os adeptos azuis e brancos e como cereja ofereceu Pedro Mantorras ao SLB . O jogador que com 17 anos jogava com uma enorme pujança física no Alverca e que segundo LFV valeria 90 Milhões de euros. De outra forma seria impossível que este empresário ligado às mais diversas actividades económicas (…) fosse eleito em 2003 depois da desistência de Vilarinho em continuar o projecto a que se tinha proposto. Não surpreendeu o sentido de voto. Dizia Vilarinho, que para tornar o Benfica campeão, só com um homem como LFV nos comandos do clube encarnado. Os adeptos sedentos de vitórias concordaram e assim começou “oficialmente” o reinado.
Poderíamos escalpelizar os contornos duvidosos da transferência do angolano para a Luz, as contas que ficaram por saldar com a SAD ribatejana, a constituição de uma SAD que beneficiou todos menos o próprio Alverca, os jogos deste clube de 1999 a 2003 com o Benfica e outras histórias que circulam nos corredores do futebol português, mas aqui a questão é voltarmos ao primeiro parágrafo deste texto – “se tivesse existido verdade desportiva estaríamos seguramente a um pequeno passo de festejar o hexa”.
Dois anos depois de ter chegado à presidência do SLB, LFV já desesperava por não conseguir cumprir a principal promessa eleitoral – o titulo nacional de futebol. O de futsal já era uma realidade mas não chegava sequer para promessa…apenas para LFV aparecer de tronco nu perante as câmaras de TV…
Começa o EstorilGate
Lembrou-se então de convidar José Veiga, que há muito tinha sido desmascarado por PdC como o homem que fez fortuna com uma “pá de pedreiro”. José Veiga era à época presidente da SAD do Estoril-Praia, clube que tinha descido à 2ª Divisão B mas que desde que entrou no clube, este teve uma subida meteórica até à 1ª Liga. Veiga utilizava o clube canarinho como porta de entrada e saída para muitos jogadores brasileiros. Foram feitos muitos negócios mas nenhum beneficiou financeiramente o Estoril – recorde-se que Veiga também era o dono do Bom Sucesso, um pequeno clube brasileiro. Lembro-me de ver o Estoril-Praia a jogar bom futebol mas a ser sistematicamente ajudado por factores a que muitos chamavam de "sorte". A verdade é que o Estoril subiu de divisão e Veiga é convidado para o Benfica. Contudo os regulamentos não deixavam que este acumulasse os dois cargos – o de presidente e accionista da SAD do Estoril com as de director desportivo do Benfica. Nada mais fácil de resolver – LFV já tinha feito o mesmo com o Alverca na época de Vilarinho – e vendeu a sua participação a três empresas inglesas que nunca se soube muito bem a quem pertenciam e que tinham sede social em paraísos fiscais. Resolvida essa questão com a estranha conivência da CMVM e da Liga presidida por Valentim Loureiro eis que Veiga entra no Benfica – começava então a época das beijocas.
Estávamos em 2005 e o FC Porto tinha acabado de conseguir tudo aquilo que LFV tinha prometido aos adeptos benfiquistas – domínio em termos europeus, a conquista de provas internacionais, a espinha dorsal da Selecção Nacional…
LFV tinha obrigatoriamente de “fazer as coisas por outro lado” e Veiga era a peça chave do seu plano. No Estoril, este já tinha provado que mais do que ninguém conseguia mexer os cordelinhos das nomeações, dos sumaríssimos, das promessas vãs a jogadores adversários e como extra o Benfica teria menos um adversário no campo – o Benfica começava o campeonato com 6 pts a mais do que os restantes adversários. O Estoril era na teoria o Benfica B.
Em troca, Veiga decidiria qual o treinador e teria controlo absoluto sobre transferências ganhando com isso as habituais comissões mas sobretudo a protecção de se trabalhar para o Benfica. Recorde-se que Vale e Azevedo apenas foi preso depois de ter saído do clube e apenas quando isso deu jeito aos da sua laia.
O campeonato foi um autêntico desfile de ladrões equipados de negro. Trapattoni é um senhor do futebol e sabe imenso da poda, mas o seu desconhecimento do futebol português aliado a uma equipa medíocre onde pontificavam jogadores como Karadas , Delibasic , Everson , Carlitos, Sokota , Bruno Aguiar entre outras pérolas da arte de bem jogar futebol era manifestamente muito pouco para almejar o titulo. Mas, e já dizia o Carlos Cruz – existe sempre um mas - com Veiga e as suas beijocas aliado a um ano atípico do FC Porto com três treinadores tudo seria possível. E foi.
Entre muitos roubos de igreja, foquemo-nos nos dois jogos com o Estoril de Veiga.
Na primeira volta, no jogo disputado na Luz os jogadores canarinhos ainda não tinham bem noção de quem é que lhes pagava os ordenados e fazem uma primeira parte em que dominam o Benfica. Chegado o intervalo, foi tornado público por Paulo Sousa (emprestado pelo Boavista) que Petit exigiu que estes abrandassem o ritmo de jogo e que deixassem de meter o pé. Paralelamente, o árbitro do desafio recebia uma camisola do SLB como “recuerdo” durante esse mesmo intervalo. A cama estava feita e o homem de negro até calçava botas com o símbolo da águia. Tudo coisas normais de acontecerem numa competição profissional. Espanta-me que o apito não tivesse também ficado em casa. O Benfica acabou por ganhar o jogo e recordo a indignação de parte do plantel e equipa técnica do Estoril no final do encontro.
A roubalheira espalhou-se por todos os campos em que o Benfica jogava e a par de 1994 foram muitos os jogos ganhos depois do tempo regulamentar ou com as célebres faltas apitadas ao contrário ou penalties e fora de jogo fantasma.
Ainda assim, o Benfica jogava mal e tinha muitas dificuldades para vencer. O FC Porto conseguia chegar à recta final do campeonato colado aos encarnados e o xeque-mate de Veiga seria feito aquando da visita do SLB à Amoreira, num campo tradicionalmente difícil para os grandes.
Veiga já estava avisado que Litos e Carlos Xavier tentavam blindar o balneário canarinho das influências patronais e decide dar ordens à administração do Estoril presidido por António Figueiredo (ex-dirigente benfiquista) para que este aceitasse a “sugestão” de o desafio ser jogado no Algarve. A administração estorilista acede com a naturalidade de um empregado que acata as ordens patronais e informa o plantel disso mesmo. O jogo era marcado para o Algarve com a anuência da Liga.
Nota de triporto: Nesta altura a Liga era comandada por Cunha Leal, ex-dirigente benfiquista...
Porém, Litos, Xavier, sócios e alguns jogadores nucleares do clube da linha reclamam da decisão alegando que o Estoril precisava de pontuar para se manter na 1ª Liga e que jogando no seu campo as hipóteses de somar pontos seriam naturalmente maiores. Nada feito. As ordens estavam dadas e o argumento ia no sentido de que era a única forma de os ordenados em atraso serem pagos. Era mais importante o aspecto financeiro do que o desportivo mas a verdade é que a descida de divisão trazia muito mais problemas económicos do que o não pagamento dos ordenados, mas como a questão dos vencimentos já tinha sido acautelada meses antes, naquela que foi a preparação psicológica para que os jogadores sentissem mais do que nunca a necessidade de receber dinheiro para pagar as contas…o desespero financeiro de alguns seria mais forte do que a sua moral desportiva.
Litos e Xavier não se calaram e Veiga tinha um problema para resolver em plena semana de jogo. Os treinadores canarinhos utilizavam diariamente o escândalo de terem que ir jogar ao Algarve para motivarem o plantel para o jogo das suas vidas, fazendo ver a estes que a vitória era o único resultado positivo para calarem os rumores de pressão externa e que ficando na 1ª Liga seria vantajoso para todos a nível desportivo – um jogador que desce tem menos chances de fazer bons contratos do que aqueles que conseguem a manutenção.
Veiga decide enviar um familiar trajado de capanga ao Estoril e este irrompe pelo campo durante um treino. É a revolta de Litos e Xavier que conseguem expulsar aquele que mais tarde acaba por se encontrar com alguns jogadores no Bar do Campo situado na parte exterior do Estádio da Amoreira.
Enquanto a grande parte dos intervenientes guarda para si as indicações do emissário de Veiga, existiram dois jogadores que falaram com a equipa técnica relatando o sucedido durante o almoço bem regado. Reza a história de que alguns teriam tido a promessa de envergar na época seguinte a camisola encarnada ou no mínimo de ingressar em clubes de maior nomeada pela mão daquele que já tinha sido o principal empresário do mundo – José Veiga.
Chegado o dia de jogo aconteceu aquilo que todos sabemos. Os jogadores do Benfica jogavam em casa perante 30000 benfiquistas ávidos de interromper o jejum de 11 anos e o Estoril teria que enfrentar duas equipas e meia – o adversário, os homens de negro e metade da sua própria equipa.
Surpreendentemente o Estoril coloca-se em vantagem ainda que aos 25 minutos um dos jogadores presentes no almoço já tivesse sido expulso. O jogo vai para intervalo e a segunda parte trás mais do mesmo, com um Estoril aguerrido pela enorme disponibilidade moral de jogadores como Dorival , Abadito , Jorge Baptista, Elias, João Pedro e Torres. O resultado teimava em manter-se apesar da ajuda de Hélio Santos para empurrar o SLB para dentro da área do Estoril. Depois de muita pressão, Luisão marca o golo do empate aos 75 minutos mas não chegava pois o FC Porto continuava muito perto. Aos 78 minutos Hélio Santos expulsa o avançado João Paulo que tinha rendido Moses aos 55 minutos. O Estoril passava a jogar com 9 jogadores e foi com naturalidade que assistimos ao golo de Mantorras 4 minutos depois.
O resultado de 1-2, a exibição dos árbitros e alguns jogadores do Estoril confirmavam os maiores receios de quem queria acreditar em justiça desportiva. Tinha sido notória a anormalidade de certas jogadas.
No final, Litos diz tudo o que lhe veio à cabeça perante um grupo de jornalistas que não escondiam a alegria de ver o Benfica perto de ser campeão 11 anos depois. No dia seguinte as capas dos jornais falam em festa do futebol e esquecem as manigâncias do desafio. Dias depois, Litos esclarece que foi ameaçado de despedimento por Veiga.
Mas como, se Veiga não tem ligações ao Estoril? Perguntavam algumas inteligências jornalisticas.
A verdade é que o Benfica foi Campeão Nacional, o Estoril desceu de divisão, os ordenados não foram pagos, Litos e Xavier foram mesmo demitidos e Rui Duarte, Paulo Sousa, Moses , Cissé Fellahi , Amoreirinha e Yanick não foram para o Benfica à imagem do que aconteceu noutras alturas com jogadores como Nuno Assis, Fonte, Marco Ferreira…
Durante toda a época de 2004/05, os dirigentes do Benfica foram vistos e ouvidos a combinarem nomeações de árbitros, a terem menos adversários do que os restantes competidores, jogando duas vezes em casa, a almoçar e a jantar com intervenientes do jogo, a oferecer beijocas e empregos em algumas empresas ligadas ao Benfica e seus dirigentes…tantas coisas que daria um texto maior do que este.
Nada serviu para fazer Maria José Morgado reabrir processos que já tinham sido arquivados apesar das provas e testemunhos de pessoas credíveis. A CMVM decidiu 3 anos depois multar Veiga com a quantia “astronómica” de 30 000 euros por ter ficado provado para esta que o “senhor das beijocas” teria tido participação numa sociedade aberta e outra cotada sem ter feito a declaração disso mesmo.
A imprensa reagiu a este escândalo com pequenas notícias ou notícias nenhumas.
O MP assobia para o ar.
A imprensa assobia para o ar.
Para todos os efeitos, o apito encarnado não existiu. Ou será apito de cristal? Não interessa. Não existiu. Não existe.
Existirá?
PS: Voltarei ao assunto daqui a uns dias...



