segunda-feira, 30 de abril de 2012

Está feito!



Estaria a ser hipócrita  se afirmasse que sempre acreditei. Mas o que é certo é que somos campeões e isso suplanta tudo o que de mau se passou nesta época.

Mais uma vez obrigado Presidente. Percebes tu mais disto a dormir do que os outros com (todos) os olhos bem abertos...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

terça-feira, 29 de junho de 2010

El Capitan





"Gostava de terminar no FC Porto"

As quatro épocas que passou no FC Porto marcaram decididamente Lucho. O argentino saiu há um ano, rumo ao Marselha, mas não esqueceu o clube, os dirigentes, os adeptos e também a cidade. Tanto assim que terminar a carreira no Dragão é uma hipótese que El Comandante pondera seriamente. A revelação foi feita na Argentina, num programa de rádio, quando analisava as condições para um eventual regresso ao seu país. "Tenho as melhores recordações do FC Porto, um clube no qual vivi momentos inesquecíveis, criando-se uma ligação muito importante com os adeptos e os dirigentes. Sei que no FC Porto tenho a porta aberta para regressar em qualquer momento e não descarto essa hipótese", disse Lucho na Rádio La Red, entrevistado para o programa "100 por cento River".

Além da ligação afectiva ao FC Porto, o internacional argentino criou raízes na cidade nortenha, onde mantém residência, de resto. "É um lugar muito bonito. Gosto da cidade, do clube, de tudo. Talvez tenha a oportunidade de acabar a carreira com a camisola do FC Porto", insistiu Lucho. Antes, dera alguns argumentos que podem inviabilizar o fim da carreira no seu país. "Há muitos aspectos que se questionam na hora de voltar à Argentina. Não é apenas a questão afectiva, de estar perto da família e dos amigos, mas também a parte desportiva e a qualidade de vida que podemos ter em outro lugar. Por isso, não é fácil aos clubes argentinos conseguirem repatriar jogadores. É evidente que sempre se pensa nos clubes em que jogámos e por vezes imaginamos o regresso. No meu caso, tenho as melhores recordações do Huracán e do River Plate e seria bom regressar. No entanto, resta-me cumprir mais três anos de contrato em França", explicou. De seguida, falou então na hipótese de terminar a carreira no FC Porto. Ora, neste momento Lucho tem 29 anos e restam-lhe mais três anos de contrato com o Marselha. Ou seja, tem contrato até aos 32 anos, uma idade que ainda possibilita jogar ao mais alto nível.

A saída de Lucho para o Marselha teve contornos curiosos. Com 28 anos, e depois de ter dito numa entrevista a O JOGO que pensava mesmo terminar a carreira no FC Porto, o clube francês interessou-se pelo médio argentino. Como Lucho não queria sair, e a SAD não estava muito interessada em vender o seu passe, os dirigentes do Marselha perguntaram ao jogador quanto queria ganhar. Lucho pensou e atirou com um número elevadíssimo, de maneira a que os franceses perdessem o interesse. O resto da história é conhecida. O Marselha aceitou pagar a tal verba - 4,3 milhões de euros por quatro anos de contrato, o que dá um salário mensal de 358 mil euros - e negociou com o FC Porto, apresentando uma proposta de 18 milhões de euros (mais bónus por objectivos), praticamente irrecusável devido à idade do jogador. E Lucho ficou a ser o terceiro jogador mais bem pago de França.



Jornal "O Jogo" de 28-06-2010

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O Incompetente (ou talvez não) - parte II

Ex-assessor do Governo vende chips para SCUT

Pedro Bento passou do gabinete do secretário de Estado Paulo Campos para a empresa pública que gere o sistema de portagens nas autoestradas. E já este ano transitou para a empresa fornecedora dos mecanismos de pagamento nas SCUT.

O único administrador executivo nomeado em outubro de 2009 para a sociedade pública lançada pelo Governo para autorizar, gerir e fiscalizar todo o sistema de chips de matrículas e de portagens exclusivamente eletrónicas nas SCUT tornou-se, em março deste ano, responsável máximo em Portugal da Q-Free ASA, o fabricante norueguês que forneceu os equipamentos aprovados e instalados nos pórticos das três concessões de autoestrada em causa e que vai fornecer também os aparelhos identificadores (ou chips de matrículas) que os automobilistas terão obrigatoriamente de usar para poder circular naquelas vias.

Pedro Bento, de 34 anos, foi assessor do secretário de Estado adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, entre 2008 e 2009, antes ser nomeado em outubro do ano passado administrador executivo da então recém-criada SIEV - Sistema de Identificação Electrónica de Veículos S.A., num conselho de administração para onde foram nomeados mais dois administradores, mas ambos sem funções executivas (Alberto Moreno, presidente do Instituto das Infra-Estruturas Rodoviárias, e Jorge Silva, vogal da administração do IMTT.

Licenciado em gestão pela Academia da Força Aérea e com um MBA feito no ISEG, segundo o que o próprio escreveu no seu perfil público da rede profissional LinkedIn , Pedro Bento manteve-se até 2006 nas Forças Armadas, onde foi capitão. Depois foi senior associate da consultora internacional PricewaterhouseCoopers, antes de ir para o gabinete do secretário de Estado, em 2008, até ser nomeado administrador executivo da SIEV.

Em janeiro, apenas quatro meses depois, abandonou o cargo para uma "licença sabática" de três meses (ainda segundo o perfil público), e em março entrou em funções na Q-Free como country manager para Portugal. Na SIEV, onde tinha um salário bruto de 6.256 euros, não foi substituído.

Q-Free em todas as frentes

O site internacional da Q-Free revela que a empresa foi contratada em agosto de 2009 pelo grupo da Euroscut Norte, concessionária da SCUT do Litoral Norte, para fornecer a tecnologia Multi Lane Free Flow nos pórticos da autoestrada que permite a deteção dos chips de matrículas (ou identificadores eletrónicos) sem que os automóveis tenham de abrandar.

A 23 de janeiro de 2010, a Q-Free foi igualmente contratada pela Ascendi, a concessionárias das SCUT do Grande Porto e da Costa de Prata, para instalar a mesma tecnologia, incluindo o Road Side Equipment (pórticos) e todo o back office operacional que permite cobrar portagens a partir desta semana.

A Q-Free, ainda de acordo com o site oficial, forneceu desde 1995 todos os 2,4 milhões de identificadores que são usados pelos clientes da Via Verde. E em maio acordou com a Via Verde, o único grossista atualmente autorizado a distribuir os chips de matrícula em Portugal, uma nova encomenda de aparelhos no valor de dois milhões de euros - que começarão a ser entregues a partir de agosto aos utentes que estão a fazer reservas.

Além da Q-Free, há mais duas empresas internacionais que fabricam equipamentos similares, a Efkom e a Kapsch. Os dispositivos da Q-Free e da Kapsch estão ambos autorizados, segundo o gabinete do secretário de Estado das Obras Públicas, para poderem ser usados nas portagens e como matrículas eletrónicas.

O Expresso contactou as duas empresas no início da semana, mas até agora não obteve respostas. Por mais de uma vez, Pedro Bento não se mostrou disponível para falar. Já o secretário de Estado das Obras Públicas desconhece a evolução profissional do ex-assessor. "Não existindo, como não existe, qualquer impedimento ou incompatibilidade legal, essa matéria é do foro ético e pessoal de cada um, pelo que não tenho qualquer comentário a fazer", diz Paulo Campos.

Texto publicado no 1.º caderno da edição do Expresso de 26 de junho de 2010

domingo, 20 de junho de 2010

"INCOMPETENTE"



"O Dr. Paulo Campos é incompetente".

Celso Ferreira, Presidente da Camara Municipal de Paredes num debate sobre a introdução das portagens nas SCUTS nortenhas, no "Porto Canal" a 20 de Junho de 2010.




SECRETÁRIO DE ESTADO ADJUNTO DAS OBRAS PUBLICAS E COMUNICAÇÕES


Paulo Jorge Oliveira Ribeiro de Campos

Nasceu em Coimbra em 7 de Abril de 1965, é casado e tem 3 filhos.

Habilitações

Licenciatura em Economia, pela Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

Funções Governamentais

Desde 31 de Outubro de 2009 – Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações do XVIII Governo Constitucional

2005-2009 – Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações do XVII Governo Constitucional

Experiência Profissional

1996-2005 Administrador de diversas empresas do Grupo Águas de Portugal nomeadamente:

2001-2005 Águas do Sado, S.A. - Presidente do Conselho de Administração


2000-2005 AdC - Águas de Cascais, S.A.- Presidente do Conselho de Administração


1996-2002 AdP-Águas de Portugal, SGPS, S.A. - Administrador responsável, no Grupo, pela área de estratégia e de desenvolvimento empresarial, pela área financeira, pela área de actividades de suporte e pela Unidade de Negócio de Distribuição de Água.


2001-2002 AdP - Águas de Portugal Serviços Ambientais, S.A. - Administrador e Presidente da Comissão Executiva;

Luságua – Gestão de Águas, S.A. - Presidente do Conselho de Administração;
AdP - Águas de Portugal Internacional – Serviços Ambientais, S.A. - Administrador;

NetAqua – Tecnologias de Informação, S.A. - Administrador;

2000-2002 Simlis - Saneamento Integrado dos Municípios do Lis, S.A. - Presidente do Conselho de Administração;

IPE – Comunicações e Serviços, S.A. - Administrador;


1997-2002 Aquapor-Serviços, S.A. - Presidente do Conselho de Administração Administrador (1997/2001);
Simria - Saneamento Integrado dos Municípios da Ria, S.A. - Presidente do Conselho de Administração e da Comissão Executiva

1994-1996 IPE Capital-Sociedade de Capital de Risco, S.A. - Gestor de Projectos - Coordenador área Infraestruturas/Ambiente, Gestor de Marketing

1991-1993 UNICAR-Gestão de Participações e Concessões, Lda. - Director e Gerente

1989-1991 IPE-Investimentos e Participações Empresariais, S.A. - Técnico

Outras Actividades

Vice-presidente do Conselho Directivo da APDA – Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas e Presidente da Comissão Organizadora do Encontro Nacional de Entidades Gestoras de Água e Saneamento, ENEG 2003.

Coordenador de Edição da Revista “Nova Economia”.

Foi eleito por diversas vezes para cargos de direcção do movimento associativo, nomeadamente:

Presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa;


Presidente da Federação Académica da Universidade Nova de Lisboa;


Presidente da Associação Académica de Lisboa.
Foi responsável pela criação de diversos eventos e instituições de carácter cultural.

Obteve o 2º e 5º lugar na final do jogo “Gestão 89 e 90”.



Nota do triporto: Cerca de um ano depois, volto a reabrir as portas deste blogue. Os motivos para esta paragem pouco importam neste momento.

Vamos à luta!

domingo, 14 de junho de 2009

triporto: Considerações...



De regresso ao activo neste blogue que criei (com muito esforço e carinho como diria a minha querida avó), vou aproveitar para tecer (dar uns bitaites) sobre algumas questões de momento e outras nem por isso...


Inicio já por dar os parabéns pelo novo site do meu clube, mais fresco, mais apelativo, digno de um grande campeão, digno do melhor clube deste país.







Sobre as ultimas eleições europeias, que de europeias tiveram pouco pois o interesse foi mais o de lavar roupa suja, e sobre as quais tomei a opção de votar em branco porque para mim a cambada é toda igual, desde a extremista esquerda até à mais ridícula da direita, tenho a dizer o seguinte: Mais uma vez se prova que a nossa classe politica é muita fraca; mais uma vez os socialistas escolhem mal um candidato (como já o tinham feito quando puseram Assis contra Rio há 4 anos atrás), pois o insosso e ex-comunista Vital revelou-se fraco de ideias e argumentos, e finalmente, mais uma vez se prova (e repetindo o meu argumento inicial), que esta classe politica é mesmo muito fraquinha pois mesmo com uma abstenção acima dos 60%, não tiveram a coerência (no mínimo) de fazerem uma introspecção ao facto de tal ter sucedido, limitando-se a repetir a mesma mer** de discurso sempre que o partido no poder perde votos...o famoso "FOI UMA DERROTA DESTE GOVERNO...BLA...BLA...BLA..."

E para todos aqueles que consideram o voto em branco um desperdício, a minha resposta é a palavra "direito": direito de votar, direito de não escolher ninguém no voto = forma de protesto cívico ( e que se fosse usada por muitos mais talvez surtisse mais efeito na maioria dos "tachistas" que pululam na politica e mais concretamente em lisboa, esse famoso "antro" de decisões nacionais)...


Entretanto e mudando para assuntos mais interessantes, falemos sobre o Metro do Porto, o que diga-se de passagem é denominação que assenta que nem uma luva nesse meio de transporte que circula na CIDADE DO PORTO...e volto a repetir, apenas na cidade do Porto. Em Matosinhos, Gaia, Maia, não é metro mas sim uma espécie de eléctrico rápido ou lá como o queiram apelidar. Só quem nunca visitou outras cidades deste mundo com uma verdadeira rede de metro subterrâneo é que podem apelidar de "metro" estes veículos que circulam à superfície e que fazem "maravilhas" como por exemplo condicionar o tráfego automóvel e circular a velocidades ridículas como se vê nas cidades à volta do Porto, em que aí sim, se pode considerar que temos um metro pois exceptuando a estupidez que foi pô-lo a circular à superfície junto ao S.João, tudo o resto não interfere com o transito de pessoas e outros veículos. Por isso discutir se o metro passa aqui ou ali, embora relevante, perde todo o sentido se o fizerem passar à superfície. Se o problema é dinheiro então mais vale estarem quietos porque fazer para desenrascar e no futuro complicar não é solução!





E não me vou alongar muito mais pois se fosse a falar do sistema implementado para os bilhetes (ridículo) e o preço (vergonhoso) quando comparado com outros metros europeus, incluindo o da capital do Império, então nunca mais saía daqui...

Fico por aqui para já, prometendo voltar à carga num próximo episódio...

domingo, 24 de maio de 2009

triporto: A 4 DE JUNHO DE 2009...


NÃO PERCAM NUM CINEMA PERTO DE VÓS!!!
MAS É QUE ESTE É MESMO OBRIGATÓRIO IR VER!!!
CLIKEM NA IMAGEM E VÃO PERCEBER PORQUÊ!!!

quarta-feira, 18 de março de 2009

triporto: Que maravilha!!!



No passado Domingo, assisti sem sombra de duvidas à melhor exibição do meu clube no Dragão, a melhor em largos meses...aliás...a melhor desta época até agora!


Não está em causa o resultado, nem o valor do adversário, mas sim a forma como jogaram...caíram em cima do adversário que nem tempo tinha para respirar...marcaram o 1º e pela primeira vez esta época vi o Porto logo de seguida a ir atrás do 2º...simplesmente fantástico!


Por isso deixo os meus parabéns a todos os intervenientes pois bem o merecem!


Desta vez não falo da concorrência pois estaria a falar de algo que não existe.


Ah, e na próxima jornada vamos visitar os traidores do Norte, aqueles que se diziam independentes mas que à primeira oportunidade foi o que se viu...obviamente falo desse clubezeco chamado ´"Derrota de Guimarães"...outra chapa 5 igual à da época passada vinha mesmo a calhar...

sexta-feira, 13 de março de 2009

triporto: Estranho era se tivesse algo de jeito para dizer...



Aeroporto Sá Carneiro: Ferreira Leite sem opinião formada


A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, escusou-se a tomar posição sobre o futuro modelo de gestão do Aeroporto Sá Carneiro, frisando apenas que defende aquele que for "mais eficaz".

"Não sou capaz de dizer qual o benefício da gestão autónoma do Aeroporto Sá Carneiro", afirmou Ferreira Leite, alegando não ter conhecimento de estudos que lhe permitam tomar uma posição sobre o assunto.

"Sou a favor de tudo o que tenha resultados mais positivos e seja mais eficaz", afirmou a líder social-democrata, em resposta a uma pergunta directa sobre qual o modelo de gestão que defende para o aeroporto nortenho.

Manuela Ferreira Leite, que falava num debate promovido pelo Clube da Via Norte, admitiu poder vir a defender uma gestão autónoma do Aeroporto Sá Carneiro se as vantagens desse modelo vierem a ser demonstradas.

A gestão autónoma do Aeroporto do Porto tem vindo a ser defendida por várias personalidades e instituições da região norte, lideradas pela Junta Metropolitana do Porto, que é presidida por Rui Rio, vice-presidente de Manuela Ferreira Leite na direcção do PSD.

(No "Jornal de Notícias" em 12-03-2009)


triporto: Relembro mais uma vez as declarações que esta personagem do centralismo puro e duro fez há uns tempos atrás:

"Pessoalmente sou absolutamente contra a regionalização"

"(...)não será sob a minha liderança que o partido será conduzido nessa aventura".

É preciso dizer mais alguma coisa...?

domingo, 8 de março de 2009

triporto: ACTUALIZAÇÃO



«São 10 finais e temos que as ganhar todas», Di María (Lusa, 6-03-2009)

Para quem não sabe, o Di Larilas é um jogador desse colosso avermelhado chamado benfica.

Ora bem, há poucos minutos atrás este clube saiu vitorioso de um jogo contra a Naval em que o golo da vitória foi precedido de uma falta inexistente (o árbitro viu uma mão em vez de uma bola na cara)...

Por isso venho aqui actualizar esta citação:

"SÃO 10 ROUBOS E TEMOS QUE OS CONSEGUIR TODOS"

Já só faltam 9...

sábado, 24 de janeiro de 2009

triporto: A voz do dono

triporto:Em mais um debate sobre a regionalização promovido pela autarquia do Porto...:


"(...)Sobre a regionalização, António Costa foi o que se mostrou mais favorável à ideia, com Marcelo Rebelo de Sousa a mostrar-se com algumas dúvidas em relação ao «timing», ao passo que o líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, disse que o melhor era centralizar em tempo de crise."


(Na TSF online em 23-01-2009)



Paulo Rangel



Nome: Paulo Artur dos Santos Castro de Campos Rangel


Círculo Eleitoral: Porto


Presidente do grupo parlamentar do PSD


Membro da Direcção da Associação Comercial do Porto;


Membro da Direcção da Associação "Amigos do Coliseu"


Membro da Direcção da Associação Comercial do Porto (Desde 2002 Abril); -


Membro da Direcção da Associação "Amigos do Coliseu".



triporto:E o que "dono" já disse sobre este assunto foi simplesmente isto:





"Pessoalmente sou absolutamente contra a regionalização"


"não será sob a minha liderança que o partido seria conduzido nessa aventura".


triporto: E ainda há quem me critique por votar em branco nas legislativas...da minha "xupeta" esta gente não há-de mamar! O que mais me revolta é serem nomeados pelo "circulo do Porto" quando o que a maioria deles quer é ir passear para Lisboa à procura de tachos...

triporto: Há coisas fantásticas não há?


Banca salva Berardo da falência

CGD, BCP e BES deram-lhe condições extraordinárias. Se assim não fosse, as contas das instituições seriam penalizadas, diz o Expresso.

Joe Berardo foi salvo pela banca quando três das quatro instituições a quem devia dinheiro pela compra de mil milhões de euros em acções do BCP (com menos-valias de 800 milhões) aceitaram uma renegociação altamente favorável ao investidor.

A notícia é avançada na edição de hoje do semanário Expresso.

A Caixa, o BCP e o BES (a excepção foi o Santander) aceitaram prolongar o prazo de pagamento do empréstimo e tomaram como garantia 75% da entidade que gere a colecção de arte, além de outros activos do empresário madeirense.

O conjunto destes bens não deverá, no entanto, cobrir mais do que cerca de metade da dívida.


(No Semanário Económico em 24-01-2009)

triporto: talvez agora este "grunho" que se armava em bom, que fazia e desfazia, comece agora a "baixar a bolinha" como se diz na minha terra e deixe de ser tão arrogante...Que peça ajuda ao seu clube de coração (pode ser que assim se enterrem os dois de uma só vez...).

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

triporto: O glorioso

São 22 h quando escrevo esta mensagem.

Há poucos minutos o clube mais querido de muitos portugueses, na sua maioria ressabiados, frustrados e saudosistas dos tempos áureos da ditadura acabou de prestar mais um excelente serviço ao futebol português (como já vem sendo habitual), ao ser derrotado por um clube grego por 5 bolas (lá dentro) a uma.

Este blogue oferece dois fantásticos prémios ao 1º que adivinhar o nome dessa famosa instituição:

  1. Um cromo do moçambicano mais famoso de Portugal segurando uma Taça desse clube na década de 60;
  2. Uma assinatura da RTP Memória com os jogos desse clube nas décadas de 50 e 60 (incluí discursos de Salazar em Lisboa).

Para participar basta enviar um e-mail para vergonhosos@serbenfiquista.slb

Nota importante: Caso descubram que o e-mail é falso, por favor contactem a D. Mizé Justiceira Morgado que certamente irá investigar o sucedido com o auxilio da sua super equipa especial de corrida composta pelo Sr. Monteiro das procuradorias da republica.

Obrigado pela sua participação!

"O Rio, a cidade e o clube"

Não é fácil falar de Rui Rio e de Pinto da Costa, exclusivamente no âmbito político e desportivo, respectivamente, como se a vida de cada um começasse e terminasse nessa condição.O homem que é Presidente do FCP tem todo o direito de fazer as suas escolhas políticas, mas deve-o fazer em seu nome pessoal e não misturar o clube com motivações do tipo partidário.

O mesmo tipo de registo seria exigível ao Presidente da Câmara e a Rui Rio, relativamente ao FCP, embora não seja a mesma coisa, porque os cargos que ambos exercem pedem responsabilidades diferentes.

Relativamente ao Presidente da Autarquia, é esquisito que não lhe interesse o desporto – ainda que profissional – e os clubes que moram cá no burgo, nomeadamente o FCP que é uma marca que beneficia claramente a cidade. No seu programa, fala no apoio ao desporto amador. Deve ser, por isso, que a autarquia tanto se empenhou nas corridas de automóveis e aviões. Entre o desporto amador (que fica muito bem em qualquer programa) e o ego do nosso presidente, ganharam os motores e as acrobacias aéreas.

Nem oitenta como era com Fernando Gomes, nem abaixo de zero como faz Rui Rio. Um Presidente da Câmara tem todo o direito de não se querer misturar (nem parecer que o faz) em situações que sejam (ou pareçam) promíscuas. Com o FCP, Rui Rio não se distanciou: criou a ruptura. Houve exageros e alguma violência absolutamente reprovável por parte da claque, mas o pecado original foi cometido por Rui Rio e a sua entourage, que na sua grande maioria detesta o futebol ou o FCP. Pior, agiu como se o facto fosse uma mais valia política. Depois da vitória nas eleições, o que antes era um desejo - partir a espinha dorsal ao FCP -, passou a ser um projecto exequível. Se já tinha ganho as eleições contra tudo e todos, porque não aspirar chegar mais longe?

Como atrás referi, da sua agenda (pessoal e informal) constava quebrar a espinha ao FCP (e a PdC) e retirar-lhes todo o apoio que até aí tinham recebido da CMP. O PPA que viabilizou a construção do Dragão, era o instrumento que precisava para consolidar a personalidade de antes quebrar que torcer. Serviu, ao mesmo tempo, para funcionar como um instrumento fundamental para o seu projecto político. Com um cajado matou dois coelhos: o PS, despesista e promíscuo, o FCP uma espécie de tecto que encobria toda um seita de malfeitores.

Com a ajuda da Associação de Comerciantes do Porto tudo fez para bloquear o projecto do Dragão. Amorim que é um conhecido apoiante da causa do PSD, interveio e conseguiu um acordo.

Sinceramente, era interessante conhecer como tem sido monitorizado esse empréstimo e o que é que ganharam os Comerciantes, para além da exploração do cinema Batalha. Parece-me óbvio que o problema dos pequenos comerciantes é sistemático e não vai com as bolhas de dinheiro que Rio generosamente lhes "concedeu", via acordo com o Grupo Amorim.

Para que serviu tanto alarido? Obviamente, prejudicar o FCP e ficar bem na fotografia para a opinião publicada. Para além disso, servirá para memória futura, quando o partido for chamado a eleger um novo presidente, o que deverá acontecer a curto prazo. Aliás, esta é a fórmula ganhadora, que Scolari seguiu e que tem o nome de “Princípio de Rio”: hostiliza o FCP e tens o país aos pés.

Depois do acordo entre Rio, Amorim e os Comerciantes, o que ganhou a cidade? E que problemas viram os comerciantes resolvidos? A quem interessa isso agora? Fazer todo o mal de uma vez, relativamente ao FCP, foi a estratégia. Agora, o seu desprezo, mais silencioso e cuidadoso, é quase reconhecido como um benefício.

Firmou acordos com o Grupo Amorim e com a Soares da Costa. Satanizando o FCP, obviamente só podia criar anti-corpos junto do clube, dirigentes e adeptos. O tempo cura algumas chagas, mas as marcas ficam lá. Apesar disso, honra lhe seja feita, conseguiu fixar e aumentar o seu pecúlio eleitoral, o que é obra que merece reflexão, política e sociológica.

A ambiciosa intervenção do Plano de Pormenor das Antas visava o propósito de criar uma nova centralidade com funções variadas. Para aqui previram-se três mil fogos, dois hotéis, um estádio de futebol, um pavilhão multiusos, um centro comercial, equipamentos de saúde e de ensino, um parque urbano com dez hectares, estacionamento para três mil viaturas e um interface para o metro.

Parte do Plano de Pormenor das Antas está construído mas, o equipamento de saúde, o de ensino e o tal parque urbano ficaram pelo caminho, confirmando o imobilismo camarário instalado há anos na cidade.

A revitalização da baixa, os bairros camarários, as corridas de automóveis e aviões, o recente amor pelo fogo de artifício, são a obra que é elencada pelos seus seguidores como meritória. O Metro serve para demonstrar a sua sanha regionalista, e mostrar os dentes a Lisboa, sem morder.

A relação entre o FCP e Rui Rio já foi bem pior. Agora, simplesmente preferem silenciar o ódio de estimação que merecem um do outro. A Rui Rio já não interessa afrontar o clube porque já não retira dividendos disso – os ganhos conquistados estão consolidados, não é preciso bater mais no ceguinho – e o FCP porque sabe que a maldição de Rui Rio há-de passar e o FCP há-de continuar por muitos e bons anos como o clube de referência da cidade.

Devo confessar que sou de mais do FCP e de menos do PSD, apesar disso, desejo a melhor sorte para o Dr. Rui Rio. Estou ansioso por vê-lo no Parlamento, ou noutro qualquer lugar, bem longe da Câmara e da nossa cidade. O país espera-o!


(Por Mário Faria no blogue Reflexão Portista em 21-11-2008)

triporto: Histórias de um enclave chamado lisboa

Da Lisboa Profunda: Campanha de Cavaco financiada por homens do BPN


«Cavaco Silva terá recebido quase 100 mil euros de homens ligados ao BPN. A lei proíbe donativos de pessoas colectivas».

Não há nada de mal em tentar evitar que se saiba que a campanha do PR foi financiada por administradores suspeitos de crime ou convidar para o Conselho de Estado um desses administradores. Mas se Cavaco teme, é porque deve. A imagem de Cavaco impoluto penso que acabou.

A conclusão é clara: Os políticos lisboetas fazem tudo, mesmo moralidade cinzenta, para manterem um nível de vida, ambições, para as quais não tem possibilidades. Não merecem a minha confiança. E cada dia que o Norte confie nestes senhores, será um dia perdido.

Volterei mais logo ao tema.


(Por Jose Silva no blogue Norteamos a 26-11-2008)


Ah, Cavaco então também era accionista da SLN.

Portanto, Cavaco :


Questões:

Conclusões:

  • Ainda bem que não voto em parentes da «Máfia».
  • Mais uma lição para o Norte: Nunca confiar em políticos do Sistema de Lisboa.
  • Este Regime fede !

(Por Jose Silva no blogue Norteamos a 23-11-2008)

"Brincar às corridas na Baixa de Lisboa"

Depois do fracasso daquela ideia peregrina dos domingos sem carro, que durou enquanto foi moda e houve pachorra, agora há domingos sem trânsito nas avenidas centrais do Porto e de Lisboa, o que já não é tão grave. Sem carros, como foi o caso da Cidade Invicta com a 5.ª Maratona do Porto, que os africanos dominaram como de costume, ou com carros e muitos parolos a ver, como foi o caso de Lisboa com o "roadshow" da Renault.

Como passam a vida a perguntar-me quais são as diferenças entre o Porto e Lisboa e num prazo razoável de quinze dias reuni duas oportunidades de relevo para dar como exemplo, aproveito esta crónica do líder JN para as comunicar à população em geral.

A primeira diferença inclui-se na categoria das coisas que o Porto tem e Lisboa não tem, mas tenta ter a toda a força, nem que a imitação seja barata (mas muito cara...) e a réplica acabe por roçar o ridículo.

Depois da falência estrepitosa da Fórmula Um e do autódromo do Estoril, daquela empresa que ainda hoje está a contas com o Estado e das exéquias daquele Rali de Portugal, que enchia as matas de Sintra com vândalos, incendiários em potência e bêbados com tendências suicidas, que se atravessavam à frente dos faróis de cada bólide que se aproximava, tudo o que em Portugal se faz com competência e dimensão no mundo motorizado passou para o Porto.

Circuito da Boavista e Red Bull Air Race dão "baile", na terra e no ar, a qualquer iniciativa do género com que Lisboa sonhe. No passado fim-de- -semana, a capital tentou ir a jogo com um evento promocional da Renault, que a habitual mania das grandezas, tão típica da mentalidade centralista, tentou transformar numa corrida de Fórmula Um, perante a desilusão generalizada da maioria dos que lá se deslocaram.

Exceptuando alguns carros, qualquer comparação entre a Fórmula Um e esta parolada que cortou o trânsito no centro de Lisboa, durante dois dias, é como comparar o magnífico Pestana Palace de Alcântara, com os hotéis Fórmula 1, onde um rapaz forte como eu, quase nem consegue fechar a porta, depois de entrar para o quarto.

No que toca a eventos, há muito que aprendi uma regra de ouro: não há nada pior que organizar um evento tipo quero, mas não posso. Esta fantochada do Marquês do Pombal nem chegou a ser pretensiosa: foi mais de quem quis, mas não pôde.

Agora isto é no reino do "fait-divers". No mundo do faz de conta. No que realmente conta, as diferenças são do outro mundo. Basta comparar o que aconteceu neste cenário de crise global e as consequências que se vão dela estimando para a nossa economia pública.

Enquanto as grandes obras do regime previstas para a Área Metropolitana de Lisboa (AML), ou que se prevê poderem servir as necessidades dos lisboetas, são tão prioritárias que nenhuma crise as obriga a recuar, o metro do Porto que foi nacionalizado, não para ser nosso (como se dizia dos bancos a seguir ao 25 de Abril de 74) mas para voltar a ser deles, tem as suas obras de ampliação adiadas quase para o "dia de são nunca à tarde".

Aquilo que é urgente para a capital, no Porto pode esperar até 2022. Na melhor das hipóteses.


(Por Manuel Serrão no Jornal de Notícias em 29-10-2008)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

"O poder está na ponta da espingarda"

Ao contrário do presidente da Comissão Europeia e do guru da direita portuguesa bem pensante (qualificativo que acho assenta muito bem ao Zé Pacheco Pereira) nunca fui maoista, que não me inibiu de arranjar uam edição de Pequim do Livrinho Vermelho, belíssimo objecto que consulto de vez em quando.

Mao foi um ditador sanguinário e um refinado estupor, mas agrada-me a simplicidade pragmática dos seus pensamentos, que mergulha as raízes na escola da desarmante sabedoria chinesa fundada por Confúncio.

Uma frase de Mao – “O poder está na ponta da espingarda” - , veio-me à cabeça esta semana à medida que subia a minha indignação com os resultados de uma pesquisa estatística motivada pela divulgação da notícia de que o Norte foi a segunda região europeia onde se registaram mais despedimentos colectivos no período 2002-07.

O Norte está triste e infeliz e tem todas as razões para isso. É a segunda região do país (a seguir a Lisboa) que mais riqueza gera, mas quando chega a hora de a distribuir surge no último lugar, com um rendimento per capita de apenas 80% da média nacional e 57% da média comunitária.

Não me parece saudável um país em que os salários pagos na capital são 50% superiores ao resto do país - e que o poder de compra em Lisboa (135,5 em permilagem do total nacional) seja o triplo do do Porto (44,01).

Como portuense, fico revoltado ao constatar que, no período 1992-2006, de todos os 308 concelhos do país, o Porto foi o que mais poder de compra perdeu (-2,5%) e que no pódio estejam os três concelhos do eixo Lisboa-Cascais, com Oeiras à cabeça (4,5%).

E a mostarda sobe-me que nariz quando vejo que Lisboa absorve 42,5% do total de crédito concedido pelos bancos. Se juntarmos o Funchal a Lisboa, que ficam com 53,9% do dinheiro emprestado pela banca. O Porto contenta-se com um terceiro lugar (11,9%).

Nós, os três milhões nortenhos, não podemos ficar parados. Enquanto os carteiristas de Lisboa nos metem a mão no bolso, o desemprego não pára de crescer (em 2007, o Norte ultrapassou pela primeira vez o Alentejo e tornou-se a região com maior taxa de desemprego) e a riqueza não pára de de diminuir (no início dos anos 90, o IRS per capita no Porto era metade do de Lisboa; dez anos depois era apenas 25%).

O grave é que o Governo continua a adiar a Regionalização e apenas contribui para alargar este fosso, como o prova o facto de em 2009, o Norte ir receber segundo valor mais baixo (226 euros per capita), contra 382 euros da média nacional) do plano de investimentos da administração pública (Piddac).

É tempo de dar um murro na mesa e declarar guerra ao centralismo ladrão. De aprendermos com Mao que o poder está na ponta da espingarda – ninguém dá nada a ninguém, se o puder evitar. De aprendermos com João Jardim, que, usando os cotovelos, fez da Madeira a segunda região mais rica do país, com um rendimento 25% superior à média nacional.

Para começar, a AEP devia reconverter a campanha Compre Português por uma campanha Compre Nortenho. E como o Governo é surdo a vozes que não venham da rua e se exprimam na primeira metade dos telejornais, ganhávamos em boicotar a visita ao Norte de governantes, enquanto não for dado um sinal claro de que o roubo vai acabar. Eu estou pronto a atirar o primeiro ovo podre.


(Por Jorge Fiel no blogue "A Bússola" em 23-11-2008)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

triporto: O Presidente parolo

"Não sou um presidente parolo. Por isso, defendo os interesses numa lógica metropolitana"

Dois meses e qualquer coisa depois de ter actualizado este meu espaço, aqui estou eu de novo.

Neste longo tempo de paragem não me recordo de algo que me tivesse chocado ou que me tivesse surpreendido em particular...talvez as derrotas consecutivas do meu clube me tenham deixado um pouco abalado mas nada que já não previsse...adiante...

No regresso à leitura das minhas fontes pesquisei notícias e comentários feitos nas duas ultimas semanas, e após uma leitura assim por alto decidi eleger um tema que é muito caro a muitos cidadãos da minha cidade: Rui Rio.


O "Presidente parolo" como foi apelidado (e muito bem) por Guilherme Pinto, Presidente da C.M. Matosinhos, continua a sua "cruzada" para ganhar o campeonato regional (aqui já existe regionalização olé), do mais sem graça, do mais detestado e mal-disposto político do Grande Porto.Estou em crer que vencerá destacadissimo...

Já não bastava ter-se incompatibilizado nestes últimos 7 anos com meia cidade (a outra meia nem se dá conta que ele existe), já não bastava estar constantemente de costas voltadas para o vizinho da outra margem, abortando projectos conjuntos que iriam dinamizar a faixa ribeirinha (red bulls e fogos de artificio à parte), não satisfeito com isso, agora também lembrou-se de usar a sua prepotência e arrogância com Matosinhos em projectos que envolvem as duas cidades.

Basta! Por mais atributos que ele possa ter (enviem-me um email se descobrirem), basta de tanta tristeza, tanto disparate e principalmente, basta de criar em redor do Porto uma bolha de isolamento com o resto da área metropolitana pois só um individuo com as vistas muito curtas é que não consegue perceber as vantagens para o seu município e em concreto para os seus munícipes, da interacção e coordenação conjunta com os concelhos que nos fazem fronteira e dos quais dependemos muitas vezes para tomar decisões importantes a nível metropolitano.

Por tudo isto e muito mais coisas que se foram sucedendo desde que este senhor aterrou na Câmara Municipal, qual D. Quixote de la Invicta, espero que os portuenses, tripeiros abram os olhos desta vez e não permitam a sua recandidatura e principalmente uma maioria absoluta. Se não gostarem das alternativas votem em branco!

Rui Rio rejeita debate sobre a Circunvalação

Rio lança dúvidas sobre linha do Campo Alegre

Guilherme Pinto acusa Rio de atrasar metro oito meses

Guilherme Pinto diz que Rio foi desleal e pede reunião a ministro

Richard Zimler: "O Porto está a morrer"

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Associação de cidadãos -actualização

No seguimento desta excelente iniciativa protagonizada por Alexandre Ferreira venho aqui dar conta da reportagem inserida no Público sobre o tema.

Dou os meus sinceros parabéns a todos aqueles que estiveram presentes, a todos aqueles que não puderam estar presentes mas apoiam este tipo de iniciativas (eu incluido), e em particular ao mentor da iniciativa, Alexandre Ferreira.

Fiquei também feliz ao ver referências na notícia a dois blogues,
A Baixa do Porto e Renovar o Porto, que desde a 1ª hora fizeram parte do triporto (ex - "centralismo da capital do Império") e que foram fonte de inspiração (assim como outros) para a criação do mesmo bem como fonte actualizada de notícias que se englobam no âmbito deste blogue. Por isso os meus parabéns a todos e como diz o outro "Porreiro pá!!!"




Cidadãos querem criar associação cívica metropolitana ou, no mínimo, uma federação de bloggers do Porto

Não chegaram a aprofundar as questões que os preocupam nem sequer chegaram a um consenso sobre o tipo de entidade que pretendem constituir. A primeira reunião da denominada Associação de Cidadãos do Porto reuniu cerca de duas dezenas de pessoas, anteontem à noite, no Clube Literário do Porto.

O encontro foi convocado por um jovem arquitecto do Porto, Alexandre Ferreira, através de um post que colocou no blogue A Baixa do Porto (http://www.porto.taf.net/). " Visto o estado de ruptura com o poder central, os exemplos diários de desprezo para com a cidade do Porto e a Região Norte, o servilismo e oportunismo das distritais dos partidos, proponho o primeiro passo para a constituição de uma associação de cidadãos, organizada, que tenha como propósito a defesa dos interesses colectivos da nossa área metropolitana, a discussão e apresentação de propostas e de acção concertada", escreveu o mentor do projecto a 13 de Agosto em A Baixa do Porto.

No final do encontro, em que se afloraram temas como a regionalização ou a gestão do aeroporto Sá Carneiro, Alexandre Ferreira dizia-se satisfeito, apesar do número reduzido de cidadãos que se mobilizou. "Acho que isto tem pernas para andar, provavelmente como grupo de debate, no início, mas, depois, já como uma associação, movimento ou algo parecido", disse ao PÚBLICO. "O imobilismo e a passividade têm de acabar", afirmou Alexandre Ferreira, referindo-se ao descontentamento de muitos portuenses que diz sentirem-se prejudicados pelo poder central. "O nosso objectivo é defender a cidade", enfatizou.

"Nós estamos a viver pior, para que o núcleo central, em Lisboa, viva melhor", lamentou Rui Farinas, colaborador do blogue Renovar o Porto que se mostrou disponível para ajudar "naquilo que for possível".

Rui Moreira desejado

Para Alexandre Ferreira, a reunião foi apenas um primeiro passo. Agora, o objectivo é reunir mais apoios: "Queremos alargar a base, com muita gente, transversal a idades e estratos sociais", assumiu. Alguns dos presentes advertiram que, para ter sucesso, o movimento precisará do apoio de personalidades com peso mediático.

Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, foi o nome mais citado. Falou-se da necessidade de uma gestão autónoma do Aeroporto Sá Carneiro - com uma base da Ryanair -, de regionalizar o país, de salvar o Boavista... Mas não se chegou a posições definitivas. Combinou-se nova reunião, em data e local a definir.

"Tenho expectativas de que possamos ser um embrião capaz de defender a região e criar pressão junto dos órgãos dirigentes", resumiu Alexandre Ferreira.Quase todos os presentes eram bloggers e, a certa altura, surgiu a ideia de dar o nome Federação de Blogues Portuenses ao grupo. A designação não reuniu consenso e a questão ficou para futuros encontros. "Pode ser uma associação, um movimento, isso discutimos depois", afirmou Alexandre Ferreira.

O projecto é regionalista e propõe-se defender os interesses da Área Metropolitana do Porto.

Fonte: Público.pt

triporto: toca a andar que já se faz tarde!

Duas novas pontes, uma delas pedonal, dois elevadores ligando Miragaia a Massarelos à zona alta da cidade e dois cais acostáveis são elementos centrais do plano de requalificação da zona ribeirinha do Porto.

Um dos objectivos do plano consiste, precisamente, em ligar a zona baixa e a zona alta da cidade através de dois elevadores, um entre os Jardins do Palácio de Cristal e Massarelos e o outro entre a zona da Cordoaria/Passeio das Virtudes e Miragaia.

O plano, que foi atribuído ao arquitecto portuense Pedro Balonas, vencedor do concurso público internacional lançado para o efeito, prevê também duas pontes, uma pedonal entre a zona da Alfândega e o extremo oeste do Cais de Gaia, e a outra que sairá para Gaia frente à Rua de D. Pedro V.

Ambas têm como função principal aliviar os centros históricos de Porto e Gaia da pressão do tráfego automóvel de atravessamento do Douro.

"Estas novas pontes serão à cota baixa, mas terão que possibilitar o trânsito dos navios de grande porte que agora circulam no rio, pelo que serão alinhadas, em termos de altura, com o tabuleiro inferior da ponte de D. Luís", disse.

Estes equipamentos, em conjunto com a reconversão do tabuleiro inferior da Ponte de D. Luís de forma a dar mais comodidade aos peões, permitirão criar aquilo que Pedro Balonas designa como "loop turístico", ou seja, um amplo circuito pedonal, provido de uma grande frente comercial, que os turistas poderão percorrer, ligando as duas margens do Douro.

"Desta forma, os turistas darão uma volta completa às ribeiras de Porto e Gaia a pé, de cerca de quatro quilómetros, com os correspondentes benefícios para o comércio local", afirmou.

A criação de dois cais acostáveis, um na marina a construir junto aos Guindais para embarcações maiores (os barcos-hotel), e o outro junto à Alfândega (para os barcos rabelos turísticos) são outras peças importantes do plano.

O aproveitamento das encostas do Douro, presentemente desertas, é outra vertente do plano, estando prevista a construção de um estabelecimento hoteleiro na encosta das Fontainhas.

Não será uma grande construção, mas sim o que o arquitecto qualificou como "um hotel difuso, distribuído por vários pequenos edifícios com gestão comum, um conceito muito em voga, muito mais compatível com os centros históricos".

"Há que limitar a construção de novos volumes, o que é preciso é saber aproveitar aquilo que temos", afirmou.

A zona entre as pontes do Infante e do Freixo será dedicada à habitação, com construção de baixa densidade e ainda uma série de equipamentos, nomeadamente piscinas fluviais com bares e cafés.

Outro equipamento que o arquitecto pretende incluir no plano é a inserção, em parte do antigo edifício da Alfândega do Porto (que manterá todas as suas actuais valências), de um hotel de seis estrelas ligado à área de congressos.

Pedro Balonas sublinhou que "existe também a necessidade de manter o parque de automóveis da Alfândega, porque escasseiam locais de estacionamento em toda a zona".

"Houve já um projecto de escavar aquela zona, mas sabe-se que há ali ruínas históricas em que não convém mexer, pelo que penso que o mais adequado será manter o parque tal como está e, aproveitando o desnível existente, construir uma laje por cima, ao nível da rua para que consigamos ter no centro histórico um jardim de grande dimensão", disse.

O arquitecto prevê ainda a criação, num dos grandes edifícios desocupados da zona, de um "souk" (zona comercial sofisticada das cidades árabes) das artes, para atrair pequenas indústrias criativas, designers e comércio especializado.

Pedro Balonas considera "fundamental" esta vertente do projecto porque - sustenta - "nas ribeiras do Porto e Gaia há poucas coisas para os turistas comprarem, além do galo de Barcelos e da garrafa de vinho do Porto".

"O Porto e Gaia têm muito pouco para oferecer aos turistas em termos de souvenirs, não há sequer miniaturas de qualquer das pontes, ou da serra do Pilar. Será a partir destas pequenas indústrias e dos seus designers que poderão surgir desde as `T shirts` às miniaturas de todos os tipos e para todos os gostos que levem os turistas a gastar aqui mais dinheiro", afirmou.

"Perdemos dezenas de milhar de euros por não ter este tipo de artigos de merchandising para vender aos turistas, que poderiam até ser objecto de concursos de design,", defendeu o arquitecto.

Fonte: RTP online, em 13-09-2008